<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel><title>Biografias | AkitaOnRails.com</title><link>https://akitaonrails.github.io/tags/biografias/</link><description>Blog do Fabio Akita do Canal do YouTube 'Akitando' falando sobre tecnologia, carreira e coisas geek.</description><generator>Hugo -- gohugo.io</generator><language>pt-BR</language><lastBuildDate>Mon, 19 Oct 2026 23:20:48 +0000</lastBuildDate><atom:link href="https://akitaonrails.github.io/tags/biografias/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>[Akitando] #27 - Talento: Matando Semi-Deuses (Parte 2)</title><link>https://akitaonrails.github.io/2018/11/15/akitando-27-talento-matando-semi-deuses-parte-2/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2018/11/15/akitando-27-talento-matando-semi-deuses-parte-2/</guid><pubDate>Thu, 15 Nov 2018 17:00:00 -0200</pubDate><description>&lt;p&gt;Disclaimer: esta série de posts são transcripts diretos dos scripts usados em cada video do canal &lt;a href="https://www.youtube.com/channel/UCib793mnUOhWymCh2VJKplQ"target="_blank" rel="noopener"&gt;Akitando&lt;/a&gt;. O texto tem erros de português mas é porque estou apenas publicando exatamente como foi usado pra gravar o video, perdoem os errinhos.&lt;/p&gt;
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&lt;a href="#descri%c3%a7%c3%a3o-no-youtube" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;No episódio anterior vocês entenderam o que aconteceria se Einstein ou Darwin não tivessem existido.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p>Disclaimer: esta série de posts são transcripts diretos dos scripts usados em cada video do canal <a href="https://www.youtube.com/channel/UCib793mnUOhWymCh2VJKplQ"target="_blank" rel="noopener">Akitando</a>. O texto tem erros de português mas é porque estou apenas publicando exatamente como foi usado pra gravar o video, perdoem os errinhos.</p>


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<h3>Descrição no YouTube<span class="hx:absolute hx:-mt-20" id="descrição-no-youtube"></span>
    <a href="#descri%c3%a7%c3%a3o-no-youtube" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"></a></h3><p>No episódio anterior vocês entenderam o que aconteceria se Einstein ou Darwin não tivessem existido.</p>
<p>Mas se ainda resta dúvidas, hoje vamos desconstruir Mozart e na sequência, através das pesquisas condensadas por Geoff Colvin, definir o que de fato diferencia uma má prática de uma boa prática se o objetivo é um dia alcançar níveis de Mozart.</p>
<p>Esta segunda parte conclui a primeira etapa do que eu chamo de &ldquo;Aprendendo a Aprender&rdquo;, a parte teórica, pra ficar mais fácil entender o que eu quero contar nos próximos episódios dessa série.</p>
<p>Já aviso que a segunda metade deste episódio pode soar muito agressivo, mas é necessário pra que eu delimite preto-no-branco antes de partir pras nuances de cada parte em vídeos posteriores, então não leve tudo ao pé-da-letra, entenda que circunstâncias eu estou endereçando hoje: como se atinge o status de semi-deus?</p>
<p>Links:</p>
<ul>
<li>
<p>Talent Is Overrated (<a href="https://www.amazon.com.br/Talent-Overrated-Separates-World-Class-Performers/dp/1591842948"target="_blank" rel="noopener">https://www.amazon.com.br/Talent-Overrated-Separates-World-Class-Performers/dp/1591842948</a>)</p>
</li>
<li>
<p>The Leadership Engine (<a href="https://www.amazon.com.br/Leadership-Engine-Winning-Companies-Leaders/dp/0887309313"target="_blank" rel="noopener">https://www.amazon.com.br/Leadership-Engine-Winning-Companies-Leaders/dp/0887309313</a>)</p>
</li>
<li>
<p>AkitaOnRails [Off-Topic] Talento é Altamente Supervalorizado: Humanizando Einstein e Matando Deuses (<a href="http://www.akitaonrails.com/2017/06/08/off-topic-talento-e-altamente-supervalorizado-humanizando-einstein-e-matando-deuses"target="_blank" rel="noopener">http://www.akitaonrails.com/2017/06/08/off-topic-talento-e-altamente-supervalorizado-humanizando-einstein-e-matando-deuses</a></p>
</li>
</ul>
<h2>Script<span class="hx:absolute hx:-mt-20" id="script"></span>
    <a href="#script" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"></a></h2><p>Olá pessoal, Fabio Akita</p>
<p>Eu espero que no episódio anterior eu tenha conseguido fazer você pensarem um pouco mais sobre o que vocês acham que sabem.</p>
<p>Nesse ponto vocês já devem ter entendido que eu sou naturalmente um cético. Eu não gosto de mágica. Eu não gosto de ideais inalcançáveis. Meu hobby é destruir utopias e trazer semi-deuses de volta ao nosso nível. Por isso eu não defendo nenhuma ideologia. Como disse nos episódios de programação, eu sou promíscuo com linguagens e ferramentas de programação, o mesmo vale pra qualquer outra coisa: nada está acima de questionamento, e toda idéia que se torna obsoleta merece ser jogada fora e substituída.</p>
<p>Esse é o núcleo de Aprendendo a Aprender. Ë isso que o famoso meme do Bruce Lee quer dizer sobre esvaziar seu copo, como você quer aprender alguma coisa se seu copo já está cheio de preconceitos? Jogue tudo fora, não acredite firmemente em nada, questione tudo. É mais fácil dizer do que fazer. Número 1? Pare de ser defensivo, se permita destruir você mesmo. Se permita aceitar suas fraquezas, físicas ou mentais. Se você não acha que tem fraquezas e não sabe quais são, como quer melhorar? Como você vai melhorar se você já acha que sabe tudo? Então vamos continuar quebrando mais alguns preconceitos.</p>
<p>Einstein era talentoso? Eu acho que sim, mas não do jeito que muitos pensam. Talento não é uma coisa que você nasce com. Não há nada no nosso DNA que define um gênio ou um talento.</p>
<p>Claro, sempre vai existir o fator serendípede e sorte. Estar no lugar certo, na hora certa e ter relacionamento com as pessoas certas, pode fazer toda a diferença. Mas isso Não é genialidade e nem talento e muito menos algo definido no seu DNA.</p>
<p>Esse conceito de “algo magicamente especial” ainda é resquício do racismo nazista de um Josef Mengeles, de que existe uma raça superior, ou gênero superior, ou mesmo um indivíduo superior. No geral, eu acho que não. Pra mim é tudo igual, o que existe é quem sabe usar suas capacidade melhor do que os outros que tem a mesma capacidade e desperdiçam.</p>
<p>No outro lado do espectro existem aqueles que já acreditam em outro meme, o meme das 10 mil horas de prática, conceito que se tornou famoso pela primeira vez por causa do livro Outliers, de Malcolm Gladwell.</p>
<p>De Bill Gates a Oppenheimer, aos Beatles, o livro tenta descrever como o esforço continuado e focado - 10 mil horas (aproximadamente 5 anos em tempo integral) dessas pessoas ajudam a explicar muito do sucesso deles.</p>
<p>Hoje eu vou explorar esse conceito e dizer como isso funciona em detalhes que o livro de Gladwell não explica.</p>
<p>(&hellip;)</p>
<p>Geoff Colvin, em seu excelente livro Talent é Supervalorizado: o que realmente separa os empreendedores de classe mundial de todo mundo, tenta ir além de Gladwell e seus Outliers e explica porque só simplesmente treinar 10 mil horas não é suficiente. Hoje vou citar alguns trechos do seu livro que explicam meu ponto de vista. Vamos lá.</p>
<p>Pesquisas em muitas áreas mostram que muitas pessoas não só falham em se tornar extremamente bons no que fazem, não importa quantos anos gastam fazendo isso, mas frequentemente nem ficam muito melhores do quando começaram. Não há muita correlação entre anos na área e excelência em qualidade, muitos seniors não são muito melhores no geral do que trainees que acabaram de ser treinados. E pior, em alguns casos, profissionais com mais anos e mais experiência podem começar a mostrar resultados piores do que iniciantes.</p>
<p>A história de “nascer com talento” parece explicar a raridade, e ajuda a nos conformar com nossa própria performance. Ou você tem talento ou não tem. Por isso não pensamos muito nisso, porque é um problema já resolvido.</p>
<p>Não existe talento natural. Se existe uma explicação pra performance excepcional é uma coisa que os pesquisadores chamam de “prática deliberada”, essa é a chave. A maioria das organizações é terrível em aplicar princípios de performance excepcional. Muitas empresas parecem arranjadas quase perfeitamente para prevenir as pessoas de tomar vantagem desses princípios.</p>
<p>A maior dificuldade de prática deliberada é mental, não física, mesmo em esportes.</p>
<p>Falando em esportes, considere os recordes olímpicos de 100 anos atrás - que representavam o pico da performance da humanidade do planeta - hoje em dia esses recordes é o normal que colegiais normais conseguem atingir. O ganhador da corrida de 200 metros masculino nas olimpíadas de 1908 fez um tempo de 22.6 segundos,
hoje em dia o recorde de colegiais é mais rápido em mais de 2 segundos, uma margem enorme. O tempo dos melhores colegiais na maratona bate os medalhistas de ouro de 1908. E se você estiver pensando que é porque as crianças hoje nascem com físico melhor, não é isso.</p>
<p>Em mergulho por exemplo, a cambalhota dupla foi quase proibida até as olimpíadas de 1924 porque era considerado muito perigoso.
Hoje em dia, chega a ser entediante.</p>
<p>Isso importa por causa do seguinte: atletas de hoje são superiores não porque eles são de alguma forma fisicamente diferentes, mas porque eles treinam de maneiras mais eficientes. Esse é o conceito mais importante.</p>
<p>Padrões em disciplinas intelectuais estão crescendo pelo menos tão rápido quanto esporte. Roger Bacon, o grande acadêmico inglês e professor no século 13 escreveu que uma pessoa precisaria de 30 a 40 anos para se tornar mestre em matemática da forma como ele entendia. Hoje a matemática que ele estava falando - lembrando que nessa época o cálculo nem tinha sido inventado - é ensinado rotineiramente a milhões de estudantes colegiais. Ninguém pensa nisso, mas considere o que isso significa.</p>
<p>O conteúdo intelectual é o mesmo, o cérebro das pessoas não é diferente, 700 anos não é nem de longe tempo suficiente para um upgrade de poder cerebral humano. Em vez disso, assim como nos esportes, o padrão do que fazemos é que simplesmente cresceu tremendamente.</p>
<p>Quando Tchaikovsky terminou de escrever seu famoso Violin Concerto em 1878,
ele pediu ao famoso violinista Leopold Auer para fazer a performance de estréia. Auer estudou e recusou - ele achou que o trabalho era impossível de tocar. Hoje qualquer jovem violinista graduando em Julliard consegue tocar.
A música é a mesma, os violinos são os mesmos, e os humanos não mudaram. Mas as pessoas aprenderam a tocar melhor.</p>
<p>Mozart é o maior exemplo da tal faísca divina de grandeza. Compondo música aos 5 anos de idade, performando publicamente como pianista e violinista aos 8 anos, produzindo centenas de trabalhos, alguns dos quais considerados como alguns dos grandes tesouros da cultura Ocidental, tudo no curto período de tempo até sua morte aos 35 anos.
Se isso não é talento, de escalas monumentais, então nada mais é.</p>
<p>Vale a pena examinar os fatos um pouco mais de perto. O pai de Mozart foi Leopold Mozart, um famoso compositor e artista. Ele também foi um pai dominador que fez seu filho começar um programa intensivo de treinamento em composição e performance aos 3 anos de idade.</p>
<p>Leopold era muito bem qualificado para esse papel de professor do pequeno Wolfgang não só por sua própria eminência, ele estava profundamente interessado em como música era ensinado para crianças. Ao passo que Leopold era um músico mais ou menos, ele era muito excelente como pedagogo. Seu livro autoritativo em instrução de violino, publicado no mesmo ano que Wolfgang nasceu, se manteve importante por décadas.</p>
<p>Então, desde muito cedo Wolfgang recebeu instruções pesadas de um professor expert que viveu com ele. Claro que suas composições desde cedo ainda parecem impressionantes, mas eles levantam algum questionamento.</p>
<p>É interessante notar que os manuscritos não estão na caligrafia da criança; Leopold sempre &ldquo;corrigiu&rdquo; eles antes de qualquer um ver. É interessante também notar que Leopold parou de compor ao mesmo tempo que começou a ensinar Wolfgang.</p>
<p>Em alguns casos é claro que as composições do jovem garoto não eram originais. Os primeiros 4 concertos de piano de Wolfgang, compostos quando ele tinha 11 anos, na realidade não tem música original dele. Ele juntou composições de outras pessoas.
Ele escreveu seus próximos 3 trabalhos desse tipo, hoje não classificados como concertos de piano, aos 16 anos. E esses também não contém música original, mas ao invés disso arranjos dos trabalhos de Johann Christian Bach, com quem Wolfgang estudou em Londres.
As sinfonias mais precoces de Mozart, trabalhos curtos que escreveu quando tinha 8 anos, tem estilo próximo do de Bach, com quem estava estudando nessa mesma época.</p>
<p>Nenhum desses trabalhos é considerado grande música ou perto disso hoje. Eles são raramente tocados. Só são interessantes por causa da fama posterior de Mozart. Eles parecem o trabalho de alguém sendo treinado como compositor pelos métodos usuais - copiar, arranjar, e imitar o trabalho dos outros - com os produtos resultantes trazidos à atenção do mundo e talvez um pouco polido por um pai que gastou muito da sua vida promovendo seu filho.</p>
<p>O primeiro trabalho de Mozart considerado hoje como uma obra de arte, com seu status confirmado pelo número de gravações disponíveis, é seu Piano Concerto No. 9 composto quando ele tinha 21 anos. Essa é certamente uma idade jovem, mas devemos lembrar que nesse ponto Wolfgang passou 18 anos de treinamento pesado, treinamento de expert.</p>
<p>Isso vale pausa pra consideração. Qualquer faísca divina que Mozart possa ter possuído não o permitiu de criar trabalho de nível mundial mais rápido ou mais fácil, que é algo que nós frequentemente assumimos que faíscas divinas deveria proporcionar.</p>
<p>Os métodos de composição de Mozart não eram a maravilha que nós pensamos que fosse. Por quase 200 anos muitas pessoas acreditaram na habilidade miraculosa de compor peças inteiras na cabeça, e depois só escrever facilmente no papel. Essa visão vem de uma famosa carta onde ele diz exatamente isso: &ldquo;o todo, mesmo sendo longo, está quase terminado e completo na minha mente &hellip; colocar no papel é feito rapidamente &hellip; e raramente o papel difere do que estava na minha imaginação&rdquo;</p>
<p>Esse relato certamente faz parecer um super humano. O problema é que essa carta é uma fraude, como muitos já estabeleceram. Mozart não concebia trabalhos inteiros em sua mente, perfeito e completo. Manuscritos que sobreviveram mostram que Mozart constantemente revisava, retrabalhava, riscando e reescrevendo seções inteiras. Embora isso não torne o resultado menos magnífico, ele escreveu música da mesma forma que humanos ordinários escrevem.</p>
<p>Pesquisadores construíram o índice de precocidade para pianistas. Eles descobriram o número de anos de estudo necessário para um pianista sob programas de treinamento moderno antes de performar publicamente vários trabalhos, e então compararam isso com o número de anos necessários para vários prodígios pela história. Se o estudante médio precisa de 6 anos de preparação e considerando que um prodígio fez isso depois de 3 anos, ele teria pontuação de 200%.
O índice de Mozart é cerca de 130%, claramente acima da média.
Mas prodígios do século XX pontuam 300% a 500%. Outro exemplo de padrões que cresceram. O efeito do treinamento melhorado de hoje superaram o gênio de Mozart.</p>
<p>Ufa! E UAU significa que Mozart é uma fraude então? Não, não, ele simplesmente não é um semi-deus também. Mas o resultado do seu trabalho é sólido, ele realmente foi um dos grandes músicos que já existiu, mas tudo isso foi resultado de longos anos de muito trabalho. 10 mil horas? Eu diria que foi muito mais, 20 mil, 50 mil ou mais.</p>
<p>Aprendendo a Aprender até aqui funciona assim: primeiro, aceite que não existem semi-deuses. Eu sempre disse que é importante ter objetivos inalcançaveis pra você nunca achar que chegou ao fim. Mas se você estabelece um teto infinito logo no começo, não há nem porque começar. Você nunca vai ser um deus, desista. Mas outros humanos? Sim, aí já dá pra começar.</p>
<p>Quem não pensa muito no assunto acha que é uma questão de praticar, e praticar, e praticar. 10 mil horas. Está errado. É muito mais que isso.</p>
<p>Pra começar, praticar é hobby. É jogar futebol com os amigos antes da cerveja na sexta a noite. Você nunca vai ser um Neymar. E ninguém pensa em se tornar um Neymar, claro, mas pense que treinar algumas horas por semana não basta. Se você encara sua carreira da mesma forma, você está praticando errado.</p>
<p>Já Prática deliberada não é a prática que você imagina. Ela é especificamente desenhada para aumentar performance.</p>
<p>Pelo menos no começo é quase sempre necessário que um professor desenhe as atividades mais adequadas para melhorar a performance do indivíduo. Eu disse isso no meu vídeo sobre The Mythical Man Month. Seu professor pode ser uma pessoa, pode ser o trabalho de outras pessoas. Eu sempre encarei todas as pessoas do passado como excelentes professores. Eles vão economizar anos da sua vida porque, agora é sua vez de evoluir em cima do que eles tinham.</p>
<p>Prática deliberada requer que se identifique certos elementos definidos de performance que precisam ser melhorados, e então trabalhar com real intenção nisso.</p>
<p>Noel Tichy, um professor na escola de business da Universidade de Michigan e ex-chefe do centro de desenvolvimento de gerenciamento da famosa Crotonville da General Electric ilustra o ponto desenhando 3 círculos concêntricos. Ele nomeia o círculo interno de &ldquo;zona de conforto&rdquo;, o do meio de &ldquo;zona de aprendizado&rdquo; e a mais externa de &ldquo;zona de pânico&rdquo;. Somente escolhendo atividades na zona de aprendizado é que se faz progresso.
Nós nunca vamos conseguir avançar na zona de conforto, porque é a zona onde fazemos atividades que já sabemos fazer. E zonas do pânico são tão difíceis que não sabemos como chegar perto. Identificar a zona de aprendizagem, que não é simples, e então se forçar a continuamente se manter nela, o que é ainda mais difícil, essas são as características primárias e mais importantes de prática deliberada.</p>
<p>Alta repetição é a diferença mais importante entre prática deliberada de uma tarefa e performar a tarefa na realidade, só quando conta. Você não vai evoluir só no horário do seu trabalho. Seu trabalho é sua zona de conforto, com raras ocasiões onde você vai fazer alguma coisa que desafia o que você já sabe. Mas é muito lento, muito demorado e altamente ineficiente desse jeito. Nenhum emprego, em nenhum lugar, vai ser suficiente. Se você leva treinamento a sério, vai precisar de muito mais treino.</p>
<p>Generalizando, a prática deliberada mais efetiva são aquelas que podem ser repetidas em alto volume.</p>
<p>Prática deliberada é sobretudo um esforço de foco e concentração. É isso que o torna &ldquo;deliberado&rdquo;. Continuamente procurando exatamente os elementos de performance que são não satisfatórios e então forçando na melhoria especificamente desses elementos. Digamos, em programação, muita gente acha difícil escrever bons testes. Porque não pratica? Escreva centenas de testes. Não só pros projetos do seu trabalho, que como eu já disse, é insuficiente. Escreva, escreva, escreva. Vai sair um monte de porcaria no começo. E pra evoluir você precisa fazer o que Mozart fazia: copiar, testar, avaliar, corrigir e recomeçar, e recomeçar, e recomeçar, centenas de horas.</p>
<p>Ao que parece, 4 a 5 horas por dia parece ser o limite máximo de prática deliberada, e é frequentemente concluído em sessões de não mais que 1 hora a 90 minutos de cada vez. Mesmo atletas de elite dizem que o fator que limita seu tempo de prática é a habilidade em sustentar concentração. E concentração só acontece quando você está sozinho, sem ninguém te atrapalhando. Prática deliberada é essencialmente uma atividade solitária, nunca de grupo. É quando você está 100% desligado do mundo. Portanto, se você está mais focado na sua timeline do twitter ou responder o whatsapp, você não está praticando.</p>
<p>Fazer coisas que sabemos como fazer é agradável, e isso é exatamente o oposto de prática deliberada. Em vez de fazer o que somos bons em fazer, nós insistentemente perseguimos o que não somos bons em fazer. Então nós identificamos as atividades mais dolorosas e difíceis que nos farão melhores e fazemos isso repetidamente. A cada repetição nos forçamos a ver - ou fazemos outros verem - exatamente o que ainda não está certo para podermos repetir as partes mais dolorosas e difíceis do que acabamos de fazer. E continuamos nesse processo até estarmos mentalmente exaustos. Se não está doendo, você não está treinando.
No pain, no gain.</p>
<p>Parece um pouco depressivo que a coisa mais importante que podemos fazer  para melhorar nossa performance não é divertido, mas console-se com este fato: TEM que ser exatamente assim. Se as atividades que levam à grandeza fossem fáceis e divertidas, então qualquer um faria. Isso é até uma boa notícia, significa que a maioria das pessoas não vai fazer isso.</p>
<p>Os melhores fixam objetivos que não são sobre o resultado mas sobre o processo de chegar no resultado.</p>
<p>A capacidade de auto-regulação mais importante que os melhores usam durante seu trabalho é auto-observação. Por exemplo, corredores de endurances em uma corrida tendem a pensar em qualquer outra coisa menos no que estão fazendo, por isso hobistas como eu e muitos outros colocam um fone de ouvido e tentam se distrair ouvindo música. É doloroso fazer uma maratona de quilômetros e conscientemente não querer se distrair. Nós preferimos tirar nossas mentes disso. Corredores de elite, por outro lado, focam intensamente neles mesmos, dentre outras coisas, eles contam suas respirações e simultaneamente contam seus passos de forma a manter certas taxas. Sério, isso dói em mim só de pensar. Por isso os melhores são melhores, porque eles dominam a dor. E não dor física, mas dor mental.</p>
<p>Pesquisadores chamam isso de meta-cognição - o conhecimento sobre o seu conhecimento, pensar sobre seu pensamento. Os melhores fazem isso sistematicamente, é uma parte estabelecida da sua rotina. Pense em você saindo de você e se monitorando enquanto faz a atividade.</p>
<p>Agora, o ponto final por hoje: A maioria se contenta com &ldquo;ah, você fez bem&rdquo;</p>
<p>Atividades de prática são inúteis sem feedbacks úteis. Mas não qualquer feedback. De forma similar, as oportunidades de prática que encontramos no trabalho não servem pra nada se não avaliarmos depois. E devem ser auto-avaliações, porque a atividade de prática aconteceu nas nossas mentes, somente nós podemos saber completamente o que queríamos fazer ou julgar como realmente ficou. Mas isso só funciona se você é altamente consciente dos seus objetivos. Se você nem sabe porque está fazendo o que está fazendo, como vai se auto-avaliar?</p>
<p>Os excelentes se julgam de forma diferente das outras pessoas. Eles são mais específicos, assim como quando definem objetivos e estratégias. Os medianos se contentam em se dizer que foram bem ou mal e só.
Os melhores se julgam contra padrões relevantes pro que querem atingir. Algumas vezes comparam suas performances com seus melhores resultados até então; algumas vezes se comparam com competidores que estão encarando ou pretendem encarar; algumas vezes se comparam com o melhor resultado conhecido na área. Qualquer um deles pode fazer sentido; a chave, em toda prática deliberada, é escolher uma comparação que colabore para estender além dos seus limites.</p>
<p>Uma parte importante da auto-avaliação é decidir o que causou os erros. Os medianos acreditam que seus erros foram causados por fatores externos ao seu controle. Meu oponente teve sorte; a tarefa era difícil demais; eu não tenho mesmo habilidade natural pra isso. Os melhores, ao contrário, acreditam que eles foram os responsáveis por seus erros. Sempre. Qualquer um que passa muito tempo culpando os outros, os colegas, os chefes, os políticos, a sociedade, nunca vai sair da mediocridade.</p>
<p>Eu nunca peço e nunca pedi feedback pros outros, sempre achei meio irrelevante. Eu sempre soube o que eu queria fazer em cada momento. Você sabe porque você faz o que você faz? Porque se você não sabe, jamais vai conseguir se auto-avaliar, e nesse caso, qualquer feedback de fora é inútil pra você. Por outro lado, se você tem sabe porque você faz o que você faz, então você já sabe o que fez de errado e, de novo, um feedback externo é inútil pra você na maior parte do tempo.</p>
<p>Claro, feedback externo, sempre pode colaborar um pouquinho para você ver algo que não estava vendo. Mas ele não é nem de longe o mais importante. Aqui eu fecho com o que eu comecei: você precisa aprender a esvaziar seu copo. Tá entendendo o que isso significa? Se você acha que está fazendo tudo certo, como vai melhorar? Eu por outro lado, às vezes vou a extremos, eu sempre acho que estou fazendo tudo errado. É altamente tenso ser auto-crítico. Eu não dou o mínimo valor quando alguém me diz que eu fiz algo bem. Entendem? O que os outros entendem dos objetivos que eu quero alcançar? É mais irritante ainda quando eu digo que não fiz tão bem quanto queria e alguém chega - com boas intenções - e me diz que ficou bom.
Não ficou. Eu sei que não tá bom. E se eu sei disso, porque eu me contentaria com alguém me dizendo que eu fiz bem?</p>
<p>Isso é se auto-enganar e é o extremo oposto de prática deliberada. Como eu disse, prática deliberada é brutal, é doloroso, porque você não pode ficar se enganando achando que “está suficiente”. Nunca é suficiente. No pain, no gain. Eu não sou grande coisa, e eu vivo com esse conceito em mente. Validação de terceiros é a maneira mais fácil de sabotar seu talento. Falta de auto-avaliação é o que faz você começar academia na segunda e desistir na sexta. “Já fiz o suficiente, já disseram que fiz o suficiente, tá bom”.</p>
<p>E qual seu objetivo? Ganhar mais dinheiro? Só isso? Tem formas muito mais fáceis se o objetivo for só esse, isso é muito pouco.</p>
<p>Lembram do Einstein? A teoria da relatividade é ensinado no 1o ano de faculdade, qualquer estudante minimamente competente consegue entender. Não querendo menosprezar, mas Einstein já foi superado, Mozart já foi superado, Jobs e Gates estão sendo superados na atualidade. A história não é estática e todo mundo está olhando pro futuro.</p>
<p>Tem gente que fala que eu sou grande coisa, eu Não sou, e não estou sendo falso humilde. Eu ficaria muito chateado se alguém achar que não dá pra me superar, eu sou facilmente superável, é um objetivo muito baixo pra esta nova geração. No século XXI eu sou nível 1, me supere, na metade do tempo que eu levei. Eu desafio todos vocês a colocar o que eu disse esta semana em prática. Não tenha ídolos, tenha referências, tenha objetivos a serem superados e logo que conseguirem, persigam outro pra superar.</p>
<p>Ufa, Esta semana foi bem intensa, mas como eu disse, no pain, no gain, e vocês já chegaram ao fim de suas carreiras? Estão começando suas carreiras? Qual a sua história de treinamento deliberado? Compartilhem com a gente nos comentários abaixo, se curtiram mande um joinha, assinem o canal e cliquem no sininho. A gente se vê, até mais.</p>
]]></content:encoded><category>aprendizado</category><category>psicologia</category><category>biografias</category><category>akitando</category></item><item><title>[Akitando] #26 - Talento: Matando Semi-Deuses (Parte 1)</title><link>https://akitaonrails.github.io/2018/11/13/akitando-26-talento-matando-semi-deuses-parte-1/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2018/11/13/akitando-26-talento-matando-semi-deuses-parte-1/</guid><pubDate>Tue, 13 Nov 2018 17:00:00 -0200</pubDate><description>&lt;p&gt;Disclaimer: esta série de posts são transcripts diretos dos scripts usados em cada video do canal &lt;a href="https://www.youtube.com/channel/UCib793mnUOhWymCh2VJKplQ"target="_blank" rel="noopener"&gt;Akitando&lt;/a&gt;. O texto tem erros de português mas é porque estou apenas publicando exatamente como foi usado pra gravar o video, perdoem os errinhos.&lt;/p&gt;
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&lt;a href="#descri%c3%a7%c3%a3o-no-youtube" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;Finalmente vou começar a estruturar um pouco minha idéia sobre &amp;ldquo;Aprendendo a Aprender&amp;rdquo; que eu venho soltando nos vídeos anteriores. Esta semana vou contar algumas histórias e matar alguns conceitos que vocês talvez ainda tenham.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p>Disclaimer: esta série de posts são transcripts diretos dos scripts usados em cada video do canal <a href="https://www.youtube.com/channel/UCib793mnUOhWymCh2VJKplQ"target="_blank" rel="noopener">Akitando</a>. O texto tem erros de português mas é porque estou apenas publicando exatamente como foi usado pra gravar o video, perdoem os errinhos.</p>


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<h3>Descrição no YouTube<span class="hx:absolute hx:-mt-20" id="descrição-no-youtube"></span>
    <a href="#descri%c3%a7%c3%a3o-no-youtube" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"></a></h3><p>Finalmente vou começar a estruturar um pouco minha idéia sobre &ldquo;Aprendendo a Aprender&rdquo; que eu venho soltando nos vídeos anteriores. Esta semana vou contar algumas histórias e matar alguns conceitos que vocês talvez ainda tenham.</p>
<p>Antes de começar, você precisa esvaziar seu copo, e a única forma de fazer isso é quebrar algumas coisas que você acreditava que eram verdade até agora, e só então construir em cima disso.</p>
<p>Muitos acreditam na noção de talento natural, alguém que já nasce com o tal &ldquo;dom&rdquo; ou &ldquo;gênio&rdquo;. Neste video quero responder uma pergunta: e se Einstein ou Darwin não tivessem existido? Teríamos ficado sem a Teoria da Relatividade e a Teoria da Evolução??</p>
<p>Links:</p>
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<p>How Einstein Ruined Physics (<a href="http://www.darkbuzz.com/herp/"target="_blank" rel="noopener">http://www.darkbuzz.com/herp/</a>)</p>
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<p>New Book Says Einstein Highly-Overrated and Ruined Physics (<a href="https://www.sott.net/article/251049-New-Book-Says-Einstein-Highly-Overrated-and-Ruined-Physics"target="_blank" rel="noopener">https://www.sott.net/article/251049-New-Book-Says-Einstein-Highly-Overrated-and-Ruined-Physics</a>)</p>
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<p>Olinto de Pretto (<a href="http://www.pax-tibi.com/olinto-de-pretto/"target="_blank" rel="noopener">http://www.pax-tibi.com/olinto-de-pretto/</a>)</p>
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<li>
<p>Alfred Russell Wallace letters (<a href="http://wallacefund.info/gallery?f%5B0%5D=im_field_smg_galleries%3A2471"target="_blank" rel="noopener">http://wallacefund.info/gallery?f%5B0%5D=im_field_smg_galleries%3A2471</a>)</p>
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<p>AkitaOnRails [Off-Topic] Talento é Altamente Supervalorizado: Humanizando Einstein e Matando Deuses (<a href="http://www.akitaonrails.com/2017/06/08/off-topic-talento-e-altamente-supervalorizado-humanizando-einstein-e-matando-deuses"target="_blank" rel="noopener">http://www.akitaonrails.com/2017/06/08/off-topic-talento-e-altamente-supervalorizado-humanizando-einstein-e-matando-deuses</a>)</p>
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</ul>
<h2>Script<span class="hx:absolute hx:-mt-20" id="script"></span>
    <a href="#script" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"></a></h2><p>Olá Pessoal, Fabio Akita</p>
<p>Se você ainda não viu meus vídeos sobre faculdade e linguagens veja a playlist linkada acima e nas descrições.</p>
<p>Um tema que eu repito constantemente é que você aprenda a aprender. Bom, todo vídeo que fala sobre carreira fala algum clichê desse tipo: O importante é se esforçar. O importante é nunca parar. O importante é estudar isso ou estudar aquilo. O importante é a disciplina. Fuck that. Eu sei disso, você sabe disso, que diferença isso faz? Qual é a chave de verdade?</p>
<p>Se não ficou claro ainda, todos os meus vídeos mostram pequenos aspectos disso na prática. Daqui algum tempo vocês vão poder ver todos os meus vídeos em sequência e vão ver que eles vão se encaixando.</p>
<p>Mas hoje quero fazer uma pausa e contar uma história diferente.</p>
<p>No ano passado em 2017 eu fiquei numa discussão com o povo do escritório acerca de talento. É uma coisa que me irrita pessoalmente. Neymar, Mozart, Einstein, pense em grandes nomes do esporte, das ciências, da música, ou qualquer coisa produtiva. Você sempre vai encontrar nomes absurdamente fora dos padrões, muitos elevados ao status de semi-deus.</p>
<p>São nomes inalcançáveis. Se você assistir um filme biótipo ou qualquer documentário ou mesmo biografias, vai parecer que você está lendo sobre alguém que sequer poderia ser um Homo Sapiens, um Hiper Sapiens??</p>
<p>Eu tenho um sério problema com esse conceito. Pessoalmente eu não acredito em talentos naturais. Esse vai ser o tema do próximo vídeo</p>
<p>O outro ponto que muita gente levanta principalmente nas discussões políticas sobre pró ou contra aborto - que aliás, pros propósitos deste canal, não me interessa muito pra que lado você pende nessa discussão, me interessa a implicação: imagina se um Einstein não tivesse nascido. Ou se um Darwin não tivesse nascido. Você certamente já pensou isso ou ouviu isso. E se eu te disser que se Einstein ou Darwin não tivessem existido, ainda assim teríamos a mesma Teoria Geral e Especial da Relatividade e a Teoria de todas as Teorias, a Teoria da Evolução das Espécies via Seleção Natural?</p>
<p>(&hellip;)</p>
<p>Este episódio é sobre o livro do físico Roger Schlafly intitulado &ldquo;How Einstein Ruined Physics&rdquo; ou &ldquo;Como Einstein arruinou a física&rdquo;. Citando o artigo de Mark Green de 2012 para o site Sott.net. Vamos lá.</p>
<p>Einstein é considerado o maior gênio do mundo por ter criado a teoria da relatividade. O livro de Schlafly explica sobre a relatividade, como ela foi descoberta e como ela se encaixa na longa história de tentar entender movimento e simetria. O livro mostra que o papel de Einstein é terrivelmente mal interpretada.</p>
<p>Ele é famoso por ter unificado o espaço e o tempo na teoria da relatividade, e por ter revolucionado a ciência somente com puro pensamento. De fato, seu famoso paper de relatividade meramente postulou o que havia sido previamento provado, e ele mesmo nem entendia porque espaço e tempo estavam sendo unificados.</p>
<p>Milhões acreditam que Albert Einstein foi o maior cientista que já viveu. Obviamente soa uma enorme redundância dizer isso, certo?</p>
<p>O que tornou Einstein tão grande? A história é mais ou menos assim: Albert Einstein, um jovem funcionário de um escritório suíço de patentes, sozinho transformou a física de uma ciência tridimensional estática para um incrível universo de espaço-tempo quadridimensional através de brilhantes e solitários experimentos de pensamento envolvendo gravidade, movimento, espaço e tempo. Einstein também fez incursões no entendimento da natureza da luz e energia e foi o primeiro a compreender a equivalência entre energia e massa. As descobertas de Einstein não só transformaram a física moderna mas nossa visão de como vemos o universo.</p>
<p>Schlafly discorda. &ldquo;É tudo um mito. Einstein não inventou a relatividade ou a maioria das coisas que lhe dão crédito&rdquo;. Wow!</p>
<p>Relatividade é a culminação de uma procura antiga para entender o movimento da Terra. A história nos leva da Grécia antiga como Aristóteles, através de debates medievais sobre Copérnico e Galileo, até a procura recente por matéria negra e energia.</p>
<p>Schlafly faz uma revisão impressionante de contribuições que foram meio esquecidas de físicos notáveis e matemáticos. Uma pequena lista de grandes figuras incluem o matemático francês e prêmio Nobel Henri Poincare (que o filósofo britânico Bertrand Russell chamou do maior homem que a França já produziu), o pioneiro físico holandês e prêmio Nobel, Hendrik A. Lorentz, e o físico e matemático escocês James Clerk Maxwell. De acordo com Schlafly, Maxwell foi o primeiro a cunhar o termo &ldquo;relatividade&rdquo; e criou a primeira verdadeira teoria relativista de massa e energia. Maxwell escreveu o massivo 2 volumes Treatise on Electricity and Electro Magnetism em 1873, que na opinião de Schlafly gerou &ldquo;as mais importantes equações da história da ciência&rdquo;.</p>
<p>O tratado subsequente de Poincare sobre relatividade dá os teoremas que foram &ldquo;matematicamente idênticos ao de Einstein&rdquo;, diz Schlafly, e a maioria do trabalho de Poincare precede Einstein. Lorentz e Poincare tiveram todos os maiores aspectos da teoria da relatividade, e publicaram antes de Einstein&quot;, ele diz.</p>
<p>E mesmo assim esses monstros da ciência foram quase totalmente esquecidos enquanto a reputação de Einstein atingiu status de semi-deus, por que?</p>
<p>E=MC2</p>
<p>Como um jovem, Albert Einstein não somente viveu num tempo de explosivo crescimento na ciência de física teórica, mas seu trabalho como um físico em um escritório de patente suíço lhe deu acesso único às emergentes descobertas científicas. Durante esse tempo, Einstein aprendeu sobre o que constitui direito de propriedade intelectual. A famosa equação de Einstein E=MC2, por exemplo, na realidade foi publicado por Olin to de Pretto, um obscuro jornal italiano 2 anos antes de Einstein. Mas Einstein vai dizer que ele pensou na equação independentemente. Mas Poincare também publicou sua equação antes de Einstein.</p>
<p>De fato, Schlafly argumenta que Einstein pegou emprestado muitas idéias de outros e clamou para si, incluindo o postulado que a velocidade da luz é constante e também a relatividade especial, a idéia que energia e massa são intercambiáveis. &ldquo;O entendimento de Einstein sobre relatividade especial .. era inferior à de Poincare&rdquo;. Em cada ponto essencial da relatividade especial, Poincare publicou a mesma idéia anos antes, e de forma melhor.</p>
<p>Claro que ele está brincando, certo?
Não, Isso Não é piada.</p>
<p>A timeline das descobertas que antecedem o paper de 1905 de Einstein sobre relatividade especial, no mínimo, é ampla evidência do progresso durante essa era. Isso pode explicar porque Einstein nunca recebeu um prêmio Nobel pelo seu trabalho em relatividade, já que ele nem cunhou o termo e nem fez avanços no conceito. De fato Lorentz recebeu o Nobel por seu trabalho em relatividade 3 anos antes. Não foi até 1921 que Einstein ganhou o Nobel, e foi primariamente por suas contribuições no entendimento do efeito fotoelétrico.</p>
<p>O conceito de movimento e tempo sendo uma &ldquo;quarta dimensão&rdquo; precedeu Einstein por pelo menos uma década, H. G. Wells especulou o conceito no seu romance de 1894 The Time Machine. Nesse mesmo ano Lorentz escreveu um paper cientítico onde &ldquo;ele propôs o conceito de tempo local num objeto em movimento&rdquo;. Poincare escreveu um tratado em 1898 e 1900 explorando o relacionamento entre movimento e tempo.</p>
<p>Uma popular bolha de desentendimento é que a equivalência de massa-energia expressa na famosa equação E=MC2. O relacionamento da equação com o projeto Manhatan na segunda grande guerra é um exemplo desse desentendimento.</p>
<p>E=MC2 não é sequer necessário para a bomba atômica. Ela não dá nenhuma pista em como dividir o átomo, ou como criar um reação nuclear em cadeia, ou qualquer dos passos necessários para fazer a bomba atômica. Relatividade não é sequer necessário para entender a liberação de energia numa bomba de urânio ou plutônio, já que essa liberação pode ser amplamente explicada por considerações eletromagnéticas. Previsões sobre massa relativistica estavam sendo testadas pelo alemão Walter Kaufmann em 1901, antes de Einstein escrever qualquer coisa a respeito.</p>
<p>Ufa, essa história é bizarra, certo? Leiam o livro de Schlafly para a história completa e todas as evidências. O principal: claro que Einstein era muito inteligente. Qualquer um menos equipado jamais teria entendido os trabalhos que Schlafly diz que ele pegou emprestado. Mas, isso tira muito da mitologia sobre Einstein e o trás de volta pra Terra.</p>
<p>Pra finalizar, vou contar outra história um pouco mais curta.</p>
<p>Em maio de 1831 Robert FitzRoy tinha acabado de perder ume eleição. Ele tinha esperança de um novo posto para organizar um projeto missionário à Tierra del Fuego. Em junho de 1831 ele conseguiu ser re apontado como comandante do Beagle.</p>
<p>Ele estava ciente do stress da solidão do comando. Ele conhecia as histórias do suicídio do Capitão Stokes e de seu tio Viconde Castlereagh, que cortou o próprio pescoço em 1822. Fitzroy falou com seu amigo Francis Beaufort, hidrógrafo pedindo para encontrar algum cavalheiro para companhá-lo na viagem. Essa companhia deveria compartilhar do mesmo gosto científico e usar a oportunidade da viagem para pesquisar história natural. Mas alguns que o Beaufort tentou recrutar recusaram, incluindo o professor J. S. Henslow da Universidade de Cambridge.</p>
<p>A jornada do Beagle duraria 5 anos e iria vasculhar as costas da América do Sul, eventualmente até pararia no Brasil, na Bahia, por exemplo. Beaufort conseguiu encontrar um estudante jovem, de 22 anos, que ainda estava planejando uma carreira como clérigo. FitzRoy eventualmente aprovou esse jovem Charles Darwin pra posição.</p>
<p>FitzRoy e Darwin ficariam nessa jornada até 1836. Essa viagem e as inúmeras pesquisas que ele faria culminariam num trabalho de uma vida inteira depois da volta. O talvez mais importante livro de todos os tempos On The Origin of Species só seria publicado 23 anos depois, em 1859.</p>
<p>E como diria o dito popular: o resto é história.</p>
<p>Ou não?</p>
<p>Não há dúvidas que Darwin chegou à sua conclusão de forma independente, tendo ficado 20 anos escrevendo em privacidade. Mas em paralelo a isso, também de forma independente, outro pesquisador contemporâneo estava chegando às mesmas conclusões. Este é Alfred Russel Wallace, que chegou a enviar cartas a Darwin, datadas de 10 de outubro de 1856, que incluem o artigo “On the Law which has regulated the Introduction of New Species” ou “Sobre a Lei que regulou a introdução de Novas Espécies”.</p>
<p>Isso causou uma crise de consciência em Darwin e o incentivou a acelerar a publicação das suas próprias pesquisas. Calma, nesse caso ninguém roubou a idéia de ninguém. E na prática a versão de Darwin estava bem mais avançada. O próprio Wallace disse que sente que Darwin merece o crédito que recebeu.</p>
<p>Na história recente, graças ao massivo acesso a informação - seja de boa ou má qualidade das redes sociais por exemplo - vocês vêem mais discussões acaloradas a respeito. Steve Jobs vs Steve Wozniak. Thomas Edison vs Nikola Tesla. Bill Gates e Paul Allen.</p>
<p>Quem é o verdadeiro gênio?</p>
<p>Eu gosto de grandes estórias tanto quanto qualquer um. Mas eu encaro tudo como estórias. Toda estória enaltece um personagem protagonista. Documentários também são estórias.. A História formal deve ser desprovida de julgamento e relatar fatos, mas documentários e biografias contam uma estória, um folclore, uma semi-ficção, a visão pessoal do autor do documentário ou do autor da biografia.</p>
<p>Lembre-se disso: uma biografia não é um relato factual, um livro de 400 páginas raramente vai ser suficiente pra relatar todas as nuances de 60 anos ou mais da vida de alguém. Eu escrevi mais de 2000 páginas sobre mim mesmo, e eu não sou ninguém, e mesmo se escrevesse mais 10000 páginas, não seria suficiente. Biografias e documentários escolhem meia dúzia de eventos e amarram num folclore, é muito simplista.</p>
<p>O problema disso, ao longo de décadas contando e recontando a mesma história, e reduzindo tudo em resenhas, um parágrafo aqui e ali, referências em filmes e cultura popular, e acabamos criando mitos e semi-deuses. Já diria Joseph Goebbels: “se você contar uma mentira grande o suficiente e continuar repetindo ela, as pessoas eventualmente vão começar a acreditar nela.”</p>
<p>Steve Jobs é nosso contemporâneo e ele já tem status de semi-deus. Resultados impressionantes? Inegável. Mas ele foi um homem do nosso tempo, longe de um semi-deus.</p>
<p>Meu ponto é que a história real normalmente é bem menos glamurosa.</p>
<p>De Einstein, ou Darwin não tivessem existido? Ainda tínhamos Poincare, Lorentz, Wallace e outros contemporâneos que não estavam num lugar certo na hora certa. Conhecimento não é algo que nasce espontaneamente, magicamente, na cabeça de um único indivíduo. Normalmente é a consolidação de décadas ou séculos de pesquisas independentes feitas por centenas ou milhares de pessoas ao longo da história. Alguém eventualmente consegue condensar esses trabalho num momento Eureka e isso cria a ruptura pra uma nova era. Se não fosse Darwin, seria Wallace, ou outra pessoa completamente diferente, em outro lugar, em outro ano, mas é impossível parar o conhecimento.</p>
<p>Inovação nunca é o resultado do trabalho de somente uma pessoa isolada numa caverna. Inovação, genialidade, talento, são apenas momentos numa história ininterrupta da humanidade que resolvemos apontar um nome e uma data para representar um momento de ruptura para uma nova era.</p>
<p>O status de semi-deus não é inatingível. Algumas vezes é uma questão de serendípede. Algumas vezes é uma questão de trabalho árduo e no próximo episódio vou definir o que esse trabalho árduo realmente significa através de um livro do pesquisador Geoff Colvin que, aliás, deixa uma frase que sumariza este episódio, de seu livro Humans are Underrated: “O tipo certo de narrativa dita por uma pessoa é mais poderosa que a lógica”</p>
<p>O que acharam desse episódio? Vocês já tinham esse ponto de vista? Não deixem de mandar seus comentários abaixo, se gostaram desse vídeo mandem um joinha, assinem o canal e cliquem no sininho. A gente se vê, até mais!</p>
]]></content:encoded><category>ciencia</category><category>aprendizado</category><category>biografias</category><category>akitando</category></item><item><title>Lembrando os Heróis Ruby que se foram em 2014</title><link>https://akitaonrails.github.io/2015/01/02/lembrando-os-herois-ruby-que-se-foram-em-2014/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2015/01/02/lembrando-os-herois-ruby-que-se-foram-em-2014/</guid><pubDate>Fri, 02 Jan 2015 12:48:00 -0200</pubDate><description>&lt;p&gt;Em muitos aspectos o ano de 2014 foi extremamente triste para a comunidade internacional de Ruby e para mim pessoalmente já que conheci os 3 pessoalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Primeiro foi a perda do venerado &lt;a href="https://news.ycombinator.com/item?id=7270098"target="_blank" rel="noopener"&gt;Jim Weirich&lt;/a&gt;, em 20 de Fevereiro de 2014. Ele foi o autor do projeto Rake. Veja seu &lt;a href="https://github.com/jimweirich"target="_blank" rel="noopener"&gt;Github&lt;/a&gt; para ver no que ele contribuía. E de curiosidade, leia um pouco da &lt;a href="https://github.com/ruby/rake/blob/master/doc/rational.rdoc"target="_blank" rel="noopener"&gt;história do Rake&lt;/a&gt; que está dentro do seu código-fonte. Jim sempre foi uma presença essencial nos eventos de Ruby e Rails e tem diversas palestras excepcionais que &lt;a href="https://www.youtube.com/results?search_query=jim&amp;#43;weirich"target="_blank" rel="noopener"&gt;vale a pena assistir&lt;/a&gt;. Antes de partir, ele era Chief Scientist da consultoria NEO.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p>Em muitos aspectos o ano de 2014 foi extremamente triste para a comunidade internacional de Ruby e para mim pessoalmente já que conheci os 3 pessoalmente.</p>
<p>Primeiro foi a perda do venerado <a href="https://news.ycombinator.com/item?id=7270098"target="_blank" rel="noopener">Jim Weirich</a>, em 20 de Fevereiro de 2014. Ele foi o autor do projeto Rake. Veja seu <a href="https://github.com/jimweirich"target="_blank" rel="noopener">Github</a> para ver no que ele contribuía. E de curiosidade, leia um pouco da <a href="https://github.com/ruby/rake/blob/master/doc/rational.rdoc"target="_blank" rel="noopener">história do Rake</a> que está dentro do seu código-fonte. Jim sempre foi uma presença essencial nos eventos de Ruby e Rails e tem diversas palestras excepcionais que <a href="https://www.youtube.com/results?search_query=jim&#43;weirich"target="_blank" rel="noopener">vale a pena assistir</a>. Antes de partir, ele era Chief Scientist da consultoria NEO.</p>
<p>Em 30 de Novembro de 2014, foi a vez de <a href="https://news.ycombinator.com/item?id=8676140"target="_blank" rel="noopener">Ezra Zygmuntowicz</a>, ele foi um dos co-fundadores da famosa Engine Yard. Na época em que ele e Tom Mornini dirigiam a empresa, eles tiveram as equipes do JRuby e do Rubinius sob seu patrocínio e tutela. Ezra foi quem pegou o Mongrel de Zed Shaw e explorou o mundo de evented I/O antes de Node.js, com o Evented Mongrel (que depois foi substituído pelo projeto Thin), foi um dos primeiros a explorar e ajudar a popularizar o <a href="https://github.com/redis/redis-rb"target="_blank" rel="noopener">Redis</a>, ele trouxe a tona a idéia de Platform as a Service antes do Heroku, a idéia de infraestrutura como software (antes da onda Devops), trouxe o projeto Merb (que depois viria a ser <a href="http://www.akitaonrails.com/2008/12/23/bomba-merb-e-rails-se-fundem"target="_blank" rel="noopener">incorporado ao Rails 3</a>). Depois disso, ele saiu da Engine Yard e passou um tempo desaparecido em Portland, Oregon. Começou uma startup de impressão 3D (quando impressão 3D estava começando) mas acabou não dando certo. Pouco antes de partir ele estava twitando que iria empreender uma nova idéia. Ezra foi um visionário como poucos que existem hoje, e o mundo vai sentir sua falta. Assista algumas de <a href="https://www.youtube.com/results?search_query=ezra&#43;zygmuntowicz"target="_blank" rel="noopener">suas palestra no YouTube</a>.</p>
<p>Finalmente, em 28 de Dezembro de 2014, perdemos <a href="https://news.ycombinator.com/item?id=8804624"target="_blank" rel="noopener">James Golick</a>, um grande companheiro de outro rubista que talvez seja mais conhecido, <a href="http://gilesbowkett.blogspot.com.br/2014/12/james-golick-rest-in-peace.html"target="_blank" rel="noopener">Joe Damato</a>. Talvez muitos dos rubistas mais novos não tenham ouvido falar dele, mas ele ficou conhecido alguns anos atrás principalmente por causa do projeto <a href="https://github.com/jamesgolick/resource_controller"target="_blank" rel="noopener">Resource Controller</a>, que ele resolveu parar em 2009 por causa de uma alternativa chamada <a href="https://github.com/josevalim/inherited_resources"target="_blank" rel="noopener">Inherited Resources</a> apareceu para substituí-lo. Eu mesmo cheguei a contribuir um pouco nesse projeto na época. Mas ele era um contribuidor open source prolixo, vejam seu <a href="https://github.com/jamesgolick"target="_blank" rel="noopener">Github</a> para ver as últimas coisas em que trabalhou. Eu fiz uma video entrevista com ele na Railsconf 2010 em Baltimore, <a href="http://www.akitaonrails.com/2010/06/17/railsconf-2010-video-entrevistas-parte-1#.VKawMXRHnxg"target="_blank" rel="noopener">assistam aqui</a>.</p>
<p>Todos os 3 eram programadores queridos na comunidade, com reconhecimento pelos seus feitos, e principalmente pelo exemplo de seus bons caráters. Devem ser relembrados nos anais da história desta comunidade e vamos sentir muita falta deles.</p>
<p>Vamos trabalhar em 2015 e adiante para que seus esforços não tenham sido em vão.</p>
<p><img src="https://akitaonrails.s3.amazonaws.com/assets/image_asset/image/478/10398836_109861054836_3925808_n.jpg" alt="Eu, Vinicius Teles, Carl Youngblood e Jim Weirich"  loading="lazy" /></p>
<p>PS: fiquei particularmente triste com a perda de Ezra porque coisa de algumas semanas antes dele partir, estávamos combinando de trocar idéias, um Hangout que nunca mais vai acontecer:</p>
<p><img src="https://akitaonrails.s3.amazonaws.com/assets/image_asset/image/479/Screen_Shot_2015-01-02_at_12.46.59.png" alt="Último DM de Ezra"  loading="lazy" /></p>
]]></content:encoded><category>biografias</category><category>ruby</category><category>open-source</category></item><item><title>[#WhyDay] 5 Anos Sem _Why</title><link>https://akitaonrails.github.io/2014/08/19/whyday-5-anos-sem-_why/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2014/08/19/whyday-5-anos-sem-_why/</guid><pubDate>Tue, 19 Aug 2014 00:01:00 -0300</pubDate><description>&lt;p&gt;Hoje, dia 19 de Agosto, celebramos o trabalho de Why, The Lucky Stiff. Quem foi à Rubyconf Brasil 2013 assistiu em primeira mão, em telão de cinema, o &amp;ldquo;beta&amp;rdquo; do documentário &amp;ldquo;Two Cartoon Foxes&amp;rdquo;, que está sendo produzido por Kevin Triplett.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um ano depois ele finalmente está lançando seu trabalho ao mundo! Então, sem mais delongas, aqui vai:&lt;/p&gt;
&lt;div class='embed-container'&gt;&lt;iframe src='http://player.vimeo.com/video/103600757' frameborder='0' webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Ano passado também &lt;a href="http://www.akitaonrails.com/2013/08/24/rubyconf-brasil-2013-lembrando-de-_why"target="_blank" rel="noopener"&gt;escrevi sobre o assunto&lt;/a&gt;, então não vou me repetir.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, dia 19 de Agosto, celebramos o trabalho de Why, The Lucky Stiff. Quem foi à Rubyconf Brasil 2013 assistiu em primeira mão, em telão de cinema, o &ldquo;beta&rdquo; do documentário &ldquo;Two Cartoon Foxes&rdquo;, que está sendo produzido por Kevin Triplett.</p>
<p>Um ano depois ele finalmente está lançando seu trabalho ao mundo! Então, sem mais delongas, aqui vai:</p>
<div class='embed-container'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/103600757' frameborder='0' webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></div>
<p>Ano passado também <a href="http://www.akitaonrails.com/2013/08/24/rubyconf-brasil-2013-lembrando-de-_why"target="_blank" rel="noopener">escrevi sobre o assunto</a>, então não vou me repetir.</p>
<p>Em 2012, escrevi um artigo (em inglês), com uma <a href="http://www.akitaonrails.com/en/2012/09/07/why-dramas-do-ruby-e-dinamitando-courtlandt/"target="_blank" rel="noopener">teoria</a> pessoal do desaparecimento do _Why.</p>
<p>O Kevin ainda não terminou com o documentário. Ele quer adicionar uma introdução para não-programadores entenderem a significância do Why para a comunidade Ruby e também incluir o lançamento do suposto último trabalho do _Why, o <a href="http://words.steveklabnik.com/closure"target="_blank" rel="noopener">CLOSURE</a>, que o Steve Klabnik compilou. Este <a href="http://kevinw.github.io/2013/04/30/why-did-why-the-lucky-stiff-quit/"target="_blank" rel="noopener">review de Kevin Watters</a> trás alguns insights sobre o assunto. Não deixe de ler.</p>
<p>Depois de assistir e ver tudo, deixe seu comentário.</p>
]]></content:encoded><category>biografias</category><category>ruby</category><category>cinema-e-cultura-pop</category></item><item><title>_Why, Dramas do Ruby e Dinamitando Courtlandt</title><link>https://akitaonrails.github.io/2012/09/07/why-dramas-do-ruby-e-dinamitando-courtlandt/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2012/09/07/why-dramas-do-ruby-e-dinamitando-courtlandt/</guid><pubDate>Fri, 07 Sep 2012 14:37:00 -0300</pubDate><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/22/why_fountainhead.jpg" alt="_Why é o Howard Roark do mundo Ruby" loading="lazy" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recentemente escrevi um artigo chamado &lt;a href="http://www.akitaonrails.com/2012/09/03/documentario-do-why-na-rubyconf-2012-denver"target="_blank" rel="noopener"&gt;_Why Documentary at Rubyconf 2012, Denver&lt;/a&gt; lembrando as pessoas sobre essa figura que se autodenominava &amp;ldquo;_Why&amp;rdquo;, que decidiu desaparecer em agosto de 2009, levando consigo todo o seu trabalho, basicamente cometendo um suicídio virtual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O artigo atraiu muitos trolls e haters na seção de comentários, gerando bem mais discussão do que eu esperava, questionando por que cultuamos alguém louco o suficiente para destruir todo o próprio trabalho, alguém que obviamente não é um bom modelo a ser seguido e que, comparado a outros titãs da programação, fez pouco e com qualidade duvidosa.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/22/why_fountainhead.jpg" alt="_Why é o Howard Roark do mundo Ruby"  loading="lazy" /></p>
<p>Recentemente escrevi um artigo chamado <a href="http://www.akitaonrails.com/2012/09/03/documentario-do-why-na-rubyconf-2012-denver"target="_blank" rel="noopener">_Why Documentary at Rubyconf 2012, Denver</a> lembrando as pessoas sobre essa figura que se autodenominava &ldquo;_Why&rdquo;, que decidiu desaparecer em agosto de 2009, levando consigo todo o seu trabalho, basicamente cometendo um suicídio virtual.</p>
<p>O artigo atraiu muitos trolls e haters na seção de comentários, gerando bem mais discussão do que eu esperava, questionando por que cultuamos alguém louco o suficiente para destruir todo o próprio trabalho, alguém que obviamente não é um bom modelo a ser seguido e que, comparado a outros titãs da programação, fez pouco e com qualidade duvidosa.</p>
<p>E aí, hoje, fiquei sabendo desse site sobre Ruby Dramas — que faço questão de não linkar. Não conheço o autor e até acho que é só brincadeira, mas as reações dos trolls e haters não são. Basicamente o site lista algumas das chamadas &ldquo;Ruby Dramas&rdquo;, as discussões que trolls e haters chamam de perda de tempo, prova da imaturidade e do comportamento infantil dos programadores Ruby.</p>
<p>Em 2006, Kathy Sierra escreveu um artigo chamado <a href="http://headrush.typepad.com/creating_passionate_users/2006/10/dilbert_and_the.html"target="_blank" rel="noopener">Dilbert and the zone of mediocrity</a> onde ela afirma que, se você quer ser bem-sucedido, então você não deve querer agradar todo mundo só para que todos gostem de você. Você faz as coisas de um jeito que algumas pessoas vão amar, sabendo que muitas outras certamente vão odiar nesse processo. É tudo ou nada: se você se esforça apenas para agradar a todos, você está sendo medíocre.</p>
<p>Tem uma pegadinha aí. A coisa não é fazer com o objetivo de ser amado pelos outros. A coisa é fazer de um jeito que <strong>Você Ame</strong>.</p>
<p>O que são trolls e haters? Em essência, eles voltam pra você toda vez porque se importam com algumas das mesmas coisas que você. Mas eles não são produtores, são saqueadores, parasitas. O que eles estão dizendo de verdade é: <strong>&ldquo;Você é tão bom, me agrade, eu quero que os bem-sucedidos me agradem, porque eu não consigo fazer o que você faz, e como o mais fraco eu mereço ser agradado.&rdquo;</strong></p>
<p>Essa é a mentalidade do altruísmo e do coletivismo: pessoas que têm menos, que conseguem menos, merecem aquilo que os bem-sucedidos produziram, e os bem-sucedidos devem se sentir culpados por serem tão melhores. A horrenda filosofia Robin Hood.</p>
<p>Vou me dar uma liberdade filosófica e usar metáforas para ilustrar meu ponto. Nunca conversei com outros rubistas que conheciam o _Why pessoalmente, então espero que eles não se ofendam se minha visão pessoal divergir, mas, de novo, isso é só minha opinião pessoal.</p>
<p>Recentemente descobri que, por coincidência, o nome <strong>&ldquo;Why, the Lucky Stiff&rdquo;</strong> é mencionado na famosa obra-prima de Ayn Rand, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Talk:Why_the_lucky_stiff#Real_name"target="_blank" rel="noopener">The Fountainhead</a>. — A propósito, como não sou nativo americano, acabei de saber que essa era uma expressão bem comum naquela época. Mas não resisti em deixar essa coincidência registrada mesmo assim :-)</p>
<p>Esse romance ilustra a visão ideal da filosofia Objetivista de Ayn Rand. Ele conta a história do homem ideal: Howard Roark, um arquiteto talentoso que vive pela paixão das próprias habilidades criativas. Ele não se curva a ninguém, mesmo que isso signifique sua própria destruição. Ele vive segundo os princípios morais da troca voluntária e da realização individual.</p>
<p><a href="http://bit.ly/P1H10f"target="_blank" rel="noopener">Objetivismo</a> é a base de uma versão mais pura do Capitalismo (não a versão em que vivemos atualmente), na qual os indivíduos fazem apenas acordos voluntários entre si.</p>
<p>Então, em The Fountainhead, os trolls e haters são personificados pelos saqueadores como os Peter Keatings e Ellsworth Tooheys deste mundo.</p>
<h2>Alerta de Spoiler!! (não siga em frente se você prefere ler o livro)<span class="hx:absolute hx:-mt-20" id="alerta-de-spoiler-não-siga-em-frente-se-você-prefere-ler-o-livro"></span>
    <a href="#alerta-de-spoiler-n%c3%a3o-siga-em-frente-se-voc%c3%aa-prefere-ler-o-livro" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"></a></h2><p>Resumindo, no livro Roark acaba envolvido num projeto chamado Courtlandt, um complexo enorme para os pobres e necessitados, em que nenhum outro arquiteto conseguiu desenhar algo que coubesse nos requisitos e no orçamento. Só Roark conseguiu resolver o quebra-cabeça e ele aceita entregar com uma única condição: que seu trabalho não seja modificado de jeito nenhum.</p>
<p>Quando ele entrega, os outros arquitetos acham que têm voz no design dele e modificam tudo conforme um comitê que acha que sabe o que é melhor para &ldquo;o bem maior&rdquo;. Quando Roark fica sabendo, e vê sua criação sendo construída de um jeito que ele não queria, ele decide dinamitar e botar tudo abaixo.</p>
<p>Ele vai a júri e essa é a defesa dele:</p>
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    </video>
</div>
<p><a href="http://www.nasonart.com/personal/lifelessons/fountainhead.html"target="_blank" rel="noopener">Leia a versão completa dessa notável defesa no romance</a>.</p>
<p>De novo, como metáfora, não consigo deixar de imaginar o _Why no lugar de Howard, falando para seus detratores, os trolls e haters, aqueles que apontam as ditas &ldquo;Ruby Dramas&rdquo;, os saqueadores, aqueles que acham que sabem o que é &ldquo;o bem maior&rdquo;.</p>
<p>Tem gente que questiona por que &ldquo;_Why&rdquo; desperta tamanha &ldquo;adoração irracional&rdquo; se, no fim das contas, ele nem programou tanto assim, e o código dele nem era exatamente bom o suficiente (segundo a visão deles, claro).</p>
<p>Minha teoria pessoal é justamente porque _Why encarna os ideais de Howard Roark. Ele é um artista, igual ao Roark. Ele fazia coisas de jeitos que surpreendiam as pessoas. Ele criava, ele produzia, ele se manteve uma mente independente. Mas algum contrato foi quebrado. Eu não sei qual, talvez o acordo fosse exatamente esse: &ldquo;me deixem em paz&rdquo;, &ldquo;não venham atrás da minha identidade pessoal&rdquo;, &ldquo;não me digam como eu devo fazer meu trabalho&rdquo;.</p>
<p>Então, quando os Tooheys passaram por cima dele, ele literalmente dinamitou Courtlandt. Era o trabalho dele, nos termos dele, escolha dele. E sua escolha individual foi fazer o que Roark defendeu:</p>
<blockquote>
  <p>&ldquo;Sou um arquiteto. Sei o que está por vir pelo princípio sobre o qual está sendo construído. <strong>Estamos nos aproximando de um mundo no qual eu não posso me permitir viver</strong>.</p>
<p>&ldquo;Agora você sabe por que eu dinamitei Cortlandt.</p>
<p>&ldquo;Eu projetei Cortlandt. Eu o entreguei a vocês. Eu o destruí.</p>
<p>&ldquo;Eu o destruí porque escolhi não permitir que existisse. Era um monstro duplo. Em forma e em implicação. Tive que destruir os dois. A forma foi mutilada por dois oportunistas que assumiram o direito de melhorar aquilo que não fizeram e que não conseguiriam igualar. Eles foram autorizados a fazer isso pela implicação geral de que o propósito altruísta do prédio se sobrepunha a todos os direitos e que eu não tinha qualquer reivindicação contra isso.</p>
<p>&ldquo;Concordei em projetar Cortlandt com o propósito de vê-lo erguido como eu o havia projetado e por nenhuma outra razão. Esse foi o preço que estabeleci para o meu trabalho. Não fui pago.</p>

</blockquote>
<p>Então Kathy Sierra estava certa: se você faz algo notável, algo que você ama, alguns também vão amar, e outros vão denunciar e odiar. Trolls são como sanguessugas, eles vêm rastejando rápido perseguindo o sucesso alheio para se alimentar dele. Eles fazem isso não produzindo, mas evocando os princípios altruístas, todos contra o indivíduo. E esse é o mal da nossa sociedade: deveríamos ser capazes de entender que a realização individual não precisa ser compartilhada. Um indivíduo que conquistou sucesso pelos próprios méritos merece cada centavo dele sem precisar se sentir culpado.</p>
<p>Trolls e haters dão nome a coisas como &ldquo;Ruby Dramas&rdquo; porque querem sua atenção. Eles querem que as pessoas que citam estejam disponíveis para agradá-los. E eles não podem ser agradados, então é uma proposta impossível. Trolls existem só pelo prazer de trollar. Isso é o que a Kathy talvez não tenha percebido quando escreveu seu ensaio: sim, o sucesso vai atrair os haters, mas não porque eles se importam com o que foi conquistado e querem proteger isso, e sim porque — como sanguessugas — querem se beneficiar sem produzir, no princípio de que pessoas bem-sucedidas devem agradar aqueles que não conseguem realizar.</p>
<p>Roark disse: <strong>&ldquo;Estamos nos aproximando de um mundo no qual eu não posso me permitir viver&rdquo;</strong>, e foi assim que _Why apagou seu trabalho, mesmo tendo muitos outros contribuído para ele. De novo, houve quebra de contrato e de novo eu cito Roark:</p>
<blockquote>
  <p>&ldquo;Eu não recebi o pagamento que pedi. Mas os donos de Cortlandt obtiveram de mim o que precisavam. Eles queriam um esquema desenvolvido para construir uma estrutura o mais barata possível. Não acharam ninguém mais que conseguisse fazer isso a contento. Eu consegui e fiz. Eles pegaram o benefício do meu trabalho e me obrigaram a entregá-lo como um presente. Mas eu não sou um altruísta. Eu não dou presentes desse tipo.</p>
<p>&ldquo;Dizem que destruí o lar dos necessitados. Esquecem que, sem mim, os necessitados nem teriam tido esse lar específico. Aqueles que se preocupavam com os pobres tiveram que vir até mim, que nunca me preocupei, para ajudar os pobres. Acredita-se que a pobreza dos futuros inquilinos lhes dava o direito ao meu trabalho. Que a necessidade deles constituía uma reivindicação sobre a minha vida. Que era meu dever contribuir com qualquer coisa exigida de mim. Esse é o credo do oportunista que agora engole o mundo.</p>
<p>&ldquo;Vim aqui para dizer que não reconheço o direito de ninguém a um minuto da minha vida. Nem a qualquer parte da minha energia. Nem a qualquer realização minha. Não importa quem faça a reivindicação, quão grande seja seu número ou quão grande seja sua necessidade.</p>
<p>&ldquo;Quis vir aqui e dizer que sou um homem que não existe para os outros.</p>
<p>&ldquo;Tinha que ser dito. <strong>O mundo está perecendo numa orgia de auto-sacrifício</strong>.</p>
<p>&ldquo;Quis vir aqui e dizer que a integridade do trabalho criativo de um homem é mais importante do que qualquer empreitada caritativa. Aqueles de vocês que não entendem isso são os homens que estão destruindo o mundo.</p>
<p>&ldquo;Quis vir aqui e estabelecer meus termos. Não me importo em existir sob quaisquer outros.</p>

</blockquote>
<p>E o ponto deste artigo não é idealizar o _Why, e sim deixar claro o que significa valorizar a realização individual.</p>
<p>Então, muita gente vê valor no _Why, o suficiente para perdoá-lo por destruir seu Courtlandt e cultuá-lo como inspiração. Os trolls e haters estão furiosos, claro, do mesmo jeito que Ellsworth Toohey ficou. Não importa o volume nem mesmo a qualidade do trabalho dele. Poderiam ser 6 linhas de código, mas se essas 6 linhas significaram muito para muita gente, ele ainda seria lembrado. Essa é a natureza da criação.</p>
<p>Não dá para se livrar dos trolls e haters. Eu mesmo sei que, para tudo que faço e que as pessoas amam, conheço alguns dos haters por nome e endereço. Eles estão lá, espreitando, rastejando. Mas não importa, porque eu não faço o que faço por causa deles, faço por mim mesmo. E se você é uma pessoa que produz, você também deveria fazer assim.</p>
<p>E, se há algo que, para mim pessoalmente, _Why simboliza, é isso. Acho que não estamos cultuando só a pessoa dele, e sim o que ele representou: ser um indivíduo criativo produzindo pelo próprio bem.</p>
]]></content:encoded><category>filosofia</category><category>ruby</category><category>biografias</category></item><item><title>Documentário do _Why na Rubyconf 2012, Denver</title><link>https://akitaonrails.github.io/2012/09/03/documentario-do-why-na-rubyconf-2012-denver/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2012/09/03/documentario-do-why-na-rubyconf-2012-denver/</guid><pubDate>Mon, 03 Sep 2012 00:54:00 -0300</pubDate><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Update:&lt;/em&gt; Esse artigo gerou alguma polêmica. Publiquei &lt;a href="http://akitaonrails.com/2012/09/07/why-dramas-do-ruby-e-dinamitando-courtlandt"target="_blank" rel="noopener"&gt;outro post&lt;/a&gt; com mais reflexões sobre o assunto depois.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &lt;a href="http://www.akitaonrails.com/2012/09/01/rubyconf-brasil-2012-encerramento"target="_blank" rel="noopener"&gt;RubyConf Brasil 2012&lt;/a&gt; acabou de terminar, mas a Rubyconf americana 2012 vai começar nos dias 1 a 3 de novembro de 2012, em Denver, Colorado. Enquanto eu finalizava meu post sobre o evento, esbarrei &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=47LtM830ocE"target="_blank" rel="noopener"&gt;neste trailer do documentário do Why&lt;/a&gt;, que deve estrear durante a Rubyconf americana, se eu entendi direito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, se você é novo no ecossistema Ruby, talvez nunca tenha ouvido falar desse personagem chamado &amp;ldquo;Why, The Lucky Stiff&amp;rdquo;. Acho que dois dos melhores artigos sobre ele foram escritos por um Rubyista brasileiro, &lt;a href="http://twitter.com/dterror"target="_blank" rel="noopener"&gt;Diogo Terror&lt;/a&gt;, para a Smashing Magazine em 2010, intitulado &lt;a href="http://www.smashingmagazine.com/2010/05/15/why-a-tale-of-a-post-modern-genius/"target="_blank" rel="noopener"&gt;_Why: A Tale Of A Post-Modern Genius&lt;/a&gt;, e por Annie Lowrey para a Slate em &lt;a href="http://www.slate.com/articles/technology/technology/2012/03/ruby_ruby_on_rails_and__why_the_disappearance_of_one_of_the_world_s_most_beloved_computer_programmers_.single.html"target="_blank" rel="noopener"&gt;Where&amp;rsquo;s _why?&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p><em>Update:</em> Esse artigo gerou alguma polêmica. Publiquei <a href="http://akitaonrails.com/2012/09/07/why-dramas-do-ruby-e-dinamitando-courtlandt"target="_blank" rel="noopener">outro post</a> com mais reflexões sobre o assunto depois.</p>
<p>A <a href="http://www.akitaonrails.com/2012/09/01/rubyconf-brasil-2012-encerramento"target="_blank" rel="noopener">RubyConf Brasil 2012</a> acabou de terminar, mas a Rubyconf americana 2012 vai começar nos dias 1 a 3 de novembro de 2012, em Denver, Colorado. Enquanto eu finalizava meu post sobre o evento, esbarrei <a href="http://www.youtube.com/watch?v=47LtM830ocE"target="_blank" rel="noopener">neste trailer do documentário do Why</a>, que deve estrear durante a Rubyconf americana, se eu entendi direito.</p>
<p>Agora, se você é novo no ecossistema Ruby, talvez nunca tenha ouvido falar desse personagem chamado &ldquo;Why, The Lucky Stiff&rdquo;. Acho que dois dos melhores artigos sobre ele foram escritos por um Rubyista brasileiro, <a href="http://twitter.com/dterror"target="_blank" rel="noopener">Diogo Terror</a>, para a Smashing Magazine em 2010, intitulado <a href="http://www.smashingmagazine.com/2010/05/15/why-a-tale-of-a-post-modern-genius/"target="_blank" rel="noopener">_Why: A Tale Of A Post-Modern Genius</a>, e por Annie Lowrey para a Slate em <a href="http://www.slate.com/articles/technology/technology/2012/03/ruby_ruby_on_rails_and__why_the_disappearance_of_one_of_the_world_s_most_beloved_computer_programmers_.single.html"target="_blank" rel="noopener">Where&rsquo;s _why?</a>.</p>
<p>Ele inspirou toda uma primeira geração de Rubyistas na virada do século. Era um programador, mas era também um artesão, literalmente. O único que eu aceito chamar de &ldquo;artista&rdquo; dentro do nosso mundo de programação. Sua obra mais famosa é o livro <a href="http://mislav.uniqpath.com/poignant-guide/book/"target="_blank" rel="noopener">Why&rsquo;s Poignant Guide to Ruby</a>, usado por muitos Rubyistas famosos que você conhece quando descobriram Ruby pela primeira vez.</p>
<p>Aí, no dia 19 de agosto de 2009, ele simplesmente sumiu.</p>
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</div>
<p>Dizem que grandes homens só são reconhecidos depois que se vão (&ldquo;Você morre como herói ou vive o suficiente para se ver virar o vilão&rdquo;). Talvez seu último golpe de gênio tenha sido cometer um &ldquo;suicídio virtual&rdquo;, apagando todos os rastros digitais da sua existência. Ele literalmente deletou todo o seu trabalho, seus projetos, seus códigos-fontes que estavam disponíveis online. Graças a tecnologias como o Git (aliás, foi uma ótima demonstração das capacidades de recuperação de sistemas de versionamento distribuídos), quase todo o material apagado foi recuperado e você encontra tudo em lugares como <a href="http://viewsourcecode.org/why/"target="_blank" rel="noopener">aqui</a>. Mas o fato de ter desaparecido e seu paradeiro continuar desconhecido manteve o mito vivo, e três anos depois ele ainda é lembrado.</p>
<p>Em 2007 eu estava conduzindo uma <a href="http://www.akitaonrails.com/English%20Interviews"target="_blank" rel="noopener">série de entrevistas com vários Rubyistas famosos da nossa comunidade</a>. E claro, mandei um e-mail para o próprio Why. E ele respondeu de um jeito completamente inesperado. Acho que está na hora de divulgar o conteúdo integral do e-mail para vocês entenderem a personalidade exótica dele.</p>
<div class="hextra-code-block hx:relative hx:mt-6 hx:first:mt-0 hx:group/code">

<div><pre><code>Date: Thu, 19 Apr 2007 17:38:59 -0500
From: why the lucky stiff &lt;why@whytheluckystiff.net&gt;
To: fakita@bccl.com.br
Subject: SPAM: Re: Invitation for an Interview for Brazilian Blog

On Wed, Apr 18, 2007 at 10:28:25AM -0300, Fabio Akita wrote:
&gt; First of all let me introduce myself, my name is Fabio Akita, I&#39;ve written
&gt; the first brazilian Rails book called &#34;Repensando a Web com Rails&#34;. I have a
&gt; very well known blog in Brazil called &#34;Akita on Rails&#34;:

It is great to meet you, Fabio.  I love accomplished Brazilians and
try to fill my life with any kind of Brazilian I can find.  I also
try to drink milk from a bag as often as I can.

Do you like apricots?  I like mediterranean apricots only.  But I am
willing to entertain new forms of apricot, as they become available.

&gt; I adore your work! I love creative stuff and you&#39;re an artist.

I appreciate your remarks, but I have a hard time believing that
anyone would like my art.  I will definitely die without recognition
and few will ever see the work I do.  But I like it that way a lot!!

One of the worst things a person can get in life is recognition.
But a scalp rash is very, very bad as well.  I have had some serious
scalp rashes and I also have thrown up blood quite a few times along
the way.

&gt; So here goes the invitation: would you be available for an interview to my
&gt; blog? We could do the usual way via Skype or Gtalk where I can record the
&gt; chat.  Nothing formal or fancy, just a conversation between two tech geeks
&gt; that anyone could enjoy.

I&#39;m afraid I am currently in hiding, my friend Fabio.  As you may
know, I am operating as a freelance professor right now.  I am
unaccredited, unlicensed with an ill-advised curriculum.  There are
no international laws protecting freelance professors from
imprisonment and deportation, so am I forced into hiding.
Fortunately, I have found a rather remarkable hiding place which is
quite safe and has very colorful wallpaper and animal pelts.

I also cannot do interviews unless they are submitted in
handwriting.  I also cannot respond to interviews in anything but
handwriting.  There are several reasons for this rule, but the
foremost reason is that I like making people do unnecessary and
frivolous things.  And forcing interviews to be handwritten is way
too unnecessary and frivolous for me to pass up, oh Fabio can&#39;t you
see that!!

Anyway, it is a pleasure to know you.  I hope a free cart of food
and cheese and DVDs and satin robes and super-long sofas comes
crashing into your house today!!  It will all be free and courtesy
of a steep incline somewhere at a higher elevation.

_why</code></pre></div><div class="hextra-code-copy-btn-container hx:opacity-0 hx:transition hx:group-hover/code:opacity-100 hx:flex hx:gap-1 hx:absolute hx:m-[11px] hx:right-0 hx:top-0">
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  </button>
</div>
</div>
<p>Infelizmente eu não fui atrás disso o suficiente. Eu estava planejando de fato mandar as perguntas da entrevista para ele, escritas à mão. :-) Olhando para trás, queria ter feito, teria sido divertido.</p>
<p>E esse era o Why, um ícone da comunidade Ruby, um personagem original que não dá para copiar nem substituir, e nós tivemos muita sorte de tê-lo aqui. Explore o material dele, aprenda o estilo dele, transmita a mensagem dele de educação, entretenimento, simpatia, maestria e artesanato.</p>
]]></content:encoded><category>ruby</category><category>biografias</category></item><item><title>[Off-Topic] Tributo a Steve Jobs</title><link>https://akitaonrails.github.io/2011/10/06/off-topic-tributo-a-steve-jobs/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2011/10/06/off-topic-tributo-a-steve-jobs/</guid><pubDate>Thu, 06 Oct 2011 01:41:00 -0300</pubDate><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.apple.com/stevejobs"target="_blank" rel="noopener"&gt;&lt;img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/2011/10/6/the_hero_original.png?1317872992" alt="" loading="lazy" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como todos já sabem, 5 de outubro de 2011 marca o fim de uma era com a morte do visionário e empreendedor Steve Jobs. Nos próximos dias, todos os meios de comunicação vão publicar artigos e mais artigos sobre sua vida e seu legado, e sua biografia oficial deve sair em breve. Por isso não vou me alongar repetindo a mesma história que hoje já é conhecida por todos.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.apple.com/stevejobs"target="_blank" rel="noopener"><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/2011/10/6/the_hero_original.png?1317872992" alt=""  loading="lazy" /></a></p>
<p>Como todos já sabem, 5 de outubro de 2011 marca o fim de uma era com a morte do visionário e empreendedor Steve Jobs. Nos próximos dias, todos os meios de comunicação vão publicar artigos e mais artigos sobre sua vida e seu legado, e sua biografia oficial deve sair em breve. Por isso não vou me alongar repetindo a mesma história que hoje já é conhecida por todos.</p>
<p>Acredito que é a primeira vez que fiquei chocado e momentaneamente sem reação com a morte de alguém. Não se fala de outra coisa no Twitter e outras redes sociais neste momento. Muita gente está desolada. Muitos estão pessimistas que a Apple não vai sobreviver sem seu líder.</p>
<p>Pessoalmente, me sinto contente e com muita sorte por ter vivido a geração seguinte a nomes como Steve Jobs. A Apple foi fundada em 1976 e incorporada em 1977. Quando o iPhone original foi lançado, em 2007, tanto a Apple quanto eu comemorávamos 30 anos.</p>
<p>Da mesma forma, minha história com computadores e tecnologia começou em 1984, no mesmo momento em que o Macintosh original estava nascendo.</p>
<p>Assim como Steve Jobs subiu nos ombros de gigantes como Robert Noyce, Hewlett-Packard e outros das primeiras gerações da informática, nós desta geração tivemos a chance de observar um gigante trabalhando. É muito tentador tentar reduzir os feitos de Steve a “receitas mágicas”, como todos gostam de fazer com grandes biografias. Porém nenhuma das conclusões que todos querem tirar vai fazer muito sentido.</p>
<p>Talvez a mensagem que melhor resume a filosofia que Steve Jobs popularizou com a Apple é o que foi ilustrado no icônico comercial de 1997 (<a href="http://akitaonrails.com/2007/01/27/off-topic-heres-to-the-crazy-ones"target="_blank" rel="noopener">bloguei sobre isso em 2007</a>):</p>


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</div>

<p>Obviamente, a que mais chega próximo à filosofia de vida de Steve é seu agora lendário discurso em Stanford de 2005 (<a href="http://akitaonrails.com/2007/06/13/off-topic-steve-jobs-discurso-em-stanford-2005"target="_blank" rel="noopener">bloguei sobre isso em 2007 também</a>):</p>


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</div>

<p>No começo do ano legendei o documentário da Discovery Channel que conta a história do retorno de Steve à Apple até o sucesso do iTunes + iPod (<a href="http://akitaonrails.com/2011/01/30/documentario-the-ipod-revolution"target="_blank" rel="noopener">foi em Janeiro deste ano</a>):</p>
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<p>Se você não conhece esta história, vale a pena assistir. Se já viu, vale a pena rever. Coincidentemente, a história de Steve segue o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Monomyth"target="_blank" rel="noopener">Monomito, ou a jornada do herói</a>, a receita das grandes histórias detalhada por Joseph Campbell na sua famosa obra <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_Campbell#The_Hero_with_a_Thousand_Faces"target="_blank" rel="noopener">O Herói de Mil Caras</a>. Ele resume:</p>
<blockquote>
  <p>“Um herói se aventura a partir do mundo rotineiro comum a uma região de maravilha sobrenatural: forças fabulosas são encontradas lá e uma vitória decisiva é ganha: o herói retorna dessa aventura misteriosa com o poder de conceder bênção a seus semelhantes”</p>

</blockquote>
<p>A Jornada do Herói descrita por Campbell se divide em 3 partes: a Partida (Jobs e Wozniak na garagem iniciando a Apple); a Iniciação (a queda de Steve da Apple nos anos 90, seus desafios e aprendizados com a NeXT e a Pixar) e o Retorno (o retorno à Apple em 1997 e os sucessivos lançamentos que tiraram a Apple da quase-falência até a posição de empresa mais valiosa dos Estados Unidos).</p>
<p>Para mim, o sinal de que “O Império Contra Ataca” havia se transformado em “Retorno de Jedi” estava na simbólica aliança com sua arqui-inimiga Microsoft em 1997, que expliquei no post <a href="http://akitaonrails.com/2007/10/23/para-eu-ganhar-o-outro-precisa-perder"target="_blank" rel="noopener">Para eu ganhar, o outro precisa perder …</a>.</p>
<p>E no fim, é exatamente isso que todos deveriam almejar, como Steve Jobs e outros gigantes: caminhar pelos passos da jornada do herói. Sair do comum, da mediocridade, do conformismo e arriscar, explorar, cair muitas vezes e se levantar quantas forem necessárias.</p>
<p>Nenhum esforço, nenhum suor ou sangue derramado é garantia de sucesso. Retornando ao comercial de 1997, lembre-se:</p>
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  <p>“Porque aqueles que são loucos o suficiente para achar que podem mudar o mundo, são os que conseguem.”</p>

</blockquote>
<p>Que, para mim, é o avesso de outra frase famosa (de autoria desconhecida, mas atribuída a Einstein, Ben Franklin, Rita Mae Brown, a um provérbio chinês e outros):</p>
<blockquote>
  <p>“A definição de insanidade é repetir as mesmas coisas dia após dia e esperar resultados diferentes.”</p>

</blockquote>
<p>Steve Jobs foi o exemplo moderno dos grandes exploradores: os navegantes que atravessaram oceanos para encontrar o novo mundo, os cientistas que quebraram crenças antigas, e assim por diante. Ninguém mandou que fizessem aquilo. Fizeram por conta própria, para sustentar crenças que, na época, só eles defendiam, mesmo que os chamassem de loucos e transgressores. E o tempo provou que os loucos eram justamente os que os chamavam de loucos.</p>
<p>Steve Jobs foi um exemplo moderno de como a visão de um único indivíduo é capaz de moldar grandes porções de uma sociedade inteira, como <a href="http://www.akitaonrails.com/2011/02/04/off-topic-the-fountainhead-defesa-de-howard-roark"target="_blank" rel="noopener">expliquei em fevereiro</a>. Ele foi um dos candidatos mais próximos de um <a href="http://fvdb.wordpress.com/2011/08/25/steve-jobs-the-howard-roark-in-business/"target="_blank" rel="noopener">Howard Roark</a> moderno.</p>
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<p>Também coincidentemente, Steve trabalhou até perto de um mês antes de morrer, mais do que eu e mais do que você, tenha certeza. Trabalhou durante os sete anos em que enfrentou o câncer. Finalizou seu trabalho repassando o bastão a pessoas de confiança que entendem sua filosofia, como Tim Cook e Phil Schiller. Conseguiu até terminar sua biografia, e só tirou “férias”, forçadas, no último mês de vida.</p>
<p>Não lembro onde vi isto certa vez, mas uma frase combina perfeitamente com tudo isso:</p>
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  <p>“Se não for para se tornar o melhor naquilo que faz, para que fazer?”</p>

</blockquote>
<p>Para terminar, deixo os tweets que lancei logo que soube que Steve havia falecido, ensaiando para este tributo pessoal:</p>
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  <p>“Don’t despair or moan too much. Be thankful to have lived in the same generation as Steve. Now, what will do you do with this privilege?” – <a href="https://twitter.com/akitaonrails/status/121741343386107904"target="_blank" rel="noopener">4 horas atrás</a></p>

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  <p>“Did you slow down because of Steve’s death? That’s not how you honor him: speed up your own accomplishments, that’s what he would’ve done.” – <a href="https://twitter.com/akitaonrails/status/121743234618753024"target="_blank" rel="noopener">4 horas atrás</a></p>

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  <p>“U ppl that are sad. U had the chance to witness ‘miracles’. Stand up. Steve is daring u to live up to what he has started. What will u do?” – <a href="https://twitter.com/akitaonrails/status/121750887558414336"target="_blank" rel="noopener">3 horas atrás</a></p>

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  <p>“Steve Jobs was great because he lived for himself. It didn’t matter what others complained. And in the process everybody benefitted.” – <a href="https://twitter.com/akitaonrails/status/121752058167701504"target="_blank" rel="noopener">3 horas atrás</a></p>

</blockquote>
]]></content:encoded><category>apple</category><category>historia-da-computacao</category><category>biografias</category><category>off-topic</category></item></channel></rss>