[Off-Topic] Mensagem de Ano Novo - Filosofia
Este foi um ano longo. Pessoalmente, um dos piores e um dos melhores ao mesmo tempo. Uma consequência foi que bloguei muito pouco, mas 2012 deve ser o ano do retorno.
Para fechar o ano bem, fica uma reflexão. Foi um ano de muitas startups novas e muita gente disposta a explorar as oportunidades de empreender. Quem entra nesse mundo precisa levar a sério a filosofia por trás de qualquer empreendimento capitalista, o capitalismo de verdade, não este capitalismo-misto medíocre que a maioria pratica. Sem uma filosofia adequada, o mundo dos negócios não vai muito longe.
Busco minha fonte nos artigos de Ayn Rand e Leonard Peikoff. Como entrada light, vamos ao artigo Uma Resposta para Empresários, publicado em 15 de maio de 1962, numa revista de notícias não identificada encontrada entre os documentos de Ayn Rand.
Para fechar a introdução, fica a leitura principal: Por que Empresários Precisam de Filosofia, escrito por Leonard Peikoff, um trecho do livro de mesmo nome que todo interessado em empreender deveria ler.
Uma Resposta para Empresários
Se você quer salvar o capitalismo só existe um tipo de argumento que você deve adotar, o único que sempre ganhou em qualquer disputa moral: o argumento da auto-estima. Cheque suas premissas, se convença de que sua causa é correta, então lute pelo capitalismo com plena certeza moral.
A crise mundial de hoje é uma crise moral – e nada menos do que uma revolução moral pode resolvê-la: uma revolução moral para sancionar e completar a conquista política da revolução Americana. Devemos lutar pelo capitalismo, não como uma disputa prática, não como uma disputa econômica, mas, com o maior orgulho de justiça, como uma disputa moral. É isso que o capitalismo merece, e nada menos irá salvá-lo.
Gostaria de dizer que você deve começar aplicando ao mundo das ideias o mesmo critério objetivo, lógico, racional de julgamento que você aplica ao mundo dos negócios. Você não julga disputas de negócios usando padrões emocionais – não faça isso em disputas ideológicas. Você não constrói fábricas guiado pelas suas emoções – não deixe suas emoções guiarem suas convicções políticas.
Não tente enganar as pessoas nos negócios
Você não conta com a estupidez dos homens em negócios, você não lança produtos de qualidade inferior “porque as pessoas são idiotas demais para apreciar o melhor”, não faça isso em filosofia política; não endosse ou propague ideias que você sabe serem falsas, na esperança de conquistar o medo, preconceitos ou ignorância das pessoas. Você não engana as pessoas em negócios – não tente fazer isso na filosofia: os chamados homens comuns são perceptivos de forma incomum.
Você não duvida de seu próprio julgamento nos negócios – não duvide no mundo da ideologia; não deixe a bobagem ininteligível dos intelectuais “liberais” o intimidar ou desencorajá-lo; não conclua: “deve ser profundo, porque eu não entendo isso” ou “se é assim que as coisas de intelectuais se parecem, então todas as ideias são impraticáveis e não fazem sentido”. Ideias são o maior e mais crucial poder da Terra.
Você não contrata homens como cabeças dos seus departamentos de negócios, sem conhecimento prévio da natureza dos seus trabalhos e como julgar suas performances – não faça isso em relação ao seu departamento de relações públicas; aprenda a julgar se o que estão lhe vendendo é veneno ou não. Você não contrata doutores-bruxos como mecânicos ou engenheiros – não os contrate como relações públicas.
Conheça seus amigos e seus inimigos
Aprenda a diferenciar seus amigos de seus inimigos. Saiba quem apoiar em disputas filosóficas e políticas. Se você não consegue dizer livremente, se estiver preso e engasgado pela desgraçada injustiça de tais maus como leis antitruste – no mínimo, não elogie, espalhe ou suporte a filosofia de seus próprios destruidores; não lhes dê a sanção das vítimas. Pense um pouco na possibilidade de estabelecer um sindicato de liberdades civis – para empresários.
E se tem o desejo de ter uma missão ou propósito “social” – não existe serviço maior à humanidade do que lutar pelos seus próprios direitos e propriedades.
