<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel><title>Viagens | AkitaOnRails.com</title><link>https://akitaonrails.github.io/tags/viagens/</link><description>Blog do Fabio Akita do Canal do YouTube 'Akitando' falando sobre tecnologia, carreira e coisas geek.</description><generator>Hugo -- gohugo.io</generator><language>pt-BR</language><lastBuildDate>Mon, 19 Oct 2026 23:20:49 +0000</lastBuildDate><atom:link href="https://akitaonrails.github.io/tags/viagens/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>[Akitando] #2 - Akitando em Seoul - Parte 2</title><link>https://akitaonrails.github.io/2018/08/16/akitando-2-akitando-em-seoul-parte-2/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2018/08/16/akitando-2-akitando-em-seoul-parte-2/</guid><pubDate>Thu, 16 Aug 2018 17:00:00 -0300</pubDate><description>&lt;p&gt;Disclaimer: esta série de posts são transcripts diretos dos scripts usados em cada video do canal &lt;a href="https://www.youtube.com/channel/UCib793mnUOhWymCh2VJKplQ"target="_blank" rel="noopener"&gt;Akitando&lt;/a&gt;. O texto tem erros de português mas é porque estou apenas publicando exatamente como foi usado pra gravar o video, perdoem os errinhos.&lt;/p&gt;
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&lt;a href="#descri%c3%a7%c3%a3o-no-youtube" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Esta é a segunda parte da parte turística da minha viagem para Seoul em Julho de 2018. Vamos continuar de onde paramos, no topo da Nansam Tower e visitar outros lugares da cidade.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p>Disclaimer: esta série de posts são transcripts diretos dos scripts usados em cada video do canal <a href="https://www.youtube.com/channel/UCib793mnUOhWymCh2VJKplQ"target="_blank" rel="noopener">Akitando</a>. O texto tem erros de português mas é porque estou apenas publicando exatamente como foi usado pra gravar o video, perdoem os errinhos.</p>


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<h2>Descrição no YouTube<span class="hx:absolute hx:-mt-20" id="descrição-no-youtube"></span>
    <a href="#descri%c3%a7%c3%a3o-no-youtube" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"></a></h2><p>Esta é a segunda parte da parte turística da minha viagem para Seoul em Julho de 2018. Vamos continuar de onde paramos, no topo da Nansam Tower e visitar outros lugares da cidade.</p>
<p>Hm, e no começo do vídeo eu achava que ainda era possível colocar annotations nos vídeos pra clicar em cima mas o YouTube tirou e eu não sabia :-) Então ficou só o card no topo mesmo, mals pela minha noobice haha</p>
<p>Para quem me acompanha nas redes sociais como Facebook ou Instagram (@akitaonrails), este episódio ainda é gravado pelo meu pobre Osmo+, no próximo que vou testar os novos equipamentos.</p>
<p>E no próximo episódio começar a falar sobre os assuntos das conferências de criptomoedas. Não deixem de seguir o canal e ativar o sininho!</p>
<p>Aliás, depois eu achei este vídeo mostrando todos os lugares que eu menciono nos meus 2 episódios só que com muito mais detalhe, qualidade. Assistam pra ver como são de fato os lugares que mencionei: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=AulHEVz75lY"target="_blank" rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=AulHEVz75lY</a></p>
<h2>Script<span class="hx:absolute hx:-mt-20" id="script"></span>
    <a href="#script" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"></a></h2><p>Anyonhaseyou de novo! Fabio Akita!</p>
<p>No episódio anterior eu tinha parado no topo da Nansam Tower. E eu estava lembrando do Gangnam Style do Psi e explicando como o rio Han divide a cidade em Norte e Sul.</p>
<p>Agora Gangnam significa literalmente “sul do rio” e agora vocês sabem porque. É um bairro mais badalado. Tem muitas empresas, bancos, o world trade center deles, incluindo 2 monumentos em comemoração ao Psi; um que é literalmente a pose mais famosa da música do lado do enorme COEX Mall e outro um pouco menor em Gangnam square, no cruzamento onde você encontra a sede da Samsung e sua loja modelo, a Samsung D’Light.</p>
<p>A D’Light tá longe de ser a loja Cubo da Apple de New York, mas tenta seguir um pouco o estilo, apresentando seus principais flagships e alguns displays mais conceituais ou protótipos, incluindo suas excepcionais TVs, eletrodomésticos, equipamentos de VR. Aliás, na Coréia você vê todo mundo usando algum modelo de smartphone Samsung. Para ter uma idéia de quão grande a Samsung é, pensa que eles representam pelo menos 15% do PIB do país! O PIB!</p>
<p>A Apple sequer tem Apple Store própria lá. Tem uma marca que meio que tem algumas lojas licenciadas para vender produtos Apple chamada Frisbee, &hellip;. Frisbee &hellip; como uma que vi em Myeongdong. Mas Samsung é de longe mais difundido.</p>
<p>Falando nisso, eu já disse que apps do Google são inúteis lá? O Google meio que desconsidera o mercado porque o governo local (e na China é pior, como todos sabem) é protecionista. Google Maps tem um mapa básico, semi-funcional porque pelo menos tem as linhas de metrô mas ESQUECE rotas, é inusável.
Ninguém usa Whatsapp, nem Hangouts, nem Messenger.
Tudo lá gira em torno de uma empresa local chamada Kakao que faz tudo que o Google faz incluindo KakaoTalk, KakaoMaps, KakaoNavi para rotas de carros (que os taxistas usam). App de Taxi, lógico é o KakaoTaxi.
Esquece Uber também. Lá só tem Uber Black e é bem mais caro que taxi então nem compensa e tem um número bem menor. Taxi em si é até barato em comparação com Estados Unidos e pegar o metrô é mais rápido de qualquer forma.
A Kakao tem um bom marketing porque eu esbarrei com pelo menos DUAS lojas de merchandising dos personagens da Kakao. Também esbarrei com loja de merchandising da Line.
Asiático é mestre de merchandising, vi isso no Japão também.</p>
<p>Voltando à caminhada, depois disso eu precisava procurar mais alguns pontos de destaque. Esta é a prefeitura, de um lado um prédio moderno do outro um castelo mais tradicional. E por acaso tava tendo alguma manifestação política. Interessante ver a opinião dos manifestantes em frente ao palácio contra o regime do Norte, obviamente &hellip;. Uma manifestação organizada, pacífica e sem nenhuma bagunça ou qualquer tentativa de causa confusão. Também tinha pelo menos 3 ônibus de policiais ali ao redor.</p>
<p>Resolvi ir um pouco mais longe - bem longe na verdade - no bairro de Songpa-gu onde tem o parque Olímpico. Um parque enorme no meio da cidade.
Um pouco maior que nosso Ibirapuera em São Paulo, mas menos da metade de um Central Park.
O lugar é grande, de novo, caminhei o máximo que pude mas o calor estava absurdo. &hellip; Mesmo assim deu para aproveitar o cenário verde e quente no meio da cidade.</p>
<p>Outro lugar que resolvi visitar foi o National Museum Palace, com relíquias da dinastia Joseon, construções com influência de arquitetos russos.
É um parque também ENORME, e também difícil de apreciar totalmente no CALOR infernal. Ele fica no bairro de Jong-Url Gu que é meio um bairro ao redor de escolas, então ao mesmo tempo tinha muitos estudante, e no parque não era difícil ver gente vestida com trajes de cerimônia da antiguidade. Além do contraste de ver construções palacianas na frente com prédios modernos ao fundo.
Isso é outra coisa que vi tanto em Tokyo quanto Kyoto, construções históricas preservadas no meio das construções modernas. Diferente das Américas, a história de lugares como Europa e Ásia remetem milhares de anos no passado e esse contraste é SEMPRE fascinante.</p>
<p>Lição de casa feita, lugares históricos e turísticos visitados, eu queria fazer compras.
Como disse antes o lugar é feito para mulheres. Eu queria achar bons lugares de eletrônicos. Já tinha ouvido falar do mercado de Yongsam então fui até lá.
É um complexo de prédios com pequenas lojinhas de novo, boxes, mas basicamente um lugar para achar coisas de segunda mão. Nem de longe perto de uma Best Buy dos Estados Unidos.
Se você quiser achar peças, acessórios, coisas meio velhas a bons preços acho que é um bom lugar.
Se você é de São Paulo, imagina a região da Santa Ifigênia, só que mais limpo e com BEM menos gente. É Yongsam.</p>
<p>Por acaso também passei perto de outro lugar chamado Techno Mart em Gwangjin-gu.
O nome meio que dá a entender que deve ser um lugar de eletrônicos. Mas apesar dos 8 andares e centenas de pequenas lojinhas, de novo, parecia uma Santa Ifigênia vertical. Você até achava algumas coisas novas, mas no geral era meio bagunçado e meio vazio.
Sério, se você já andou pela Ifigênia, ou Liberdade ou Paulista e viu aquelas galerias apertadas com lojas boxes é meio isso. Na verdade, lembra dos shoppings de metrô que falei, é tudo parecido: lojas boxes. Todas áreas de loja da cidade lembram um Bom Retiro e Ifigênia só que muito maior.</p>
<p>Finalmente achei mais ou menos o que eu tava procurando num hiper mercado!
Não muito longe, em Myeongdong mesmo, perto da estação Seoul que é onde chega a linha de trem do aeroporto também, é onde você encontra o Lotte Outlet com várias marcas famosas
e o Lotte Mart que é um hipermercado -
aliás um hipermercado cheio e barulhento, cheio de tias com pequenos estandezinhos de degustação de algum miojo coreano e coisa assim. No andar de cima uma loja de eletrodomésticos e eletrônicos para quem estiver interessado.
O hipermercado em si é bem interessante e onde me dei conta de outra coisa. Eu tava curioso para saber da bebida mais vendida do mundo, o Soju. No Japão você tem Sake que é o fermentado de arroz e base de tudo que é drink e coquetel aqui no Brasil também.
Mas na Coréia eles bebem Soju que é um destilado de arroz. Diferente de Sake que você costuma associar com garrafas mais caras, o Soju é vendido no mercado em garrafinhas de plástico a 2 dólar, é bebida popular tipo breja. Não é a toa que é mais vendido.</p>
<p>E é isso aí, taí minha RÁPIDA passagem por Seoul. A viagem é brutal!
Pensa, quase 30 horas, soma ai 14 horas de São Paulo a Dubai, depois umas 3 a 4 horas de espera e mais 9 horas de Dubai até Seoul.
A ida e volta é basicamente a uma volta completa ao redor do mundo!</p>
<p>Eu já tinha reservado 2 dias pra conferência, a Beyond Blocks. Daí fui convidado para participar de um meetup um dia antes e chegando lá descobri que ia ter outra conferência de 2 dias no fim de semana.
Então o que acabei de resumir aqui foi o que deu para ver em uns 4 dias e pouco.
Dado que ir de novo até lá é mais uma volta ao mundo, tentei ver o máximo que pude.</p>
<p>Da próxima vez, quero chegar lá sabendo falar um pouco mais da língua. Eu consigo ler - que nem uma criança de 2 anos - e quase não tenho vocabulário. Dava para ler algumas placas, embalaagens e coisas do tipo, mas só.
Ajudou muito que a sinalização é em Hangul, Japones e Inglês. E até no metro eles falam as 3 linguas nos vagões.
Aliás, todo lugar que eu andava ouvia japoneses. Faz sentido já que de Narita para Seoul é praticamente uma ponte aérea.</p>
<p>Fora das conferências, eu quase não vi ocidentais. Brasileiros, zero, puta contraste comparado com Miami por exemplo - onde você pensa que nem saiu do Brasil.
Os taxistas e um povo mais velho das lojinhas tem zero paciência com você.
É até meio zoado pra mim porque à primeira vista eles olham pra mim e pensam que sou coreano &hellip; aí eles acham que eu vou falar em coreano &hellip; e eu não falo .. daí já olham pra mim com aquela cara &hellip;</p>
<p>Se for ocidental pelo menos já não esperam nada. A maioria dos taxistas que peguei também tinha zero paciência.
Numa das noites eu tava acompanhando um grupo de franceses e tentando pegar taxi e nenhum parava. Um que parou uma hora fez de desentendido e, serio, depois de uns 10 minutos mostrando no mapa do celular onde a gente ia, ele não queria sair do lugar
e a gente teve que sair do taxi e ir procurar outro. Por sorte um taxista mais novo que arriscava um inglês bem ruim resolveu nos levar … pelo dobro do preço.</p>
<p>A comida lá é toda à base de Kimchi&hellip;. Sempre tem kimchi, esses vegetais fermentados. E sempre apimentado. Aliás, tudo lá é apimentado.
Eu não comi em restaurantes caros nem nada. Quando viajo eu gosto de comer o que os locais comem. Mas vou dizer que tendo experimentado Tokyo, o que comi em Seoul não me deixou impressionado.
Uma coisa que me acostumei em Tokyo foi comer marmita de loja de conveniência, em Seoul tem muitas, como as GS25 e não é de todo ruim não, pelo preço.
No geral a comida lá é razoavelmente barata. Comi em restaurantezinho de beco, de qualidade duvidosa, comi em shopping que achei meio ruim. Sério, no shopping, um dos restaurantes fazia macarrao tipo de miojo mesmo, tinha uma pilha. &hellip;
Tirando isso tem bastante restaurante japones, chines e tailandes também. E eles têm uma variação de “barbecue” que são tiras de carne finas e grelhas nas mesas onde você mesmo que vai grelhando a carne e comendo com molho e sai com a roupa defumada no processo.
Eu já tinha experimentado isso na Liberdade em São Paulo e no bairro coreano de Nova Iorque, e no calor de 40 graus eu não tava muito a fim de tentar em Seoul.
Em termos de carne, obviamente é difícil chegar perto dos nossos churrascos. Ouvi até falar que tem uma churrascaria brasileira em algum lugar mas não cheguei a encontrar.</p>
<p>Pelo pouco tempo que fiquei lá até que deu para visitar vários  lugares. Na prática, me pareceu uma Tokyo bem menor, com bem menos opções, e um pouco mais bagunçada. Tokyo, você pode ficar lá 1 mes e ainda vai ficando achando novidades, em Seoul dá impressão que em 2 semanas você já viu tudo.</p>
<p>Bom, com o turismo fora do caminho, no próximo episódio vou tentar resumir um pouco do que vi e ouvi nas conferências de blockchain e criptomoedas para explicar PORQUE a Coréia é tão influente nesse mercado.</p>
<p>Pra um episódio piloto ficou um pouco longo mas espero que eu tenha conseguido dar uma idéia de como é uma metrópole do outro lado do planeta. Se tiverem a oportunidade, obviamente recomendo visitar, com pelo menos o dobro de dias que eu. 10 dias de turismo deve ser mais que suficiente para saciar sua fome por K-Pop.</p>
<p>Por hoje é só. Kamsahapnida!</p>
]]></content:encoded><category>viagens</category><category>pessoal</category><category>akitando</category></item><item><title>[Akitando] #1 - Akitando em Seoul - Parte 1</title><link>https://akitaonrails.github.io/2018/08/10/akitando-1-akitando-em-seoul-parte-1/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2018/08/10/akitando-1-akitando-em-seoul-parte-1/</guid><pubDate>Fri, 10 Aug 2018 17:00:00 -0300</pubDate><description>&lt;p&gt;Disclaimer: esta série de posts são transcripts diretos dos scripts usados em cada video do canal &lt;a href="https://www.youtube.com/channel/UCib793mnUOhWymCh2VJKplQ"target="_blank" rel="noopener"&gt;Akitando&lt;/a&gt;. O texto tem erros de português mas é porque estou apenas publicando exatamente como foi usado pra gravar o video, perdoem os errinhos.&lt;/p&gt;
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<h3>Descrição no YouTube<span class="hx:absolute hx:-mt-20" id="descrição-no-youtube"></span>
    <a href="#descri%c3%a7%c3%a3o-no-youtube" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"></a></h3><p>Este é meu episódio piloto e para iniciar quero começar relatando como foram meus 10 dias na Blockchain Week de Seoul. Neste episódio vou começar falando sobre como foi minha primeira vez visitando a cidade de Seoul.</p>
<p>Perdoem o reflexo da iluminação no meu óculos. Vou ajustar isso nos próximos vídeos!</p>
<h2>Script<span class="hx:absolute hx:-mt-20" id="script"></span>
    <a href="#script" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"></a></h2><p>Anyonghaseyo! Fabio Akita o yo! Pangawoyo!</p>
<p>Bem vindos ao episódio piloto deste canal. Como devem ter percebido o assunto vai ser Coréia, e o que acabei de dizer basicamente exauriu meus enormes conhecimentos da língua, esperem eu massacrar os nomes dos lugares em coreano. Coloquem KY nos comentários e sejam legais, é meu primeiro vídeo.</p>
<p>Mas HOJE quero falar sobre a viagem que eu fiz no final de Julho pra Seoul.</p>
<p>Alguns devem saber que eu tô BEM engajado no assunto de criptomoedas e blockchains - assunto que VAMOS cobrir mais para frente.</p>
<p>Mas, quem está pesquisando essa área SABE que o FOCO das atenções não é Silicon Valley, como era na época do Google ou Facebook.</p>
<p>NÃO, as atenções estão voltadas lá pro Mediterrâneo, Norte e Leste Europeu e PRINCIPALMENTE a Ásia. Países como China, Japão, Singapura, Taiwan, e, claro Coréia do Sul, estão liderando esse movimento.</p>
<p>Portanto, se alguém está levando isso REALMENTE a sério, PRECISA ir pra Seoul.</p>
<p>Eu tinha essa intenção MAIS pra frente, queria ainda aprender um POUCO de Hangul - que é a língua deles - antes de ir - porque eu DETESTO ir para um país onde não entendo nada da língua - mas daí, no começo de junho, SEM QUERER vi um anúncio de um GRANDE evento chamado Beyond Blocks Summit Seoul, que ia acontecer em julho! JÁ!</p>
<p>Bom, Coréia! Tem DUAS! a do Norte que foi Cubanizada e ultimamente é só fonte de memes no Twitter. E a do Sul que é realmente impressionante!</p>
<p>Eu já estive em Tokyo duas vezes e, sendo descendente de japoneses - caso alguém não tenha notado - sou obrigado a dizer que em Seoul eu me senti meio que numa versão miniatura de Tokyo.</p>
<p>NESTE episódio, vou comentar um pouco sobre minha visita na cidade e falar da conferência no próximo vídeo.</p>
<p>A idéia não é fazer um documentário turístico mas relatar algumas impressões. A primeira coisa a saber se você quiser ir pra Coréia do Sul é que para estadias curtas - de menos de 90 dias - não precisa de nenhum visto, só chegar chegando mesmo.</p>
<p>Você aterrissa no aeroporto Incheon que fica numa ilha. E para chegar em Seoul você tem 3 opções: táxi, ônibus e trem. Esquece táxi, vai pagar uma fortuna - 80 trumps.</p>
<p>Trem é o canal. Aliás, a malha metroviária de Seoul é foda. Tá no mesmo nível de Berlin, Manhattan. Quem sabe um dia São Paulo chega lá &hellip;. A maioria dos vagões são modernos, com ar condicionado, wi-fi (pago), e as estações têm paredes de vidro para ninguém cair nos trilhos. Diferente de Tokyo, eu não vi aquelas multidões se empurrando e apertando dentro dos vagões. Mesmo dias de semana que voltei nos horários de rush, tava bem sossegado.</p>
<p>Uma coisa parecida com Japão e outros países, muitas das estações tem shopping centers subterrâneos. Então se você vai numa estação invariavelmente vai achar diversas pequenas lojinhas, tipo boxes. Os lugares que passei tinham MUITAS lojas, e era MUITO difícil achar lojas para homens, a maioria esmagadora eram lojas femininas.</p>
<p>Roupas, bijuterias, perfumes, cosméticos, tudo é pro público feminino. Tem pelo menos 2 bairros que eu vi ao redor de universidades só para mulheres (coisa comum no Japão também) e nesses locais é mais cheio ainda de lojas, cafés e coisas para mulheres. Não é anormal em metrópoles da Asia as mulheres casarem tarde ou nem casarem e preferirem continuar independentes, e as ofertas de consumo refletem isso.</p>
<p>Eu fiquei num bairro meio turístico chamado Myeongdong, no meio da muvuca. Esse bairro tem uma característica interessante, todos os dias mesmo durante a semana as ruas estreitas comerciais, entupidas de lojas de diversos tipos, tavam sempre cheios de street food, várias barracas com os mais diversos tipos de culinária de rua coreanas. Cheiro de feira o dia todo.</p>
<p>Por coincidência, nessa região eu tava próximo de 2 atrações. Primeiro sem querer achei uma escola de animação, anime mesmo. Eu sou Otaku portanto gosto muito de tudo que tem a ver com anime então tive que entrar.</p>
<p>Parece que na história da Coréia eles também curtiam mestre Osamu Tezuka, mas ao invés de só consumir o que o Japão produzia, eles também criaram as próprias histórias.</p>
<p>Eu visitei no fim de semana, então não tinha muita gente. Mas tinha vários itens legais pra ver, em particular bonecos e esculturas de mechas dos anos 60 e 70 como esse derivado coreano de Mazinger Z. Dá pra ver que eles apreciam a arte faz muito tempo. Especialmente porque você pode ver mais clássicos como Oogon Bat, Kikaider, Ultraman USA. E eles sabem o que existe de bom, como mais estes ultra clássicos de Leiji Matsumoto, Captain Harlock, Galaxy Express 999, Yamato, Queen Millenia.</p>
<p>Não sei porque tinha uma exposição sobre filmes da DC. Os filmes foram uma droga mas pelo menos essas estátuas da Liga da Justiça tavam animais. E eles incluíram alguns interessantes como o Cavaleiro das Trevas original de Frank Miller, dioramas do Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan, e até algumas lembranças do Batman de Tim Burton - que por acaso fez o melhor Batmóvel de todos os tempos, na minha opinião.</p>
<p>Falando em coisas geek, não lembro pra onde eu tava  indo mas acabei descendo na estação errada sem querer. Já tava ficando irritado comigo mesmo mas logo na saída das catracas, esbarro com isso! Uma loja de Gundams e outros mechas! As estações de metro são realmente lugares a serem explorados. E eles tinham coleções completas de tudo, desde os clássicos RX-78, vi modelos de séries como Z, ZZ, 0080, 0083, até versões super deformed e outros mecha como os Evas de Evangelion. Um harém de mechas no meio do nada.</p>
<p>Aproveitei para pegar o metrô e ir até o bairro de Seogyo-dong visitar o famoso Trick Eye museum. É um museu interativo que tinha duas exibições. Na primeira você tinha aquelas pinturas que se faz no chão e você precisa estar numa certa posição pra ver o desenho se formar na perspectiva e adicione a isso um app pra iOS e Android com realidade aumentada que cria animações 3D em cima dessas pinturas. Tinha vários cenários da hora, fogo e lava, gelo e neve, fundo do mar, dragões e fantasia.</p>
<p>Mais engraçado foi saindo do museu, indo de volta à estação, resolvo pegar uma rua paralela menor dô de cara com um monte de pequenos grupos cantando e dançando por tudo quanto é lado, com uma audiência até respeitável. E eu quero dizer ALTO!</p>
<p>Sendo otaku e geek eu preciso ficar me forçando a não ficar só caçando lojas de eletrônicos e cultura pop. Então fiz longas caminhadas. Sério! Andei pelo menos 10 km por dia. Lembrando que eu cheguei no VERAO e, só porque desgraça pouca é bobagem parece que alguns dos dias que lá foram os MAIS quentes da história recente deles. Todo dia fazia pra lá de 38 ou a 40 graus. Era bem úmido. Eu suava pra caramba.</p>
<p>Um exemplo do meu masoquismo foi próximo daonde eu tava, em Myeongdong.
De lá dava pra ver a Nansam Tower, a torre mais alta de Seoul de onde é possível ter uma visão panorâmica da cidade. Até a base da morro  já era um caminho de subida.</p>
<p>Na base cruzei com um pequeno monumento. Um memorial aos que lutaram e morreram defendendo o país do comunismo, depois da invasão do que eles chamam de “exército de fantoches” da Coreia do Norte em 1950. Fantoche é bem correto pra um comunista. Um excelente lembrete do extremo mau do comunismo e do socialismo.
A Coréia é uma visão BEM clara: a Coréia do Sul é o futuro e a Coréia do Norte comunista morreu no passado.</p>
<p>Enfim, dali eu podia pegar o teleférico para subir mas eu olhei e pensei, bah  &hellip; porque não ir a pé? Bom, vamos dizer que foi uma subida BEM &hellip; mas BEM &hellip;. mais longa e BEM mais íngreme do que eu pensei, ainda mais sendo meio dia, a quase 40 graus com sol pesado na cabeça. Sério, cheguei lá em cima me arrastando, encharcado de suor.</p>
<p>Mas a vista valeu a pena, dava para ter uma visão MUITO boa da cidade.
A cidade não é tão grande assim, na verdade é menos da metade de São Paulo e tem alguns milhões de pessoas a menos, um total de 9 milhões. A torre em si é alta mas a pouco mais de 200m de altura ainda não chega na categoria da torre de Tokyo que visitei em 2009 que junto com a Eiffel, tão acima dos 300m nem muito menos ao Burj Khalifa que visitei ano passado em Dubai, e tem seus 800 e tantos metros.</p>
<p>Lá do alto eu conseguia ver meu bairro e meu hotel e mais ao lado o hotel Shilla, 5 estrelas de propriedade da Samsung que é onde foi o evento.
Também dava pra ver o rio Han que corta a cidade no meio. Eu tava na metade norte do rio, e ao sul tem um bairro que ficou famoso no mundo inteiro por conta do famoso Gangnam Style do Psi, todo mundo sabe.</p>
<p>E &hellip; ufa! Chega, acho que é o suficiente pro primeiro episódio! No próximo episódio vou concluir meu relato sobre minha visita a Seoul antes de partir pro assunto de blockchains na sequência.</p>
<p>Finalmente tirei o cabaço de YouTube, o que acharam? Não deixem de mandar seus comentários abaixo, se gostaram dêem um joinha e se quiserem saber como essa aventura acaba, assinem o canal e cliquem no sininho.</p>
<p>Cambio e desligo! Kamsahapnida!</p>
]]></content:encoded><category>viagens</category><category>pessoal</category><category>akitando</category></item><item><title>[Off-Topic] Primeira Vez em São Paulo, O Que Fazer?</title><link>https://akitaonrails.github.io/2014/08/24/off-topic-primeira-vez-em-sao-paulo-o-que-fazer/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2014/08/24/off-topic-primeira-vez-em-sao-paulo-o-que-fazer/</guid><pubDate>Sun, 24 Aug 2014 17:17:00 -0300</pubDate><description>&lt;p&gt;TL;DR: Este é o &lt;a href="https://mapsengine.google.com/map/edit?mid=zj-5LpXYiU9E.kMqnmBcUVCvY"target="_blank" rel="noopener"&gt;Google Maps&lt;/a&gt; com todos os lugares que menciono neste post já organizados em camadas sobre a cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://mapsengine.google.com/map/edit?mid=zj-5LpXYiU9E.kMqnmBcUVCvY"target="_blank" rel="noopener"&gt;&lt;img src="https://akitaonrails.s3.amazonaws.com/assets/image_asset/image/468/Screen_Shot_2014-08-24_at_18.28.09.png" alt="Todos os Pontos Turísticos em São Paulo" loading="lazy" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se você leu meu &lt;a href="http://www.akitaonrails.com/2013/08/15/rubyconf-brasil-2013-sua-primeira-vez-em-sao-paulo-brasil"target="_blank" rel="noopener"&gt;mini City Guide&lt;/a&gt; do ano passado, provavelmente já está familiarizado com a geografia daqui. É sempre importante estar atento ao que te cerca quando você está em terra estrangeira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora que você chegou, não tem muito tempo pra sair explorando aleatoriamente. E isso nem seria eficiente, porque São Paulo é gigantesca. Eu moro aqui a vida toda, quase 4 décadas, e ainda não explorei tudo.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p>TL;DR: Este é o <a href="https://mapsengine.google.com/map/edit?mid=zj-5LpXYiU9E.kMqnmBcUVCvY"target="_blank" rel="noopener">Google Maps</a> com todos os lugares que menciono neste post já organizados em camadas sobre a cidade.</p>
<p><a href="https://mapsengine.google.com/map/edit?mid=zj-5LpXYiU9E.kMqnmBcUVCvY"target="_blank" rel="noopener"><img src="https://akitaonrails.s3.amazonaws.com/assets/image_asset/image/468/Screen_Shot_2014-08-24_at_18.28.09.png" alt="Todos os Pontos Turísticos em São Paulo"  loading="lazy" /></a></p>
<p>Se você leu meu <a href="http://www.akitaonrails.com/2013/08/15/rubyconf-brasil-2013-sua-primeira-vez-em-sao-paulo-brasil"target="_blank" rel="noopener">mini City Guide</a> do ano passado, provavelmente já está familiarizado com a geografia daqui. É sempre importante estar atento ao que te cerca quando você está em terra estrangeira.</p>
<p>Agora que você chegou, não tem muito tempo pra sair explorando aleatoriamente. E isso nem seria eficiente, porque São Paulo é gigantesca. Eu moro aqui a vida toda, quase 4 décadas, e ainda não explorei tudo.</p>
<p><img src="https://akitaonrails.s3.amazonaws.com/assets/image_asset/image/467/VISTA-AEREA-SP-foto-de-MARCOS-HIRAKAWA-Embarque-na-Viagem.jpg" alt="São Paulo Vista Aérea"  loading="lazy" /></p>
<p>Mas se você está perto de uma estação de Metrô, está com sorte, porque muitos dos cartões-postais da cidade ficam a uma curta caminhada de várias estações, ou pertinho delas de táxi. Então deixa eu te apontar alguns lugares obrigatórios.</p>
<p>Pra feijoada você vai ao <a href="http://www.bolinha.com.br/"target="_blank" rel="noopener">Bolinha</a> e pra um ótimo churrasco você escolhe o <a href="https://web.archive.org/web/20140803032940/http://www.ventoharagano.com.br/"target="_blank" rel="noopener">Vento Haragano</a> ou o <a href="http://www.fogodechao.com/"target="_blank" rel="noopener">Fogo de Chão</a>. Infelizmente nenhum deles fica a pé da Av. Paulista, mas estão perto de táxi e eu recomendo encarar. Não são baratos, definitivamente, mas se você está aqui, deveria provar o nosso melhor.</p>
<p>Outro símbolo de São Paulo: a vida noturna intensa. Você vai querer experimentar pelo menos uma vez. Depois do pôr do sol, todo tipo de tribo se espalha pela cidade. Se você está hospedado na Paulista, já está colado em alguns desses lugares: a Rua Augusta.</p>
<p>Na Augusta e nas ruas vizinhas como a Bela Cintra, você vai encontrar o <a href="https://web.archive.org/web/20140717160953/http://www.beco203.com.br/"target="_blank" rel="noopener">Beco 203</a> se curte disco, rock, bandas alternativas e indie. O <a href="https://web.archive.org/web/20140804183409/http://funhouse.com.br/"target="_blank" rel="noopener">FunHouse</a>, se você é jovem, porque o público mal saiu da adolescência. O <a href="http://www.d-edge.com.br/"target="_blank" rel="noopener">D-Edge</a> é um galpão de 3 andares com decoração ótima, rock e DJs internacionais. O <a href="https://web.archive.org/web/20141025102403/http://www.labclub.com.br/"target="_blank" rel="noopener">Lab Club</a> pra pop, eletrônica, e pra curtir os drinks moleculares.</p>
<p><img src="https://akitaonrails.s3.amazonaws.com/assets/image_asset/image/466/theweek.jpg" alt="The Week"  loading="lazy" /></p>
<p>Se você está atrás do popular sertanejo brasileiro, vai no <a href="http://www.villacountry.com.br/villa/"target="_blank" rel="noopener">Villa Country</a> e no <a href="https://web.archive.org/web/20140903020350/http://www.woodsbar.com.br/saopaulo/home"target="_blank" rel="noopener">Wood&rsquo;s</a>. Agora, se quer algo mais VIP, vai no <a href="https://web.archive.org/web/20140814060859/http://www.brasiltrance.com.br/Home.asp"target="_blank" rel="noopener">Club A</a> ou no Pink Elephant. Se curte festas GLS, você vai querer ir no <a href="https://web.archive.org/web/20140716154842/http://www.theweek.com.br/"target="_blank" rel="noopener">The Week</a>, <a href="http://www.bubulounge.com.br/"target="_blank" rel="noopener">Bubu Lounge</a> ou <a href="https://web.archive.org/web/20140626164013/http://aloca.com.br/blog/"target="_blank" rel="noopener">A Lôca</a>.</p>
<p>Só não exagera demais nas baladas nos dias de conferência :-)</p>
<p>Beleza, você fechou a balada. Agora é hora de curar a ressaca. E pra isso eu recomendo a <a href="http://www.bellapaulista.com/"target="_blank" rel="noopener">Bella Paulista</a>, que é uma super padaria 24 horas com tudo o que você precisa: pão, sanduíches, sopas e tudo pra te acalmar.</p>
<p><img src="https://akitaonrails.s3.amazonaws.com/assets/image_asset/image/459/462061_3700729435480_1192746863_33596730_658820397_o.jpg" alt="Bella Paulista"  loading="lazy" /></p>
<p>Se você é mais do lado intelectual, também está com sorte, porque o <a href="https://web.archive.org/web/20140827054442/http://masp.art.br/masp2010/"target="_blank" rel="noopener">MASP - Museu de Arte de São Paulo</a> fica logo ali, junto com a <a href="http://www.casadasrosas.org.br/"target="_blank" rel="noopener">Casa das Rosas</a>, pra literatura e poesia, e finalmente o <a href="http://novo.itaucultural.org.br/"target="_blank" rel="noopener">Itaú Cultural</a>, uma referência em cultura e pesquisa, com várias exposições pra visitar. Dá uma passada lá.</p>
<p><img src="https://akitaonrails.s3.amazonaws.com/assets/image_asset/image/461/DSC05269_2048x1536.jpg" alt="MASP"  loading="lazy" /></p>
<p>Tem teatros pelos arredores, mas infelizmente você precisaria entender português pra aproveitar, como o Comedians Comedy Club.</p>
<p>Agora, você pode ir ao Centro Velho pra apreciar alguns clássicos. A primeira parada é bem cedinho, no <strong>Metrô São Bento</strong>. De lá você chega no <a href="http://www.oportaldomercadao.com.br/"target="_blank" rel="noopener">Mercado Municipal</a>, nosso enorme mercado central, pra experimentar ingredientes frescos, especiarias e tudo o que um mercado de altíssimo nível, único, tem a oferecer. Visite com certeza, prove os sanduíches e a comida de lá. Você aprende muito sobre a cultura de qualquer lugar visitando seu mercado central.</p>
<p><img src="https://akitaonrails.s3.amazonaws.com/assets/image_asset/image/460/6680763851_9ac92c0b76_b.jpg" alt="Mercado Municipal"  loading="lazy" /></p>
<p>Depois, vai pro <strong>Metrô Estação da Luz</strong>, e dali você pode visitar o <a href="https://web.archive.org/web/20140626141859/http://www.museudalinguaportuguesa.org.br/info_ingles.php"target="_blank" rel="noopener">Museu da Língua Portuguesa</a>. É o único museu no mundo dedicado inteiramente a um idioma. Vai te abrir os olhos sobre a nossa língua portuguesa. E logo do lado você vai à <a href="https://foursquare.com/v/pinacoteca-do-estado-de-s%C3%A3o-paulo/4b0588c7f964a520e8d922e3"target="_blank" rel="noopener">Pinacoteca</a> pra curtir mais arte excelente.</p>
<p><img src="https://akitaonrails.s3.amazonaws.com/assets/image_asset/image/465/pontos-turisticos-mais-visitados-em-sao-paulo-4.jpg" alt="Estaçao da Luz"  loading="lazy" /></p>
<p>Se você curte História, vai pro Metrô Ipiranga e pega um ônibus ou táxi pro <a href="https://web.archive.org/web/20140812101430/http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/parques/regiao_sul/index.php?p=5747"target="_blank" rel="noopener">Parque da Independência</a> e, no mesmo lugar, o <a href="https://web.archive.org/web/20140822070401/http://www.mp.usp.br/presentation"target="_blank" rel="noopener">Museu Paulista</a>. Infelizmente, neste momento, o museu está fechado pra restauração, então cheque o site deles pra atualizações.</p>
<p><img src="https://akitaonrails.s3.amazonaws.com/assets/image_asset/image/463/museu.jpg" alt="Museu do Ipiranga"  loading="lazy" /></p>
<p>Se você fica aqui no fim de semana, recomendo ir ao <strong>Metrô Liberdade</strong> no domingo. A Liberdade é o bairro asiático de São Paulo. Alguns podem se surpreender porque é menor do que parece, considerando como o lugar é famoso. Os pontos principais ficam perto do metrô e da Av. Galvão Bueno. Tem vários restaurantes japoneses, lojas que vendem ingredientes e comidas japonesas e, no domingo, rola uma feira ao ar livre. Meio escondidos por ali, você ainda encontra o <a href="https://web.archive.org/web/20160317090536/http://www.sotozen.org.br/templo.php"target="_blank" rel="noopener">Templo Busshinji</a> e o <a href="http://www.museubunkyo.org.br/"target="_blank" rel="noopener">Museu Histórico da Imigração Japonesa</a>, o museu sobre o século de imigração japonesa no Brasil.</p>
<p>Agora, se você está no clima saudável, ir relaxar num parque é outra ótima opção. De novo, coladinho na Av. Paulista, você acha o Parque Trianon. Mas claro, o cartão-postal da cidade é o <a href="https://web.archive.org/web/20140806045945/http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/parques/regiao_sul/index.php?p=14062"target="_blank" rel="noopener">Parque do Ibirapuera</a>. Você pode ir ao <strong>Metrô Vila Mariana</strong> e pegar um ônibus ou táxi pro parque. É enorme, embora seja só metade do tamanho do Central Park de Nova York. Mas você vai encontrar museus, exposições e outras atividades por ali, e ainda alugam bicicletas pra você dar uma volta dentro do parque, se quiser.</p>
<p><img src="https://akitaonrails.s3.amazonaws.com/assets/image_asset/image/462/IMG_5283.JPG" alt="Parque Trianon"  loading="lazy" /></p>
<p>Pra fechar, a noite chega, o sol vai se pondo, então você vai pro <strong>Metrô Vila Madalena</strong>, que é a região tradicional dos bares e boêmios. <a href="http://www.barastor.com.br/"target="_blank" rel="noopener">Bar Astor</a>, <a href="https://web.archive.org/web/20141114155139/http://botecosaobento.com.br/sb/maim.html"target="_blank" rel="noopener">Boteco São Bento</a>, <a href="https://web.archive.org/web/20140925090720/http://www.barfilial.com.br/"target="_blank" rel="noopener">Bar Filial</a>. Em particular, você quer ir direto pra <a href="http://goo.gl/maps/mI3Kq"target="_blank" rel="noopener">Rua Aspicuelta</a>, onde acha vários ótimos bares um do lado do outro como <a href="https://web.archive.org/web/20140922063530/http://www.melograno.com.br/"target="_blank" rel="noopener">Melograno Bar</a>, <a href="https://foursquare.com/v/mercearia-s%C3%A3o-pedro/4b18539cf964a520eed023e3"target="_blank" rel="noopener">Mercearia São Pedro</a>, <a href="http://barsalvejorge.com.br/"target="_blank" rel="noopener">Salve Jorge</a>, <a href="https://www.facebook.com/saocristovao.bar"target="_blank" rel="noopener">São Cristóvão</a>.</p>
<p>Tem vários lugares que eu nem tentei mencionar, como o Memorial da América Latina, Berrini, Cidade Jardim, Edifício Itália, Museu do Teatro Municipal, Edifício Matarazzo, Pateo do Colegio, Espaço Cultural Catarse, Centro Cultural Fiesp, Instituto Cervantes, Teatro Eva Herz, Galeria Vermelho, Mosteiro de São Bento, 25 de Março e muito mais.</p>
<p><img src="https://akitaonrails.s3.amazonaws.com/assets/image_asset/image/464/Ponte_estaiada_Octavio_Frias_-_Sao_Paulo.jpg" alt="Ponte Estaiada"  loading="lazy" /></p>
<p>Se você fica pelo menos 2 semanas, dá pra tentar mais lugares. São Paulo é conhecida pelas dezenas de shoppings também, eles estão literalmente em todo canto e é fácil achar, porque todo mundo sabe onde ficam. Mas os itens dessa lista não são tão conhecidos nem por quem mora aqui, então vale a visita.</p>
<p>Tem mais alguma pergunta? Deixa um comentário aí embaixo. E se você é de São Paulo e quer adicionar mais dicas, também deixa um comentário.</p>
]]></content:encoded><category>viagens</category><category>pessoal</category><category>off-topic</category></item><item><title>Jornada Startup 2012</title><link>https://akitaonrails.github.io/2012/11/21/jornada-startup-2012/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2012/11/21/jornada-startup-2012/</guid><pubDate>Wed, 21 Nov 2012 10:45:00 -0200</pubDate><description>&lt;p&gt;Este ano tive a oportunidade de visitar 4 cidades fantásticas pelos EUA e Europa/Ásia. Tudo começou neste &lt;a href="http://akitaonrails.com/2012/08/29/getting-to-know-the-international-ruby-communities#.UKzPmqX6Qco"target="_blank" rel="noopener"&gt;primeiro post&lt;/a&gt;. Eram vários objetivos: conhecer pessoalmente essas cidades, já que nunca tinha estado lá antes, encontrar gente boa e empresas interessantes, e finalmente entender melhor esse mundo nascente das startups de tecnologia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Escrevi sobre a viagem em 6 artigos, originalmente em português brasileiro. A jornada começa em setembro de 2012 e termina em outubro de 2012. Aqui estão os artigos:&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p>Este ano tive a oportunidade de visitar 4 cidades fantásticas pelos EUA e Europa/Ásia. Tudo começou neste <a href="http://akitaonrails.com/2012/08/29/getting-to-know-the-international-ruby-communities#.UKzPmqX6Qco"target="_blank" rel="noopener">primeiro post</a>. Eram vários objetivos: conhecer pessoalmente essas cidades, já que nunca tinha estado lá antes, encontrar gente boa e empresas interessantes, e finalmente entender melhor esse mundo nascente das startups de tecnologia.</p>
<p>Escrevi sobre a viagem em 6 artigos, originalmente em português brasileiro. A jornada começa em setembro de 2012 e termina em outubro de 2012. Aqui estão os artigos:</p>
<ul>
<li>
<p><a href="http://akitaonrails.com/2012/11/05/viagem-a-sao-francisco-parte-1-techcrunch-disrupt"target="_blank" rel="noopener">Viagem a São Francisco - Parte 1 - Techcrunch Disrupt</a></p>
</li>
<li>
<p><a href="http://akitaonrails.com/2012/11/05/viagem-a-sao-francisco-parte-2-visitando-empresas"target="_blank" rel="noopener">Viagem a São Francisco - Parte 2 - Visitando Empresas</a></p>
</li>
<li>
<p><a href="http://akitaonrails.com/2012/11/06/viagem-a-sao-francisco-parte-3-pessoas-e-turismo"target="_blank" rel="noopener">Viagem a São Francisco - Parte 3 - Pessoas e Turismo</a></p>
</li>
<li>
<p><a href="http://akitaonrails.com/2012/11/20/viagem-a-europa-parte-1-amsterda-holanda"target="_blank" rel="noopener">Viagem à Europa - Parte 1 - Amsterdã, Holanda</a></p>
</li>
<li>
<p><a href="http://akitaonrails.com/2012/11/20/viagem-a-europa-parte-2-berlim-alemanha"target="_blank" rel="noopener">Viagem à Europa - Parte 2 - Berlim, Alemanha</a></p>
</li>
<li>
<p><a href="http://akitaonrails.com/2012/11/21/viagem-a-europa-parte-3-tel-aviv-israel"target="_blank" rel="noopener">Viagem à Europa - Parte 3 - Tel-Aviv, Israel</a></p>
</li>
</ul>
<p>PS: Fiquei na dúvida se devia considerar Israel na &ldquo;Europa&rdquo;, parece que geograficamente é Ásia mas é <a href="http://wiki.answers.com/Q/Is_Israel_in_Europe"target="_blank" rel="noopener">considerado Europa</a> para fins esportivos :-)</p>
<p>Também postei centenas de fotos organizadas em álbuns no Facebook que você pode acessar aqui:</p>
<ul>
<li><a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10151226797134837.483084.616304836&amp;type=1&amp;l=7d6a1691fb"target="_blank" rel="noopener">San Francisco</a></li>
<li><a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10151247464494837.486183.616304836&amp;type=1&amp;l=fe4f806655"target="_blank" rel="noopener">Amsterdã</a></li>
<li><a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10151247807699837.486243.616304836&amp;type=1&amp;l=02c23c31be"target="_blank" rel="noopener">Berlim</a></li>
<li><a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10151248216549837.486300.616304836&amp;type=1&amp;l=be90adabb9"target="_blank" rel="noopener">Tel-Aviv/Jerusalém</a></li>
</ul>
<p>Por fim, documentei cada passo por lá pelo Instagram, dá pra ver tudo <a href="http://instagram.com/akitaonrails"target="_blank" rel="noopener">aqui</a></p>
<p>Aproveitem!</p>
]]></content:encoded><category>viagens</category><category>startups</category><category>negocios</category></item><item><title>Viagem à Europa (Parte 3) - Tel Aviv, Israel</title><link>https://akitaonrails.github.io/2012/11/21/viagem-a-europa-parte-3-tel-aviv-israel/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2012/11/21/viagem-a-europa-parte-3-tel-aviv-israel/</guid><pubDate>Wed, 21 Nov 2012 01:57:00 -0200</pubDate><description>&lt;p&gt;Como disse no final do meu &lt;a href="http://akitaonrails.com/2012/11/20/viagem-a-europa-parte-2-berlim-alemanha"target="_blank" rel="noopener"&gt;relato sobre Berlim&lt;/a&gt;, a Israel começaria bem antes, no aeroporto de Schönefeld quando estava indo fazer o check-in. Acontece que eles tem diversos agentes antes do check-in que escolhem algumas pessoas para entrevistar, extensivamente. Infelizmente eu fui um dos escolhidos. E não estamos falando de perguntas padrão do tipo &lt;em&gt;&amp;ldquo;Alguém além de você mexeu na sua mala?&amp;rdquo;&lt;/em&gt;. A agente quis saber porque eu estava em &lt;a href="http://akitaonrails.com/2012/11/20/viagem-a-europa-parte-2-berlim-alemanha"target="_blank" rel="noopener"&gt;Berlim&lt;/a&gt;, porque eu vim de &lt;a href="http://akitaonrails.com/2012/11/20/viagem-a-europa-parte-1-amsterda-holanda"target="_blank" rel="noopener"&gt;Amsterdã&lt;/a&gt;, quem eram as pessoas com quem falei, informações do hotel, tive que abrir meu notebook para mostrar meus emails, tweets, ela abriu o notebook dela pra checar se meu blog, o site da minha empresa realmente existiam. Acho que levou quase 1 hora nessa entrevista.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p>Como disse no final do meu <a href="http://akitaonrails.com/2012/11/20/viagem-a-europa-parte-2-berlim-alemanha"target="_blank" rel="noopener">relato sobre Berlim</a>, a Israel começaria bem antes, no aeroporto de Schönefeld quando estava indo fazer o check-in. Acontece que eles tem diversos agentes antes do check-in que escolhem algumas pessoas para entrevistar, extensivamente. Infelizmente eu fui um dos escolhidos. E não estamos falando de perguntas padrão do tipo <em>&ldquo;Alguém além de você mexeu na sua mala?&rdquo;</em>. A agente quis saber porque eu estava em <a href="http://akitaonrails.com/2012/11/20/viagem-a-europa-parte-2-berlim-alemanha"target="_blank" rel="noopener">Berlim</a>, porque eu vim de <a href="http://akitaonrails.com/2012/11/20/viagem-a-europa-parte-1-amsterda-holanda"target="_blank" rel="noopener">Amsterdã</a>, quem eram as pessoas com quem falei, informações do hotel, tive que abrir meu notebook para mostrar meus emails, tweets, ela abriu o notebook dela pra checar se meu blog, o site da minha empresa realmente existiam. Acho que levou quase 1 hora nessa entrevista.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/224/IMG_2339.jpg" alt="Chegando em Ben Gurion"  loading="lazy" /></p>
<p>PS: eu estava em dúvida sobre considerar Israel na &ldquo;Europa&rdquo;, mas parece que ele é Ásia, mas <a href="http://wiki.answers.com/Q/Is_Israel_in_Europe"target="_blank" rel="noopener">considerado Europa</a> para fins de esportes por exemplo :-)</p>
<p>Depois disso você faz o check-in e passa pela inspeção padrão que todos já conhecem. Mas na área de embarque, antes de entrar no avião da El Al Israel Airlines, você passa por uma segunda inspeção das malas e detectores de metais manualmente por todo o corpo. Não tem como passar um alfinete sem eles verem! Considerando a <a href="http://edition.cnn.com/2012/11/20/opinion/elgindy-gaza/index.html?hpt=hp_c1"target="_blank" rel="noopener">situação em Gaza</a> ultimamente não dá para culpar o excesso de cuidado.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/225/IMG_2341.jpg" alt="Ben Gurion"  loading="lazy" /></p>
<p>Mas os obstáculos não acabam aqui. Dizem que o aeroporto Ben Gurion é considerado o mais seguro do mundo. Chegando lá dá para entender porque. Logo na imigração eu já fui novamente separado e tive que esperar uma meia hora uma sala. Acho que eles fazem algum tipo de checagem de antecedentes e tudo mais. Mas depois desse último obstáculo finalmente consegui entrar em Israel. A primeira impressão, apesar de tudo, é o de estar num lugar bem mais civilizado do que se poderia esperar. O aeroporto tem instalações de primeiro mundo.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/226/IMG_2343.jpg" alt="Espera por vistoria"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/227/IMG_2345.JPG" alt="Entrada do aeroporto"  loading="lazy" /></p>
<p>Lembram-se do meu martírio para conseguir um SIM card no aeroporto Tegel na Alemanha? Aqui foi absolutamente trivial. Havia uma loja de aluguel de cartões SIM Card. Todos os atendentes falavam inglês perfeitamente bem, foram bem atenciosos, me deram várias opções para minha estadia. Em poucos minutos já estava de volta à Internet. Todos os serviços de aeroporto deveriam ser como esse.</p>
<p>Antes de embarcar, eu havia twitado que estava indo para Tel Aviv e alguns israelenses foram muito gentis em me responder. O primeiro que já me ajudou logo no aeroporto, via Twitter, foi <a href="http://www.rauchy.net"target="_blank" rel="noopener">Omer Rauchwerger</a>. O primeiro choque é ver tudo escrito em hebreu ou árabe. Diferente de holandês ou alemão onde você pode pelo menos tentar identificar algumas palavras ou sílabas, aqui não dá para entender absolutamente nada. Deve ser a sensação de ser completamente analfabeto. Felizmente Tel Aviv é amigável a turistas então existem diversas traduções de placas e sinalizações nos principais locais.</p>
<p>No próprio aeroporto você identifica a existência de um trem que pode te levar de um lado para Jerusalém e de outro para Tel Aviv. Você compra tickets em máquinas automáticas que felizmente tinham opção para inglês. Nesse caso basta comprar o ticket de ida para Tel Aviv. Pegando o trem você espera umas 3 estações (aproximadamente meia hora de viagem) e desce em Tel Aviv Merkaz (Centro), também conhecido como Savidor. Da estação eu estava a menos de 2km do <a href="https://foursquare.com/v/4bc8ed11762beee16cb53d38"target="_blank" rel="noopener">Vital Hotel</a>.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/228/IMG_2354.jpg" alt="Vital Hotel"  loading="lazy" /></p>
<p>Uma dica importante: assim como aqui nos aeroportos de São Paulo, nunca pegue táxi de taxistas que te abordam na saída. Procure a fila oficial (fácil de identificar, sempre tem um funcionário coordenando uma fila). E dentro de qualquer táxi sempre peça para ligar o medidor, caso contrário eles vão querer te enrolar para fechar um preço que vai acabar sendo o dobro do normal. Aliás, fique esperto no geral, todo comerciante de rua vai querer passar a perna em turista, por padrão.</p>
<p>Voltando ao hotel, devo dizer que foi uma excelente escolha. Ela fica conectada ao Weizmann Shopping Center com acesso a partir da recepção do hotel. O atendente que me recepcionou foi provavelmente o mais simpático e prestativo de todos os tempos. Conversando com ele foi que decidi como ocuparia meu dia seguinte: fazendo um tour com guia por Jerusalém. Ele se encarregou de acertar tudo para mim.</p>
<p>O hotel é muito bem equipado, moderno, limpo e de todas as cidades que passei até agora foi a que ofereceu o melhor serviço de internet. O único que dava para fazer ligações por Skype decentemente. Já era noite e o Omer também me recomendou um bom restaurante para jantar, então como já estava equipado com internet resolvi sair para caminhar pela cidade e foi uma excelente escolha. Meu primeiro destino foi o restaurante <a href="https://foursquare.com/v/4b0588e6f964a52098de22e3"target="_blank" rel="noopener">Brasserie M&amp;R</a> com ótimas opções de culinária francesa. <a href="http://goisrael.about.com/od/DiningandNightlife/tp/Five-Essential-Tel-Aviv-Dining-Spots.htm"target="_blank" rel="noopener">Nessa lista</a>, por exemplo, ele está entre os 3 melhores restaurantes para ir em Israel. Uma excelente opção, um pouco cara para meus padrões mas ainda assim acessível.</p>
<p>Novamente as garçonetes do restaurante falavam excelente inglês e foram muito simpáticas e receptivas. Já percebi que tirando os comerciantes mais agressivos, a maioria das pessoas é sempre muito educada e receptiva a estrangeiros, fato que me deixou positivamente impressionado.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/229/IMG_2358.jpg" alt="Caminhando por Tel Aviv"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/230/IMG_2359.jpg" alt="Caminhando por Tel Aviv"  loading="lazy" /></p>
<p>Depois da excelente refeição fui andando pela rua Frishman até a beira da praia. Aliás, diferente de Amsterdã e Berlim, finalmente um clima mais próximo ao que estou acostumado, na verdade um pouco mais quente do que eu gosto, mais próximo do clima do Rio de Janeiro. E não é para menos já que eu estava à beira do Mediterrâneo. As praias, mesmo a noite, oferecem uma excelente vista e é uma ótima opção para caminhar. E assim como nas outras cidades européias, a sensação de estar seguro novamente me deixou bem mal acostumado.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/231/IMG_2362.jpg" alt="Caminhando pela praia"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/232/IMG_2363.jpg" alt="Caminhando pela praia"  loading="lazy" /></p>
<p>Meu hotel ficava no centro-leste da cidade, portanto andei em direção oeste para a praia e depois peguei uma paralela chamada Bograshov para retornar, passando pelo <a href="https://foursquare.com/v/4b0aa54ff964a520ef2523e3"target="_blank" rel="noopener">Dizengoff Center</a>. Diferente das outras visitas, esta cidade tem diversos Shopping Centers, uma ótima opção se estiver procurando por ar condicionado nesta cidade mediterrânea. De lá subi até a Sderot e rapidamente já estava de volta à Weizmann. Uma ótima noite.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/233/IMG_2372.jpg" alt="Dizengoff"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/234/IMG_2378.jpg" alt="Praça"  loading="lazy" /></p>
<p>A cidade de Tel-Aviv, novamente é uma cidade minúscula. Tem meros 52 km2, a área urbana tem 176 km2. Ela é a segunda cidade mais populosa de Israel e mesmo assim não tem mais que 406 mil pessoas. A cidade mais populosa é Jerusalém, com pouco mais de 800 mil pessoas e uma área de 125 km2. E não é para menos, o país inteiro ainda tem menos de 8 milhões de pessoas. Como perspectiva se lembrem de São Paulo que tem sozinha mais de 11 milhões de pessoas. Se tiver mais tempo do que eu, recomendo continuar a linha de trem que mencionei antes até a Universidade de Tel Aviv e também ir até Haifa, a terceira cidade mais populosa de Israel, com quase 270 mil pessoas.</p>
<p>Além do famoso Porto de Haifa esta cidade é berço de Pesquisa de Desenvolvimento para empresas como Intel, IBM, Microsoft, Motorola, Google, Yahoo!, e muitas outras de alta tecnologia. Na Universidade de Haifa fica o IBM Haifa Labs. Se Tel-Aviv é São Francisco então Haifa é Palo Alto. Infelizmente não tive tempo de visitar essa cidade, mas certamente está na minha lista para a próxima vez.</p>
<p>A cidade de Tel Aviv na verdade é Tel-Aviv Jaffa. Ela é uma cidade mais ou menos &ldquo;vertical&rdquo;. Sua história iniciou no sul, com os árabes de Jaffa. Tel Aviv foi fundada pela comunidade judia de Jaffa e logo cresceu mais rápido. No final elas foram fundidas numa única cidade, Tel-Aviv Jaffa. Eu não cheguei a ir até Jaffa, infelizmente, mas dizem que se quiser experimentar um dos melhores humus que já comeu, precisa ir até o restaurante <a href="http://bit.ly/e697B8"target="_blank" rel="noopener">Abu-Hassan</a>. Era um lugar que eu queria ter ido mas também não tive tempo. Fica de recomendação.</p>
<h2>Turismo por Jerusalém<span class="hx:absolute hx:-mt-20" id="turismo-por-jerusalém"></span>
    <a href="#turismo-por-jerusal%c3%a9m" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"></a></h2><p>O tour que eu escolhi foi de grupo pequeno (business), é mais caro mas mesmo assim por USD 100 compensa. Você definitivamente não quer grupos de mais de 15 pessoas, e os pacotes mais baratos podem comportar 30 ou mais pessoas e aí é extremamente desconfortável. Obviamente em um único dia é impossível ver tudo que Jerusalém tem por isso escolhi o pacote para andar por dentro da cidade antiga, a Velha Jerusalém. O serviço de turismo vai te buscar direto no seu hotel o que é bastante cômodo para quem tem pouco tempo a perder.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/235/IMG_2382.jpg" alt="Micro-ônibus"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/236/IMG_2397.jpg" alt="Micro-ônibus"  loading="lazy" /></p>
<p>Uma coisa que eu não tinha noção mas que vocês já devem ter percebido é como Israel é pequeno. Ir de micro-ônibus de Tel Aviv até Jerusalém é uma viagem que não dura mais que 40 minutos. Sem ter nenhum conhecimento eu imaginava que elas eram distantes (para mim distante é ir de São Paulo ao Rio) mas aqui a viagem é mais como ir de São Paulo a Sorocaba.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/237/IMG_2406.jpg" alt="Indo a Jerusalém"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/238/IMG_2411.jpg" alt="Indo a Jerusalém"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/239/IMG_2418.jpg" alt="Indo a Jerusalém"  loading="lazy" /></p>
<p>Jerusalém, ao contrário do que eu poderia imaginar, também é uma cidade moderna. Tem hotéis muito bonitos, a arquitetura da cidade toda são casas e prédios com pedras claras que dá um tom &ldquo;creme&rdquo; à cidade. Ela é razoavelmente arborizada então é um cenário muito bonito. Já o que se chama de Velha Jerusalém é o que está atrás dos antigos muros e é conhecida também como Cidade de Davi. Se você imagina que visitar a Europa é ter um gosto do passado, na Velha Jerusalém estamos falando de outro tipo de passado: do tipo que tem uma história de mais de 3 mil anos. Acho que nenhum lugar parece mais fora do tempo do que essa cidade. O importante aqui não é a religião (e aqui você vai encontrar judeus, cristãos, islãs e muçulmanos), mas sim o &ldquo;peso histórico&rdquo; que esse lugar carrega, e História é uma coisa que eu respeito muito.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/240/IMG_2421.jpg" alt="Arquitetura de Jerusalém"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/241/IMG_2424.jpg" alt="Arquitetura de Jerusalém"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/242/IMG_2429.jpg" alt="Arquitetura de Jerusalém"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/243/IMG_2435.jpg" alt="Arquitetura de Jerusalém"  loading="lazy" /></p>
<p>A primeira grande parada antes de entrar na Velha Jerusalém foi no <a href="https://foursquare.com/v/4e8e78100aaf1c9802c15caf"target="_blank" rel="noopener">Monte Scopus</a>, não conheço a história mas parece que foi ponto estratégico durante a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mount_Scopus"target="_blank" rel="noopener">Guerra Árabe-Israelense de 1948 e a Guerra de 6 dias de 1967</a>.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/244/IMG_2444.jpg" alt="Monte Scopus"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/245/IMG_2446.jpg" alt="Monte Scopus"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/246/IMG_2447.jpg" alt="Monte Scopus"  loading="lazy" /></p>
<p>Em seguida nos dirigimos para o famoso <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mount_of_Olives"target="_blank" rel="noopener">Monte da Oliveira</a> onde dizem que o messias vai retornar primeiro no fim do mundo. Esse lugar é um enorme cemitério onde judeus vem sendo enterrados há 3 mil anos, tendo mais de 150 mil covas. Paga-se caro para ser enterrado nesse local, onde também se acredita que quando o messias chegar, essas são as pessoas que serão ressucitadas primeiro. Ou algo assim. Se quiser ver o Monte das Oliveiras ao vivo existe até um <a href="http://www.daystar.com/israel/live/"target="_blank" rel="noopener">canal de TV</a> com câmeras apontadas ao Monte das Oliveiras, para capturar o momento que o tal messias retornar. Tem doido pra tudo.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/247/IMG_2450.jpg" alt="Monte das Oliveiras"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/248/IMG_2451.jpg" alt="Monte das Oliveiras"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/249/IMG_2457.jpg" alt="Monte das Oliveiras"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/250/IMG_2459.jpg" alt="Monte das Oliveiras"  loading="lazy" /></p>
<p>Finalmente, nos dirigimos até a Cidade de Davi e Solomão. Deixamos o micro-ônibus e daqui iríamos a pé. Ao entrar pela segurança da cidade (novamente, revista do que você carrega em bolsas e mochilas), o primeiro lugar que podemos ver é o famigerado <a href="https://foursquare.com/v/4b896c78f964a520ff3432e3"target="_blank" rel="noopener">Muro das Lamentações</a>. Dizem que em igrejas e sinagogas você tem uma comunicação indireta com o todo poderoso, mas nesse muro é ligação direta, tipo fibra ótica de alta velocidade mesmo, sem intermediários. A área na frente do muro é dividido, uma área grande para homens e uma área menos para mulheres. Ironicamente a área das mulheres é mais cheia que a dos homens. Parece que os homens já não ligam muito para isso, mas as mulheres ainda levam os pedidos mais a sério. Se você já não é judeu e tem as vestimentas corretas, eles tem kits que você pode usar antes de entrar nessa área sagrada.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/251/IMG_2470.jpg" alt="Muro das Lamentações"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/252/IMG_2478.jpg" alt="Muro das Lamentações"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/253/IMG_2483.jpg" alt="Muro das Lamentações"  loading="lazy" /></p>
<p>Eu pessoalmente fiquei só observando e me veio à cabeça o nome em inglês do Muro, chamado de Western Wall, Kotel ou Whaling Wall. Sendo que &ldquo;whale&rdquo;, enquanto verbo é como &ldquo;apanhar&rdquo;, &ldquo;tomar uma sova&rdquo;, mas enquanto substantivo é uma baleia. E ainda quando Twitei que estava visitando o Muro das Lamentações meu caramada Gleicon ainda me respondeu <a href="https://twitter.com/gleicon/status/258503323022413824"target="_blank" rel="noopener">&ldquo;visitando o Twitter?&rdquo;</a>. Pronto, minha Teoria da Conspiração é que a famosa <a href="http://www.whatisfailwhale.info"target="_blank" rel="noopener">tela da Baleira (Fail Whale) do Twitter</a> é na verdade inspirado no &ldquo;Whaling Wall&rdquo;. Verdade ou não, é uma história engraçada para se contar.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/254/facebook-cover.jpg" alt="Whaling Wall"  loading="lazy" /></p>
<p>Depois disso o guia nos levou mais para dentro da cidade. Sinceramente não consigo lembrar de tudo que ele explicou, especialmente porque me faltam as bases históricas para conectar os pontos. Mas passamos por diversas vielas cheias de comerciantes. Lembram daqueles filmes que mostram cidades árabes ou do oriente médio cheio de comerciantes? É tipo isso mesmo. Aliás, por recomendação do guia, tome muito cuidado ao fazer compras nessa região, como disse antes esses comerciantes de rua obviamente sabem que você é um turista ingênuo e farão de tudo para te vender as coisas mais caro do que são. Se decidir comprar pechinche o quanto puder, lembre de estar sempre convertendo de cabeça de Shekels para Reais, mais ou menos divida o preço em Shekels por 2 e terá em Reais. Por exemplo, uma garrafa de água custando 10 Shekels (5 Reais) obviamente está muito caro.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/260/IMG_2505.jpg" alt="Hora do Almoço"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/261/IMG_2506.jpg" alt="Hora do Almoço"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/262/IMG_2507.jpg" alt="Hora do Almoço"  loading="lazy" /></p>
<p>No <a href="https://foursquare.com/v/4cd003301ac7a1cd87bc1692"target="_blank" rel="noopener">meio da cidade</a> paramos para almoçar, onde pude comer um excelente Shawarma. E também entramos numa joalheria (dizem que ela é certificada para poder vender ouro, no mercado de rua vão te vender bijuteria como ouro). Mas cuidado, os preços são bastante salgados, é para quem tem muito dinheiro mesmo. E a lábia dos vendedores é ligeira <em>&ldquo;é baratinho, leva esse crucifixo que é só USD 1.000 e eu te dou a cordinha de ouro por meros USD 100, pechincha.&rdquo;</em> De jeito nenhum.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/255/IMG_2485.jpg" alt="Comércio"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/256/IMG_2487.jpg" alt="Comércio"  loading="lazy" /></p>
<p>Finalmente chegamos à Via Dolorosa, onde dizem que Jesus deu seus últimos passos antes de ser crucificado. Essa rua possui nove das catorze estações da cruz, as cinco últimas na Basílica do Santo Sepúlcro, que foi nossa próxima parada. Se eu entendi o que a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Via_Cr%c3%bacis"target="_blank" rel="noopener">Wikipedia</a> explica, conhecemos o termo &ldquo;Via Crucis&rdquo; que é o trajeto que Jesus fez. Via Sacra é o exercício da reprodução que os fiéis fazem desse trajeto. O trajeto em si foi feita na rua cujo nome é Via Dolorosa. Os passos desse trajeto são as Estações da Cruz, reproduzida em toda Igreja Católica. Vivendo e aprendendo.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/257/IMG_2490.jpg" alt="Via Dolorosa"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/258/IMG_2491.jpg" alt="Via Dolorosa"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/259/IMG_2495.jpg" alt="Via Dolorosa"  loading="lazy" /></p>
<p>A <a href="https://foursquare.com/v/4b599fc5f964a5207d8f28e3"target="_blank" rel="noopener">Basílica do Santo Sepúlcro</a> é o lugar mais sagrado do cristianismo, dizem que mais ainda do que a Igreja de São Pedro em Roma. Esse é o lugar onde Jesus foi crucificado, sepultado e onde ressucitou no Domingo de Páscoa. As áreas de interesse começam logo que se entra, à direita, com o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/G%c3%b3lgota"target="_blank" rel="noopener">Calvário ou Gólgota</a>, uma elevação de 5 metros onde dizem que Jesus foi crucificado.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/263/IMG_2508.jpg" alt="Santo Sepúlcro"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/264/IMG_2509.jpg" alt="Santo Sepúlcro"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/269/IMG_2544.jpg" alt="Calvário"  loading="lazy" /></p>
<p>Na entrada, logo à frente está a tal <a href="http://www.holycrossstore.com/facts-about-the-stone-of-the-anointing"target="_blank" rel="noopener">Pedra da Unção</a>, a pedra onde dizem que o corpo de Jesus foi preparado para ser enterrado. Muita gente ficava bem emocionada tocando essa pedra, imagino que é porque imaginam que o corpo de Cristo efetivamente descansou sobre essa pedra antes de ser enterrado. É uma grande pedra.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/265/IMG_2523.jpg" alt="Pedra"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/270/IMG_2545.jpg" alt="Pedra"  loading="lazy" /></p>
<p>Finalmente, andando mais à esquerda está a edícula do Santo Sepúlcro propriamente dito, onde tecnicamente o Jesus foi enterrado. Tinha uma fila enorme não entendi bem para que. A Basílica em si é enorme, tem mais do que eu descrevi, um andar subterrâneo. Em algum lugar por ali dizem que foi enterrado também José de Arimatéia, mas vou deixar isso para quem entende mais dos contos da Bíblia.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/266/IMG_2526.jpg" alt="Edícula"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/267/IMG_2531.jpg" alt="Edícula"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/268/IMG_2540.jpg" alt="Subterrâneo"  loading="lazy" /></p>
<p>Saindo da Basílica fomos até o fim do percurso, no caminho passamos por um tal Muro de Solomão, mas não entendi bem sua história. A única coisa que sei é que ela está obviamente em pedaços e podemos caminhar sobre a linha por onde ela passava antes. Provavelmente tem a ver com essa <a href="http://www.sciencedaily.com/releases/2010/02/100222094757.htm"target="_blank" rel="noopener">notícia de 2010</a> sobre a descoberta desse muro. Existem dezenas de escavações por toda cidade.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/271/IMG_2562.jpg" alt="Muro de Salomão"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/272/IMG_2566.jpg" alt="Muro de Salomão"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/273/IMG_2570.jpg" alt="Muro de Salomão"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/274/IMG_2575.jpg" alt="Saindo da Cidade"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/275/IMG_2578.jpg" alt="Saindo da Cidade"  loading="lazy" /></p>
<p>Saímos da Velha Cidade, voltamos ao micro-ônibus e de lá fomos à nossa última parada e, na minha opinião, a melhor parte do passeio, por uma enorme margem. Fomos visitar o Museu do Holocausto, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yad_Vashem"target="_blank" rel="noopener">Yad Vashem</a>. Em primeiro lugar eu completamente ignorava que um lugar como esse existia. Ela é uma enorme área de 180 mil m2, destinada não só a ser um museu de exposição, mas um centro de documentação, pesquisa e educação sobre o Holocausto.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/276/IMG_2598.jpg" alt="Yad Vashem"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/277/IMG_2600.jpg" alt="Yad Vashem"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/278/IMG_2602.jpg" alt="Yad Vashem"  loading="lazy" /></p>
<p>O guia nos avisou que tudo era proibido, comer, fumar, beber, etc, incluindo tirar fotos (de fato, notei funcionários à paisana fiscalizando quem estava tirando fotos). Antes de entrar eu imaginava que passaria rápido e seria somente mais um museu. Tínhamos somente uma hora. Eu pretendia obedecer a norma de não fotografar, mas depois de entrar no museu eu mudei completamente de idéia.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/279/IMG_2605.jpg" alt="Yad Vashem"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/280/IMG_2609.jpg" alt="Yad Vashem"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/281/IMG_2613.jpg" alt="Yad Vashem"  loading="lazy" /></p>
<p>A arquitetura é muito interessante, ela é um zigue-zague que te guia de sala em sala mostrando todos os aspectos da história da Segunda Guerra Mundial da perspectiva dos judeus. Ela conta a história de como Hitler subiu à posição de ditador da Alemanha, como ele começou a invadir os países vizinhos. Principalmente como a ideologia do Nazismo considerava os judeus um problema e a apresentação da sua <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Final_Solution"target="_blank" rel="noopener">Solução Final</a>, a criação dos guetos, a transferência para os campos de concentração e o genocídio de 6 milhões de judeus (dos 9 que existiam na Europa na época), sendo 1 milhão de crianças.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/282/IMG_2618.jpg" alt="Yad Vashem"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/283/IMG_2622.jpg" alt="Yad Vashem"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/284/IMG_2630.jpg" alt="Yad Vashem"  loading="lazy" /></p>
<p>Ao final do museu existe a <a href="http://www1.yadvashem.org/yv/en/museum/hall_of_names.asp"target="_blank" rel="noopener">Sala dos Nomes</a>, uma enorme sala em formato cilíndrico com um cone enorme no topo. Ficando abaixo desse cone é possível ver as fotografias de pelo menos 600 judeus mortos. E nas paredes do cilindro estão as Páginas das Testemunhas, uma coleção de mini-biografias dos 6 milhões de mortos que estão sendo coletados com o tempo.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/286/IMG_2633.jpg" alt="Sala dos Nomes"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/287/IMG_2634.jpg" alt="Sala dos Nomes"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/288/IMG_2636.jpg" alt="Sala dos Nomes"  loading="lazy" /></p>
<p>A exposição em si é espetacular, ela te guia por cada episódio do acontecido, através da ordem das salas que você tem que percorrer e dos materiais em exposição que incluem não somente textos, fotos, objetos mas também centenas de horas de áudio e vídeo com testemunhos, documentários, notícias da época. Principalmente nas partes que se falam dos guetos e campos de concentração existem pequenas salas mais isoladas para te fazer assistir vídeos de testemunhos e entrar no clima sombrio e melancólico. O áudio vem de diversas direções, a forma como as coisas estão expostas, tudo contribui para criar uma experiência de imersão.</p>
<p>Lembram da Lista de Schindler? Pois é, está em exposição em Yad Vashem.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/285/IMG_2631.jpg" alt="Lista de Schindler"  loading="lazy" /></p>
<p>Sinceramente, 1 hora é muito pouco tempo. Esse museu exige no mínimo um dia inteiro de dedicação apenas para começar a apreciar tudo que ele tem a oferecer. Mesmo depois que você sai do pavilhão principal, Yad Vashem é uma enorme área com diversos outros prédios e monumentos. Dentre eles estão o Yad Layeled, o memorial das crianças, e a Avenida dos Justos Entre as Nações, com mais de duas mil árvores plantadas em nome de pessoas não judias que se arriscaram para ajudá-las.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/289/IMG_2638.jpg" alt="Saída do Museu"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/290/IMG_2647.JPG" alt="Memorial das Crianças"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/291/IMG_2651.jpg" alt=""  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/292/IMG_2656.jpg" alt="Memorial das Crianças"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/293/IMG_2658.jpg" alt="Memorial das Crianças"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/294/IMG_2660.jpg" alt="Memorial das Crianças"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/295/IMG_2662.jpg" alt=""  loading="lazy" /></p>
<p>Infelizmente tivemos muito pouco tempo, se um dia retornar a Israel, reservarei um dia inteiro dedicado somente a visitar Yad Vashem novamente.</p>
<h2>De Volta a Tel Aviv - Startups<span class="hx:absolute hx:-mt-20" id="de-volta-a-tel-aviv---startups"></span>
    <a href="#de-volta-a-tel-aviv---startups" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"></a></h2><p>O dia foi bem proveitoso, bastante inspirador de certa forma por passar por uma carga tão grande de história de uma só vez. Na volta para Tel Aviv, já no começo da noite, entrei em contato com outra pessoa que fiquei conhecendo apenas <a href="https://twitter.com/benln/status/258596627177148416"target="_blank" rel="noopener">via Twitter</a> recentemente, <a href="http://benjaminlang.com"target="_blank" rel="noopener">Ben Lang</a>. Quando twitei que vinha para Israel, algumas pessoas no Twitter me falaram sobre o site <a href="http://mappedinisrael.com"target="_blank" rel="noopener">Mapped in Israel</a>, um completo diretório de Startups, aceleradoras, co-workings, investidores e tudo mais sobre esse mercado. Ela lista atualmente 790 startups em Israel (lembram como em Berlim, que tem metade da população do país de Israel tinha cerca de 330?). Se quiser pesquisar mais sobre o mercado de Israel este é um excelente lugar para começar. Um site menor, que serve para complementar esse é o <a href="http://rorisrael.com"target="_blank" rel="noopener">RoR Israel</a> que lista mais de 50 empresas que utilizam Ruby on Rails em Israel, criada por Boris Dinkevich.</p>
<p>Como o Ben estava com tempo justamente quando meu micro-ônibus estava começando a deixar o grupo em seus hotéis, pedi ao motorista para me deixar no meio do caminho e peguei um táxi até Carlebach 4. Ele estava num pequeno bar-restaurante, sentado numa mesa na rua com seu notebook - aliás, outra coisa impossível de se fazer aqui no Brasil. O Ben é jovem, acho que tem seus 18 anos agora, se mudou dos Estados Unidos com sua família e já é bem conhecido, tem mais de 11 mil seguidores no Facebook, já escreveu para sites conhecidos como Techcrunch e Business Insider. Ele foi muito simpático, me explicou mais sobre o mercado e como acabou de entrar para o exército de Israel por vontade própria, e devo dizer que ele sabe o que está fazendo - mais sobre isso no fim do artigo.</p>
<p>Estava acontecendo algum evento de Startups na região - e segundo ele acontecem vários toda semana - e ele estava matando tempo antes do after party que aconteceria ali por perto. Comemos um bom Falafel de rua e fomos pra um bar-balada numa cobertura, devidamente chamada de &ldquo;Roof Top&rdquo;, que oferece uma área aberta com excepcional vista para a cidade. Chegamos um pouco cedo, não havia quase ninguém, então ficamos ali conversando um tempo.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/296/IMG_2667.jpg" alt="Roof Top"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/297/IMG_2669.jpg" alt="Roof Top"  loading="lazy" /></p>
<p>Logo pessoas que conheciam o Ben se aproximaram e com isso fiz alguns contatos, incluindo Mayer Reich, da startup <a href="http://www.rankabove.com"target="_blank" rel="noopener">Rank Above</a> uma plataforma de sucesso que oferece ferramentas e serviços no domínio de SEO, toda feita usando Ruby e Merb (!). Fiquei de visitá-los no dia seguinte. Também pude brevemente me encontrar com Roy Carthy da Initial Capital, que recentemente iniciou <a href="http://techcrunch.com/2011/07/13/initial-capital-launches-to-invest-in-seed-deals-in-israel-and-brazil/"target="_blank" rel="noopener">negócios no Brasil</a> também.</p>
<p>Eu tinha acabado de voltar do turismo por Jerusalém e estava bem cansado, então depois de conversar com algumas pessoas por algum tempo decidi fechar o dia e retornar ao hotel para descansar. O dia seguinte também seria corrido.</p>
<p>Meu último dia em Tel Aviv começou com a visita à Rank Above. Não era muito longe, pouco menos de 2 km então decidi ir <a href="https://foursquare.com/v/4b0588e3f964a52040de22e3"target="_blank" rel="noopener">caminhando</a> em mais um dia quente. Devo dizer que mesmo no calor a cidade é bastante agradável para caminhar, então recomendo se possível.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/298/IMG_2671.jpg" alt="Caminhando"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/299/IMG_2672.jpg" alt="Caminhando"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/300/IMG_2674.jpg" alt="Caminhando"  loading="lazy" /></p>
<p>A Rank Above é uma empresa que já tem 5 anos, o Mayer veio de Nova Iorque e montou uma equipe em Israel. A empresa não deve ter mais que 15 pessoas no total, com meia dúzia de desenvolvedores Ruby. Eles tem um escritório até que espartano mas confortável. Ficamos conversando sobre Ruby, em particular eles estavam interessados na minha opinião sobre migrar de Merb para Rails.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/301/IMG_2679.jpg" alt="Rank Above"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/303/odfzbu.jpg" alt="Rank Above"  loading="lazy" /></p>
<p>Ao mesmo tempo o Omer me apresentou, de novo via Twitter, ao <a href="http://twitter.com/vkushner"target="_blank" rel="noopener">Vitaly Kushner</a> um programador Ruby ucraniano que se mudou pra Israel faz muitos anos. Ele tem uma pequena consultoria de Rails chamada <a href="http://astrails.com"target="_blank" rel="noopener">Astrails</a>. Ele e seu outro sócio Michael Mazyar foram me buscar no escritório da Rank Above para almoçarmos. Fomos comer num restaurante de comida búlgara. Eles me contaram como atuam com Rails faz muitos anos mas mesmo assim ainda não conseguiram crescer. Eles obviamente são muito experientes e sabem disso, o problema que todo bom desenvolvedor tem é delegar para programadores menos experientes, especialmente se você se torna preciosista e o código dos outros sempre é pior que o seu. Por isso, eles são em 6 pessoas dividindo múltiplos projetos por pessoa ao mesmo tempo, o que causa muito estresse e mais medo ainda de escalar. Conversamos bastante sobre o que eu tenho feito em consultoria porque eles ficaram interessados em saber como eu escalei de 2 programadores para mais de 30 em menos de 1 ano. Espero que tenha ajudado.</p>
<p>Nesse fim de tarde eu havia combinado com o Omer que eu participaria de um encontro de usuários Ruby da região chamada <a href="http://meetup.rubyunderground.co.il/events/74518752/"target="_blank" rel="noopener">Ruby Underground</a>. Algumas semanas antes de iniciar essa viagem toda, eu havia publicado no blog que talvez viria pra Tel Aviv e o Omer foi o primeiro a se manifestar. Ele organizou o encontro na empresa onde trabalha, a suíça Klarna. Eu faria uma palestra sobre a comunidade Ruby Brasileira e as novidades do Rails 4.</p>
<p>Depois do almoço com o Vitaly e o Michael eu ainda tinha algum tempo então pedi para me deixarem no <a href="https://foursquare.com/v/4b0588e7f964a520ddde22e3"target="_blank" rel="noopener">Azrieli Center Mall</a> que era perto do prédio da Klarna. Depois de algum tempo, resolvi ir até o encontro. O prédio da <a href="https://foursquare.com/v/5021ff86e4b04d1e26014d93"target="_blank" rel="noopener">Klarna</a> fica próximo à estação de trem e do Azrieli dava pra ir a pé sem nenhum problema.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/302/IMG_2680.jpg" alt="Azrieli"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/304/IMG_2693.jpg" alt="Azrieli"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/306/IMG_2694.jpg" alt="Azrieli"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/307/IMG_2701.jpg" alt="Azrieli"  loading="lazy" /></p>
<p>A Klarna é uma solução de pagamento para ecommerces, por exemplo, com uma solução onde o cliente recebe o produto antes de realizar o pagamento. O escritório de Tel Aviv é bem amplo, moderno e organizado, com uma área especial para eventos junto à uma cozinha e terraço. Caberia até 100 pessoas sentadas sem problemas.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/308/IMG_2706.jpg" alt="Klarna"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/309/IMG_2708.jpg" alt="Klarna"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/310/IMG_2715.jpg" alt="Klarna"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/311/IMG_2717.jpg" alt="Klarna"  loading="lazy" /></p>
<p>Acho que havia quase 80 pessoas presentes, e devo dizer que eu estava um pouco nervoso pois seria mais uma palestra que eu terminei durante a viagem e ainda não tinha conseguido testar o tempo, mas acho que consegui passar tudo que queria com clareza no tempo exato de uma hora, um recorde!</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/312/highres_170454502.jpeg" alt="Palestra"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/313/highres_170433452.jpeg" alt="Palestra"  loading="lazy" /></p>
<p>Tive a oportunidade de conhecer diversos rubistas, muitos ainda iniciantes durante o encontro e no final do evento fomos todos para um happy hour no pub Lee Bloom. Conversei bastante com <a href="http://about.me/daniel.szmulewicz"target="_blank" rel="noopener">Daniel Szmulewicz</a> que além de Rubista e programador experiente, também é filósofo por formação, e eu gosto pouco de filosofia (nah) então dá pra imaginar que a conversa foi bem longe.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/314/IMG_2726.JPG" alt="Lee Bloom"  loading="lazy" /></p>
<p>Enfim, foi um último dia muito proveitoso até o último minuto. Tive a oportunidade de conhecer mais empresas e entender bem mais sobre esse poderoso mercado Israelense. No dia seguinte infelizmente eu já tinha que retornar. Deixo apenas registrado que a volta por Ben Gurion não é mais fácil que a entrada, novamente com múltiplas etapas de revista - lembra da recomendação de chegar com 3 horas de antecedência? Bem, em Israel isso não é recomendação é obrigação, caso contrário você não embarca. Mesmo com tudo isso, volto ao Brasil com vontade de retornar a Israel o quanto antes. De todos os lugares que visitei nos últimos anos, nenhum lugar me deixou com mais vontade de retornar do que Israel, e para um cara desapegado como eu, isso é muita coisa.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/315/IMG_2744.jpg" alt="Vistoria no aeroporto"  loading="lazy" /></p>
<h2>Por que Israel é tão Avançado?<span class="hx:absolute hx:-mt-20" id="por-que-israel-é-tão-avançado"></span>
    <a href="#por-que-israel-%c3%a9-t%c3%a3o-avan%c3%a7ado" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"></a></h2><p>Quero aproveitar esse final para que todos vocês, leitores, pensem nisso: o que faz um país de menos de 8 milhões de pessoas, somente 60 anos de idade (ela declarou sua independência faz pouco tempo), cercada de inimigos em constante estado de guerra, sem recursos naturais, ser a <a href="http://techcrunch.com/2012/11/20/startup-genome-ranks-the-worlds-top-startup-ecosystems-silicon-valley-tel-aviv-l-a-lead-the-way/"target="_blank" rel="noopener">segunda do mundo em startups</a>, atrás apenas dos Estados Unidos? Ou seja, ela está à frente de países maiores, com mais recursos e pacíficos como Japão, India, Coréia, China e muitos outros europeus. Brasil então, está na rabeira da rabeira em comparação.</p>
<p>Por que Israel é tão mais avançada? Essa é a pergunta que os autores Dan Senor e Saul Singer se propuseram a responder no conhecido livro <a href="http://www.amazon.com/Start-up-Nation-Israels-Economic-Miracle/dp/0446541478"target="_blank" rel="noopener">Startup Nation</a>. Eles focam em dois pontos que argumentam ser os principais, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Conscription"target="_blank" rel="noopener">serviço militar mandatório</a> e a imigração. Eu já sabia que o serviço lá era obrigatório mas não tinha parado para pensar no que isso significava. Aqui no Brasil é obrigatório apenas para homens por 1 ano. Em Israel é obrigatório para homens por 3 anos e mulheres por 2 anos. Ou seja, todo mundo no país passou por uma formação no exército muito mais difícil do que em países como o Brasil.</p>
<p>Diferente do que muitos podem imaginar, o exército evoluiu muito da imagem que temos de anedotas e histórias. Os autores argumentam que o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Israel_Defense_Forces"target="_blank" rel="noopener">Israel Defense Force (IDF)</a> ajuda a criar bons empreendedores com reais capacidades e, por causa do tempo de serviço, também com muitos contatos. A IDF dá experiência a esses jovens para exercitar responsabilidade num ambiente onde a hierarquia não é tão rígida, onde criatividade e e inteligência são altamente valorizados. Soldados da IDF recebem poucas ordens vindas de cima para baixo e são incentivados a improvisar, mesmo que signifique quebrar algumas regras. Soldados de patentes mais baixas chamam seus superiores pelo primeiro nome, e se eles vêem seus superiores fazendo algo errado eles devem dizer isso. (Aliás, conceito que tento explicar há tempos e parece tão difícil de se fazer entender.)</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/316/IMG_2736.jpg" alt="Soldados"  loading="lazy" /></p>
<p>Olhando meus pares no mundo em geral e principalmente no Brasil, sinto que uma estrutura como o IDF proporciona está em grande falta. Hoje os garotos são muito molengas, choram por qualquer coisa, fazem birra, fazem cortina de fumaça reclamando para esconder a própria incompetência, não sabem receber críticas, tem medo de cara feia, tem medo de dizer o que estão pensando, são <strong>vergonhosamente covardes</strong> só falando mal pelas costas achando que ninguém está prestando atenção, enfim, uma grande decepção. Muitos reclamam por picuinha em trabalhos de 3 meses. Esses adolescentes israelenses passam 3 anos - 3 anos! - servindo no exército.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/317/IMG_2682.jpg" alt="Estudantes"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/318/IMG_2681.jpg" alt="Estudantes"  loading="lazy" /></p>
<p>Difícil dizer que esse é o fator fundamental, mas que certamente faz uma diferença de ordens de grandeza com certeza faz. Esses garotos de Israel, quando terminam seu serviço no IDF certamente saem muito mais próximos a se tornarem adultos de verdade. Os garotos daqui, por sua vez, estão chegando aos 30 anos com mentalidade de adolescente mimado, acostumado a receber tudo de mão beijada. É lamentável.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/319/IMG_2348.jpg" alt="Estudantes"  loading="lazy" /></p>
<p>Some a isso alguns outros fatores que já mencionei durante o artigo: todos falam inglês fluentemente. No Brasil não dá pra dizer que alguém fala inglês decentemente. Além disso, ao contrário do Brasil que tem um enorme mercado consumidor interno, Israel só tem 8 milhões de pessoas, é muito pouco, ou seja, toda startup lá precisa pensar desde o dia 1 em ser uma aplicação web ou mobile já internacionalizada e focada no mercado exterior.</p>
<p>Finalmente, outro fato: empresas grandes como IBM, Motorola, Intel abrem escritórios em países como Índia ou Brasil para terceirização de mão de obra barata. Na cidade de Haifa, que mencionei antes, eles abriram centros de R&amp;D, Pesquisa e Desenvolvimento, coisa que não vemos no Brasil. São só alguns fatores. Determinantes? Não sei, mas são muitos fatores derivados da necessidade de sobrevivência num ambiente hostil. Isso sempre evolui uma população muito mais do que abundância de recursos e muita paz.</p>
<p>Lembram que o jovem Ben Lang me disse que decidiu entrar no IDF voluntariamente? (Como estrangeiro, ele não era obrigado.) Acho que ele também leu Startup Nation. Antes mesmo de entrar pro IDF ele já demonstrou ser mais adulto com 18 anos do que muitos de 25 ou mais que eu conheço. Fiquei bastante impressionado ao ouvir isso. E imaginar que todas as pessoas à minha volta, nas empresas que visitei, no encontro de Ruby, eram todos com formação militar de 3 anos, eu não conseguia me conter mas ficar empolgado com as possibilidades e potencial que eles tem comparado às comunidades que eu estou acostumado.</p>
<p>Esses são pessoas de ação e não de dramas. Enquanto os meninos estão fazendo birra, eles estão construindo a segunda maior economia de startups do mundo. Louvável.</p>
]]></content:encoded><category>viagens</category><category>startups</category></item><item><title>Viagem à Europa (Parte 2) - Berlim, Alemanha</title><link>https://akitaonrails.github.io/2012/11/20/viagem-a-europa-parte-2-berlim-alemanha/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2012/11/20/viagem-a-europa-parte-2-berlim-alemanha/</guid><pubDate>Tue, 20 Nov 2012 19:21:00 -0200</pubDate><description>&lt;p&gt;No Domingo, dia 14 de Outubro me despedi de &lt;a href="http://akitaonrails.com/2012/11/20/viagem-a-europa-parte-1-amsterda-holanda"target="_blank" rel="noopener"&gt;Amsterdã&lt;/a&gt; e fui para Berlim. Devo dizer que meu maior engano nesta parte da viagem foi que eu deveria ter saído de Amsterdã logo no Sábado de manhã, logo depois da BubbleConf, para ter mais tempo em Berlim. Eu aterrissei no Domingo a noite e já iria embora na Terça de manhã, tendo somente a Segunda-feira para fazer tudo. Foi de longe o dia mais denso de toda a viagem.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p>No Domingo, dia 14 de Outubro me despedi de <a href="http://akitaonrails.com/2012/11/20/viagem-a-europa-parte-1-amsterda-holanda"target="_blank" rel="noopener">Amsterdã</a> e fui para Berlim. Devo dizer que meu maior engano nesta parte da viagem foi que eu deveria ter saído de Amsterdã logo no Sábado de manhã, logo depois da BubbleConf, para ter mais tempo em Berlim. Eu aterrissei no Domingo a noite e já iria embora na Terça de manhã, tendo somente a Segunda-feira para fazer tudo. Foi de longe o dia mais denso de toda a viagem.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/223/IMG_2289.jpg" alt="Centro comercial em Berlim"  loading="lazy" /></p>
<p>Aterrissei num dos maiores e mais importantes aeroportos da Europa, o Tegel. Ele tem um formato hexagonal curioso, estava cheio quando cheguei à noite. Diferente do Schiphol onde todos foram muito simpáticos e prestativos, devo dizer que fiquei extremamente decepcionado com a recepção na Alemanha. A primeira coisa que tentei fazer foi comprar um SIM Card para conseguir Internet via 4G ou 3G. Perguntando descobri que poderia comprar um numa casa de câmbio. O velhinho que me atendeu não falava quase nada de inglês ou não estava com vontade nenhuma de tentar. Aposto na segunda opção.</p>
<p>Ele me vendeu um SIM Card pré-pago da porcaria da Blauworld (nunca comprem Blauworld). O manual estava todo em alemão, perguntei o que eu tinha que fazer mas ele não estava nem um pouco com vontade de ajudar. Acabei comprando por uns €10. Como ele não queria me ajudar fui até o balcão de informações para pedir ajuda. A resposta da atendente? <em><strong>&ldquo;Por que eu tenho que ajudar você a ler?&rdquo;</strong></em> Com essa resposta desisti de tentar ajuda. Desisti de tentar ativar o SIM Card também pois ligando nos números da Blauworld a URA só falava em alemão.</p>
<p>Saí do aeroporto para descobrir como chegar ao hotel. O funcionário dos ônibus foi outro que não foi de muita ajuda. Ele me indicou o ônibus que passaria na região de Alt-Moabit, onde fica meu hotel. Perguntei quando deveria descer e a única coisa que ele disse foi: <strong>&ldquo;Pergunte ao motorista.&rdquo;</strong></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/182/IMG_2221.jpg" alt="Canais"  loading="lazy" /></p>
<p>Fácil dizer, mas o ônibus estava lotado de gente com malas, estando no meio do ônibus não era exatamente simples chegar até o motorista. Depois de alguns pontos vi um passageiro com internet no smartphone e pedi ajuda pra ele me mostrar o Google Maps. Vi que estava mais ou menos próximo mas não sabia se o ônibus ia fazer a entrada pra onde eu precisava ir, resolvi pular do ônibus antes e terminar de táxi mesmo. Culpa minha por não falar alemão, claro, mas foi irritante.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/181/IMG_2220.jpg" alt="Mais canais"  loading="lazy" /></p>
<p>Fiquei hospedado no hotel <a href="http://www.goldentulip.com/EN/hotels/Germany/BERLIN/GT-park-consul-hotel-hotel-booking-room.aspx"target="_blank" rel="noopener">Golden Tulip Park Consul</a> um hotel bem pequeno, com uma recepção no primeiro andar onde você precisa subir de escadas com sua mala. Inconveniente. Pelo menos o quarto era razoável, com vista para o parque na frente. A internet no quarto obviamente não era grande coisa mas tentei o máximo que pude ativar meu SIM Card e carregá-lo. O site da Blauworld é super mal feito, muda de inglês pra alemão, as mensagens de erro não fazem sentido. Finalmente desisti, joguei o SIM Card fora e deixei pra me virar pela manhã.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/179/IMG_2214.jpg" alt="Hotel"  loading="lazy" /></p>
<p>Felizmente atravessando a praça na frente do hotel havia uma área comercial e encontrei uma loja da <a href="https://foursquare.com/v/4f06d503e4b0596c8cebe71a"target="_blank" rel="noopener">Vodafone</a>. Agora sim, de volta com acesso à Internet pude começar a me movimentar pela cidade. Eu estava em Alt-Moabit, uma região à oeste do centro da cidade, que seria mais pra direção de Mitte, na divisa do que era a antiga Berlim Ocidental e Oriental.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/180/IMG_2217.jpg" alt="Vodafone"  loading="lazy" /></p>
<p>Berlim é uma cidade mais no meu estilo: grande, com uma área de quase 900 km2 e mais de 3,5 milhões de pessoas. Definitivamente não é uma área que você pode cobrir a pé num único dia como nas outras viagens que fiz recentemente. Não me admira que a receptividade não seja grande coisa, é como provavelmente em qualquer grande cidade, incluindo a minha.</p>
<p>Alt-Moabit até Mitte não é longe, coisa de uns 2km se estiver com disposição para ir a pé. Mas eu não tinha tempo a perder, por isso foi bom saber que poderia contar com um dos melhores <a href="http://ocachambinaoeaqui.wordpress.com/2011/02/14/berlim-a-cidade-do-transporte-publico-eficiente/"target="_blank" rel="noopener">sistemas de transporte público</a> à minha disposição. E isso não é uma hipérbole, o sistema de metrô, trens, bondes é todo interconectado. De cara as palavras que você deve procurar são U-Bahn (o metrô subterrâneo) e o S-Bahn (os trems de superfície). Com essas duas redes você pode ir a qualquer lugar. Berlim é dividida em três zonas, chamadas de A, B e C, comprando um bilhete para o dia todo na zona AB era o que eu precisava.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/193/IMG_2253.jpg" alt="S-Bahn"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/208/IMG_2308.jpg" alt="U-Bahn"  loading="lazy" /></p>
<p>Outra coisa impressionante: não há catracas nas estações, você compra o bilhete numa máquina automática, valida o ticket em outra máquina (prestem atenção, de primeira eu não percebi que elas estavam lá), entra no trem e vai para onde quiser. Somente em um país realmente civilizado isso é possível. Ninguém pensa em <strong>&ldquo;vou aproveitar para andar por aí de graça&rdquo;</strong>, mesmo porque parece que existem fiscais que podem parar você a qualquer momento, por isso seja civilizado, pra variar.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/194/IMG_2252.jpg" alt="Venda de Ticket e Validador de Ticket"  loading="lazy" /></p>
<p>Poderia passar vários artigos tecendo adjetivos para o sistema de transporte público europeu mas veja <a href="http://ocachambinaoeaqui.wordpress.com/2011/02/14/berlim-a-cidade-do-transporte-publico-eficiente/"target="_blank" rel="noopener">este outro artigo</a> que faz esse trabalho melhor do que eu. Na prática, confie nas rotas do Google Maps. De qualquer forma, só tome cuidado porque nas linhas da S-Bahn você precisa prestar atenção ao número dos trens na mesma linha, alguns tomam caminhos diferentes do que você quer. No Google Maps ele indica o número da linha que você precisa pegar. Minha primeira parada foi na estação <a href="https://foursquare.com/v/4af53e5df964a520a4f821e3"target="_blank" rel="noopener">Warschauer Straße</a>. A partir dali poderia caminhar alguns quarteirões para um dos trechos dos restos do famoso <a href="http://www.visitberlin.de/en/feature/wall-trail"target="_blank" rel="noopener">Muro de Berlim</a>. Imaginei que estando em Berlim, pelo menos esse ponto turístico eu deveria tentar visitar.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/183/IMG_2225.jpg" alt="Warschauer Straße"  loading="lazy" /></p>
<p>Não preciso descrever a importância histórica da Queda do Muro. Como primeiro checkpoint fiquei contente de ter conseguido chegar sem nenhum problema. Grande diferença andar por uma cidade desconhecida com a ajuda da Web. Disse e repito: a primeira coisa que você precisa fazer quando chegar numa nova cidade é arranjar um SIM Card com Internet, depois disso fica tudo trivial.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/184/IMG_2226.jpg" alt="Muro"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/185/IMG_2229.jpg" alt="Muro"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/187/IMG_2236.jpg" alt="Muro"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/188/IMG_2237.jpg" alt="Muro"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/190/IMG_2242.jpg" alt="Muro"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/191/IMG_2247.JPG" alt="Muro"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/192/IMG_2249.JPG" alt="Muro"  loading="lazy" /></p>
<p>Logo em seguida eu havia conseguido contato com um pessoal do Groupon. Não lembro exatamente qual caminho fiz, mas lembro de ter caminhado pelo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lustgarten"target="_blank" rel="noopener">Lustgarten</a>, outra excelente região para visitar com mais calma da próxima vez.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/195/IMG_2262.jpg" alt=""  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/196/IMG_2269.jpg" alt="Lustgarten"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/197/IMG_2273.jpg" alt=""  loading="lazy" /></p>
<p>O <a href="https://foursquare.com/v/4ff1442cd86ceeedc56b6aa5"target="_blank" rel="noopener">Groupon</a> fica na Oberwallstraße 6 onde fui recebido por Jonas Fleer, Alexandre Campelo, Jens Günther, Tino Montalbano e Dietrich. Peguei eles no meio do almoço mas foram bastante simpáticos em me receber. O prédio que visitei é novo, mudaram para lá fazia poucos meses. O Groupon em Berlim é um enorme complexo que deve ter perto de 800 funcionários e mais de 100 desenvolvedores. Pelo que me explicaram o Groupon da Europa é a plataforma em Java que suporta a maior partes dos Groupons do mundo. O Groupon de Chicago é o único diferente, inclusive usando Ruby como plataforma em vez de Java.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/198/IMG_2274.jpg" alt="Groupon"  loading="lazy" /></p>
<p>Minha primeira conversa se não me engano foi com Tino e Dietrich. A conversa com eles foi interessante, o Tino é de RH e estava interessado em discutir comigo maneiras de mudar a imagem do Groupon. O que eu não sabia é que na Europa o Groupon não parece ser bem reconhecido entre desenvolvedores, sendo mais reconhecido como uma empresa de vendas - o que de fato ela é. Por isso eles tem tido dificuldades em encontrar e contratar bons programadores, mesmo na Alemanha. Eles querem mudar isso participando e organizando mais tech talks internos, eventos. Gastei bastante tempo com eles explicando as características dos diferentes tipos de eventos de tecnologias que existem, o que eu achava ser o melhor caminho e muito mais. Foi pelo menos uma hora de conversas para lher dar mais fundação nessa tarefa árdua de se integrar à comunidade de desenvolvimento.</p>
<p>O curioso é que eu lhes disse que ano passado eu havia já convidado o programador <a href="http://www.eventials.com/rubyconfbr/recorded/M2UzZTJkMzY2MzdiNTg2NTUxNWM1MzI3NWY1YjRhMzYjIzM5MQ_3D_3D"target="_blank" rel="noopener">Ivan Moscoso</a> do Groupon de Chicago para palestrar no Rubyconf Brasil 2011, ou seja, eles já tinham gente em casa com experiência em palestras que poderia servir de exemplo aos demais desenvolvedores. Mais coincidência ainda foi que depois da nossa conversa eles me levaram para um tour pelo prédio e num dos andares cruzamos com ninguém menos do que o próprio Ivan, que tinha acabado de chegar de Chicago. Foi engraçado eu apresentar um funcionário do Groupon para outro funcionário do Groupon, mas é assim que serendípede funciona.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/199/IMG_2279.JPG" alt="Groupon"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/200/IMG_2280.jpg" alt="Groupon"  loading="lazy" /></p>
<p>Depois a visita continuou com o Jens Günther, se não me engano, que me mostrou mais das equipes de desenvolvimento. Em sua equipe trabalha também um brasileiro, o Alexandre Campelo, que se mudou do Groupon do Rio para Berlim recentemente.</p>
<p>Outro fato curioso foi que ele me contou como eles são divididos em equipes &ldquo;departamentais&rdquo; (equipes especialistas) e que a direção da empresa determinou que queriam mudar sua estrutura para &ldquo;feature teams&rdquo;, um tema que eu <a href="http://akitaonrails.com/2008/10/07/off-topic-o-manifesto-gil-ou-como-se-tornar-o-google#.UKvV9aX6Qco"target="_blank" rel="noopener">pesquiso e experimento faz anos</a>, inclusive tentei implementar na Locaweb entre 2008 e 2009, numa organização de tamanho semelhante em termos de desenvolvedores, e que implemento na minha empresa hoje. Contei a ele sobre os pontos positivos mas principalmente sobre os problemas que eu já sei que ele vai enfrentar. Espero ter ajudado. De qualquer forma, mais serendípede.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/201/IMG_2285.jpg" alt="Groupon"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/202/IMG_2287.jpg" alt="Groupon"  loading="lazy" /></p>
<p>A visita pelo Groupon foi interessante, não é uma estrutura muito diferente do que estou acostumado em qualquer grande corporação. Não estou muito por dentro das últimas notícias, mas parece que o Groupon também <a href="http://techcrunch.com/2012/08/13/andrewmason-groupon-europe/"target="_blank" rel="noopener">não anda muito bem das pernas</a>, mas isso não é visível para quem está só olhando de passagem.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/203/IMG_2294.jpg" alt=""  loading="lazy" /></p>
<p>Além do Groupon eu já estava em contato com o camarada <a href="https://twitter.com/pellegrino"target="_blank" rel="noopener">Vitor Pellegrino</a> que trabalhou por algum tempo na <a href="http://www.codeminer42.com"target="_blank" rel="noopener">minha empresa</a> antes de se mudar para morar em Berlim. Ele me apresentou a outro brasileiro, o <a href="https://github.com/caiofilipini"target="_blank" rel="noopener">Caio Filipini</a>, que se mudou também não faz muito tempo. Ele trabalha na <a href="https://foursquare.com/v/4af808aff964a520c40a22e3"target="_blank" rel="noopener">SponsorPay</a> e me convidou para visitar seu escritório.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/205/IMG_2300.jpg" alt="Caio"  loading="lazy" /></p>
<p>O espaço onde eles trabalham parece um tipo de co-working, mas é num complexo de pequenos prédios bem peculiar, bem &ldquo;europeu&rdquo;, vamos dizer. Parece que ocupam a maior parte desse espaço e devem ter pouco mais de 100 funcionários nesse estágio, sendo uns 20 deles desenvolvedores. Não é uma equipe muito grande e isso é uma vantagem para eles continuarem a acelerar no seu produto. Eu particularmente nunca tinha ouvido falar neles, mas a <a href="http://www.sponsorpay.com"target="_blank" rel="noopener">SponsorPay</a> é uma grande plataforma de advertising e marketing direcionado através de moeda virtual em games sociais, redes sociais e mundos virtuais, MMOs. Pense que você, enquanto consumidor, pode ser &ldquo;pago&rdquo; em moeda virtual por consumir propaganda de alguma campanha para gastar depois num Farmville. Se entendi bem é algo assim.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/204/IMG_2296.jpg" alt="co-working"  loading="lazy" /></p>
<p>O Caio me apresentou ao seu chefe, <a href="https://github.com/juanjo"target="_blank" rel="noopener">Juan Vidal</a>, Diretor de Engenharia. Ele é um programador ativo também e dentre outras coisas criou o site <a href="http://hascore.com"target="_blank" rel="noopener">Hascore</a>, um site de empregos que dentre outras características é um dos diretórios mais completos de todas as startups ativas em Berlim (330 cadastradas atualmente). Ele me deu dezenas de insights sobre o mercado de startup, foi a primeira conversa onde pude sentir que aprendi alguma coisa mais realista sobre esse romantizado mundo de startups. Ele inspira muita confiança e experiência no que diz e faz, se tiver a oportunidade de conhecê-lo garanto que terá uma ótima conversa.</p>
<p>Confirmando algumas coisas que eu já imaginava, por mais que existam mais de 300 startups em Berlim, 90% deles não deve durar muito tempo. É a famosa curva de Paretto que eu tanto gosto de descrever. As maiores de Berlim são o Groupon, SoundCloud, SponsorPay e mais algumas poucas, o resto não tem tanto destaque. Outra coisa: as leis trabalhistas européias são realmente tão ruins quanto ou piores do que as brasileiras. Um exemplo: quanto mais tempo de casa você tem como funcionário, mais difícil é para ser demitir (o que obviamente leva à acomodação; proteção por tempo e não por mérito nunca funciona). Diferente dos Estados Unidos onde você pode demitir e no mesmo dia o funcionário já vai pra rua (como deve ser).</p>
<p>Outra coisa é dificuldade de encontrar bons profissionais em qualquer lugar. É um problema que existe no mundo todo como eu apresento há anos: não existe escassez de boas vagas para bons profissionais, o problema é que 90% do mercado é péssimo. O SponsorPay é um grande exemplo dessa dificuldade porque dentre seus cerca de 20 programadores, eles divididos em pelo menos uns 10 países. Eles buscam bons profissionais onde estiverem para se mudar para Berlim. É tão notório que cada programador tem uma bandeira do seu país de origem em sua mesa. A preferência parece ser que o desenvolvedor se mude para trabalhar junto com os outros no escritório, um sinal que deve ter a ver com a recomendação do Juan no livro <a href="http://www.amazon.com/Inmates-Are-Running-Asylum-Products/dp/0672326140"target="_blank" rel="noopener">The Inmates Are Running the Asylum</a>, oposto à romantizada e nem sempre tão prática conversa sobre trabalhar remoto de casa.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/206/IMG_2302.jpg" alt="Mesa do Caio"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/207/IMG_2304.jpg" alt="Mais bandeiras"  loading="lazy" /></p>
<p>Já estava ficando tarde então infelizmente não pude conversar tanto quanto gostaria com todos eles. A partir dali eu peguei o U-Bahn até Moritzplatz em Kreuzberg, em direção a Prinzessinnenstrasse 21. Esse é o endereço de um co-working bem famoso na região, a <a href="https://foursquare.com/v/4fa117fbe4b0de2b9b894093"target="_blank" rel="noopener">Betahaus</a> onde fica a equipe do <a href="https://travis-ci.org"target="_blank" rel="noopener">Travis-CI</a>. Além da Betahaus, próximo dali existe o co-working <a href="co-up.de">Co-Up</a> onde fica o pessoal da <a href="http://www.couchbase.com/"target="_blank" rel="noopener">CouchBase</a>. O <a href="http://jan.prima.de/"target="_blank" rel="noopener">Jan Lehnardt</a> me mandou tweet sobre o local mas infelizmente ele não estava lá nesse dia. A Betahaus e a Co-Up parece que são conhecidas por concentrarem muitas startups que usam Ruby, então são bons locais para visitar quando estiver em Berlim.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/209/IMG_2309.jpg" alt="Betahaus"  loading="lazy" /></p>
<p>Quando estava saindo de Amsterdam o <a href="http://www.eventials.com/rubyconfbr2012/recorded/M2UzZTJkMzY2MzdiNTg2NTUxNWM1MzI3NWY1YjRhMzYjIzEyOTc_3D"target="_blank" rel="noopener">Josh Kalderimis</a> estava chegando lá, então nos desencontramos, mas ele sugeriu que eu visitasse o resto da equipe em Berlim e lá fui.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/210/IMG_2311.jpg" alt="Porta do Elevador"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/212/IMG_2313.jpg" alt="Porta do Elevador"  loading="lazy" /></p>
<p>Quem participou da Rubyconf Brasil 2011 também conheceu outro integrante dessa equipe, o <a href="http://www.eventials.com/rubyconfbr/recorded/M2UzZTJkMzY2MzdiNTg2NTUxNWM1MzI3NWY1YjRhMzYjIzQwNA_3D_3D"target="_blank" rel="noopener">Konstantin Haase</a>, committer do Rack e do Sinatra. E se você já usou o suporte à internacionalização do Rails também deve conhecer <a href="http://svenfuchs.com"target="_blank" rel="noopener">Sven Fuchs</a> que conheci quando contribuí para as traduções em português na época. Os três formam a equipe por trás do software as a service e do projeto open source conhecido como Travis, um sistema de integração contínua que vem crescendo rápido, principalmente pela rápida adoção da comunidade Ruby.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/211/IMG_2312.jpg" alt="Sven e Konstantin"  loading="lazy" /></p>
<p>É sempre bom rever bons amigos, especialmente os que conhecíamos apenas pela Internet e finalmente tive a oportunidade de conhecer pessoalmente. Eles tem um pequeno escritório na Betahaus e operam da forma mais enxuta possível, cada um faz um pouco de tudo, do técnico ao administrativo.</p>
<p>Aproveitei para aprender um pouco mais de história e confirmar outro fato que outros já haviam me explicado. Uma das razões para Berlim ter se tornado um dos pólos de startups da Europa é o preço mais acessível dos imóveis, especialmente na área Oriental, como lá em Kreuzberg. Nos anos 90, quando o muro caiu, a população da região ex-socialista do Oriente migrou para o lado Ocidental. O governo criou diversos incentivos para repopular e reconstruir o lado Oriental. Outro detalhe das leis trabalhistas é que quem paga o salário dos sindicalizados são os sindicatos, e do lado Oriental eles recebem cerca de 75% do que se recebe do lado Ocidental, para atrair indústrias para o lado Oriental, dentre outros incentivos. O baixo preço dos imóveis também atraiu uma nova classe de jovens artistas e empreendedores, especialmente para regiões como Mitte, o que tornou essa região mais &ldquo;hipster&rdquo; e, claro, mais atraente para as novas startups.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/189/IMG_2239.jpg" alt="Mapa do Muro"  loading="lazy" /></p>
<p>Em Berlim você recebe razoavelmente bem comparado ao resto da Europa - talvez não tanto comparado à Inglaterra -, mas por outro lado o custo de vida e conforto é muito melhor que em Londres. Portanto as startups ou estão concentradas em Berlim por essas razões de custo-benefício, ou vão para Londres porque, bem, porque Londres é Londres.</p>
<p>Outro fato interessante foi saber que semanalmente o pessoal do Travis-CI empresta o espaço do seu escritório para um grupo de estudos do <a href="http://railsgirlsberlin.de"target="_blank" rel="noopener">RailsGirls de Berlim</a>. Foi um fato interessante porque eu acho que é assim que os RailsGirls deveriam evoluir. Um evento de 2 dias é muito bom para as garotas se conhecerem, conhecer o ecossistema, mas a partir daí elas poderiam se reunir para continuar os estudos e continuar aprendendo cada vez mais. Espero que esse grupo sirva de exemplo a outras RailsGirls pelo mundo. Uma dica que elas deram para outras garotas: levem comida nos encontros semanais!</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/213/IMG_2315.jpg" alt="RailsGirls"  loading="lazy" /></p>
<p>Finalmente, já estava de noite quando me dirigi para a <a href="https://foursquare.com/v/502cf5d7e4b0eed9c25f8f51"target="_blank" rel="noopener">SoundCloud</a> me encontrar com o Vitor Pellegrino e seu chefe, o também brasileiro e ex-Thoughtworks Austrália, <a href="http://soundcloud.com/pcalcado"target="_blank" rel="noopener">Philip Calçado</a>. Foi só pegar o U-Bahn de novo no sentido oposto e descer na Bernauer Straße, agora em Mitte. A SoundCloud fica na Brunnenstraße 141A, um prédio para onde eles mudaram recentemente. Na verdade eles tem outros prédios mas este (o Moonbase) é onde fica o pessoal de desenvolvimento. Pelo que me contaram estão construindo um novo logo atrás para onde vão se mudar em breve.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/214/IMG_2319.jpg" alt="Novo prédio da SoundCloud"  loading="lazy" /></p>
<p>Cheguei a noite porque estava tendo algum tipo de evento e eu ia pegar carona no happy hour deles. O prédio em si na verdade era um prédio residencial convertido em escritórios, então é como estar andando dentro de apartamentos e encontrar uma mesa grande com computadores no meio da sala. Na cobertura eles tem uma área aberta onde estavam os comes e bebes. A empresa está com mais de 150 funcionários se entendi bem, e eles também tem uma equipe bem diversificada com pessoas da Espanha, Itália, Israel, Brasil e muitos outros lugares.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/215/IMG_2321.jpg" alt="Prédio Moonbase"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/216/IMG_2323.jpg" alt="Pessoal da SoundCloud"  loading="lazy" /></p>
<p>O Philip agora é o &ldquo;the Boss&rdquo; de engenharia e comanda o desenvolvimento dessa rede social de música. Os planos parecem ser de torná-la algo como um iTunes. O Vitor se mudou bem recentemente, questão de poucas semanas e com a mudança para esse novo prédio ele agora mora a poucas quadras a pé do trabalho. Como disse antes, a comodidade de ter prédios comerciais acessíveis perto de casa ou perto de trem e metrô é definitivamente o melhor atrativo dessa cidade para empresas em geral.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/217/IMG_2329.jpg" alt="Vitor e Philip"  loading="lazy" /></p>
<p>Sendo meu último compromisso do dia, já que havia anoitecido, pude relaxar um pouco mais e conversar com o pessoal. Em particular gostei muito de trocar idéias pela primeira vez com o Philip. Sua reputação o precede, seu nome não é desconhecido no mundo Java do Brasil, especialmente para quem participa do Guj da Caelum (aliás, o Caio Filipini é um ex-Caelum, outra excelente referência). Nós só nos encontramos pessoalmente uma única vez quando eu organizei a Rails Summit, não lembro se foi na edição de 2008 ou 2009, mas foi muito rapidamente. E só agora, 4 anos depois, tive a oportunidade de conversar com ele. Foi interessante ouvir suas opiniões como ex-insider da Thoughtworks, acho que aprendi algumas lições com ele.</p>
<p>No final eles me levaram a uma barzinho chamado <a href="https://foursquare.com/v/4b2b4426f964a52077b524e3"target="_blank" rel="noopener">Mein Haus</a> onde pudemos relaxar e conversar mais um pouco.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/218/IMG_2332.jpg" alt="Mein Haus"  loading="lazy" /></p>
<p>Como disse no início, este foi um dia bem corrido. Mesmo pulando o tempo de almoço, não deu para fazer muito mais do que isso num único dia, mas pelo que consegui, pelas pessoas que conheci, pelas conversas que tive e o que pude absorver, acho que foi mais proveitoso do que estava esperando.</p>
<p>No dia seguinte, saindo do hotel peguei o U-Bahn a um quarteirão do hotel e depois conectei com a S-Bahn até a estação de <a href="https://foursquare.com/v/4af212c8f964a520b3e521e3"target="_blank" rel="noopener">Ostkreuz</a> onde eu pegaria o trem para o aeroporto, desta vez em <a href="https://foursquare.com/v/4e37dcb518a8470916ce917f"target="_blank" rel="noopener">Schönefeld</a>. Eu saí com mais de 3 horas de antecedência do hotel, sabia que levaria pelo menos 1 hora e meia para chegar até o aeroporto, imaginei que teria tempo de sobra.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/219/IMG_2335.jpg" alt="S-Bahn"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/220/IMG_2336.jpg" alt="Schönefeld"  loading="lazy" /></p>
<p>Porém o último capítulo desta história, em Israel, começa antes mesmo de eu conseguir fazer o check-in na El Al Israel Airlines, e isso fica para o último capítulo dessa série.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/222/IMG_2338.JPG" alt="Vistoria de Israel"  loading="lazy" /></p>
]]></content:encoded><category>viagens</category><category>startups</category><category>carreira</category></item><item><title>Viagem à Europa (Parte 1) - Amsterdã, Holanda</title><link>https://akitaonrails.github.io/2012/11/20/viagem-a-europa-parte-1-amsterda-holanda/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2012/11/20/viagem-a-europa-parte-1-amsterda-holanda/</guid><pubDate>Tue, 20 Nov 2012 14:22:00 -0200</pubDate><description>&lt;p&gt;Este foi um ano atípico em relação a viagens. Por causa da correria na &lt;a href="http://www.codeminer42.com"target="_blank" rel="noopener"&gt;empresa&lt;/a&gt; só consegui relatar sobre a viagem a &lt;a href="http://akitaonrails.com/2012/11/05/viagem-a-sao-francisco-parte-1-techcrunch-disrupt"target="_blank" rel="noopener"&gt;São&lt;/a&gt; &lt;a href="http://akitaonrails.com/2012/11/05/viagem-a-sao-francisco-parte-2-visitando-empresas"target="_blank" rel="noopener"&gt;Francisco&lt;/a&gt; &lt;a href="http://akitaonrails.com/2012/11/06/viagem-a-sao-francisco-parte-3-pessoas-e-turismo"target="_blank" rel="noopener"&gt;agora&lt;/a&gt;. E desta vez é hora de relatar sobre minha travessia pela Europa. Esta viagem foi particularmente interessante pois eu nunca estive na Europa, além de conexões de vôos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/113/IMG_1814.jpg" alt="Aeroporto de Schiphol" loading="lazy" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O resumo é muito simples, o ponto de partida foi um convite dos meus amigos Ninh Bui e Hongli Lai, da &lt;a href="http://blog.phusion.nl"target="_blank" rel="noopener"&gt;Phusion&lt;/a&gt;, para participar da conferência &lt;a href="http://www.bubbleconf.com"target="_blank" rel="noopener"&gt;BubbleConf&lt;/a&gt;, que eles estavam organizando em Amsterdã, Holanda. Seria um evento voltado a uma platéia criativa, empreendedora e técnica ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo meu amigo &lt;a href="https://twitter.com/oferbaharav"target="_blank" rel="noopener"&gt;Ofer Baharav&lt;/a&gt;, CEO da startup &lt;a href="http://videovivoapp.com"target="_blank" rel="noopener"&gt;VideoVivo&lt;/a&gt; recomendou que eu visitasse Tel Aviv, em Israel, pois segundo ele é um dos mercados mais vibrantes de startups fora dos Estados Unidos. Finalmente, durante o ano ouvi mais de uma vez que deveria também conhecer Berlim, na Alemanha, que parecia ser o pólo mais importante de startups da Europa Ocidental. Foi assim que defini meu circuito de visitas.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p>Este foi um ano atípico em relação a viagens. Por causa da correria na <a href="http://www.codeminer42.com"target="_blank" rel="noopener">empresa</a> só consegui relatar sobre a viagem a <a href="http://akitaonrails.com/2012/11/05/viagem-a-sao-francisco-parte-1-techcrunch-disrupt"target="_blank" rel="noopener">São</a> <a href="http://akitaonrails.com/2012/11/05/viagem-a-sao-francisco-parte-2-visitando-empresas"target="_blank" rel="noopener">Francisco</a> <a href="http://akitaonrails.com/2012/11/06/viagem-a-sao-francisco-parte-3-pessoas-e-turismo"target="_blank" rel="noopener">agora</a>. E desta vez é hora de relatar sobre minha travessia pela Europa. Esta viagem foi particularmente interessante pois eu nunca estive na Europa, além de conexões de vôos.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/113/IMG_1814.jpg" alt="Aeroporto de Schiphol"  loading="lazy" /></p>
<p>O resumo é muito simples, o ponto de partida foi um convite dos meus amigos Ninh Bui e Hongli Lai, da <a href="http://blog.phusion.nl"target="_blank" rel="noopener">Phusion</a>, para participar da conferência <a href="http://www.bubbleconf.com"target="_blank" rel="noopener">BubbleConf</a>, que eles estavam organizando em Amsterdã, Holanda. Seria um evento voltado a uma platéia criativa, empreendedora e técnica ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo meu amigo <a href="https://twitter.com/oferbaharav"target="_blank" rel="noopener">Ofer Baharav</a>, CEO da startup <a href="http://videovivoapp.com"target="_blank" rel="noopener">VideoVivo</a> recomendou que eu visitasse Tel Aviv, em Israel, pois segundo ele é um dos mercados mais vibrantes de startups fora dos Estados Unidos. Finalmente, durante o ano ouvi mais de uma vez que deveria também conhecer Berlim, na Alemanha, que parecia ser o pólo mais importante de startups da Europa Ocidental. Foi assim que defini meu circuito de visitas.</p>
<p>A viagem se iniciou 2 semanas depois que retornei de São Francisco, então já dá para imaginar a correria. A viagem iria durar dos dias 9 de outubro a 19 de outubro, 10 dias apertados para visitar 3 países diferentes de uma só vez.</p>
<p>O maior desafio de todos? Infelizmente eu não sei falar holandês, nem alemão, nem hebreu. Felizmente com inglês é possível se virar razoavelmente bem, mas muito se perde em não saber fluentemente a língua local. Felizmente, tirando Berlim, tanto Amsterdã quanto Tel Aviv foram bastante confortáveis para se comunicar somente em inglês. Em Amsterdã eu ficaria do dia 9 ao dia 13 de Outubro.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/115/IMG_1813.jpg" alt="I Am-sterdam"  loading="lazy" /></p>
<p>Ao chegar no aeroporto de Schipol você sente que o lugar está tentando te recepcionar bem. A cidade tem programas como o <a href="http://www.iamsterdam.com"target="_blank" rel="noopener">I am-sterdam</a> que deve ser sua primeira parada se não sabe para onde ir. De lá já descobri que existe um serviço de shuttles (micro-ônibus) que te leva diretamente até seu hotel. Mais cômodo que isso impossível.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/114/IMG_1817.jpg" alt="Hotel Shuttle"  loading="lazy" /></p>
<p>O hotel que fiquei, o <a href="http://www.hotelarena.nl/nl/"target="_blank" rel="noopener">Arena</a> é muito charmoso, confortável e convidativo. Ela fica na &rsquo;s-Gravesandestraat 51 (e a primeira coisa que aprendi é que &ldquo;straat&rdquo; é &ldquo;rua&rdquo;) na região Leste em Oosterparkbuurt.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/116/IMG_1820.jpg" alt="Hotel Arena"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/117/IMG_1819.jpg" alt="Hotel Arena"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/118/IMG_1818.jpg" alt="Hotel Arena"  loading="lazy" /></p>
<p>Aliás, parecido com São Francisco a cidade é minúscula. Ela tem área útil de 166 km2 e uma população de pouco mais de 1,300 milhão de habitantes, pouco maior que São Francisco. Mas são cidades completamente diferentes. Amsterdã tem aquele ar &ldquo;europeu&rdquo; que vemos em filmes, casas com paredes de tijolos, prédios pequenos, estreitos e baixos. A cidade é bastante organizada, ela tem o curioso formato de um semi-círculo com diversos canais formando seus raios. No centro desse semi-círculo fica o centro.</p>
<p><a href="http://wikitravel.org/upload/shared/f/f6/Amsterdam-map.png"target="_blank" rel="noopener"><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/112/Amsterdam-map.png" alt="Mapa de Amsterdã"  loading="lazy" /></a></p>
<p>A parte mais importante da cidade é circundada mais ou menos pela Mauritskade (perto de onde eu estava), seguindo a oeste ela se torna Stadhouderskade, depois Nassaukade. Você normalmente vai estar dentro desse semi-círculo. Nessa região, se tiver a disposição, dá para ir de ponta a ponta a pé em menos de 2 horas. Estamos falando de um diâmetro que deve ter menos de 10 km, pouca coisa mesmo.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/119/IMG_1821.jpg" alt="Canais"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/120/IMG_1822.jpg" alt="Canais"  loading="lazy" /></p>
<p>No meu caso, era muito simples andar o equivalente a uns 3 quarteirões atravessando o canal de Mauritskade até Saphartistraat, uma paralela interna ao circuito que falei acima, para pegar o bonde (tram) urbano até Leidseplein que é o início da área comercial da cidade. Novamente, não é uma cidade de grandes Shopping Centers como estamos acostumados, mas lojas de ruas em ruas apertadas. Se você é paulista, imagine uma 25 de Março - muito mais limpa e organizada, claro.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/121/IMG_1826.jpg" alt="Leidseplein"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/122/IMG_1828.jpg" alt="Leidseplein"  loading="lazy" /></p>
<p>É onde você vai encontrar a Apple Store (sim, geek), uma das mais bonitas da Europa. De Leidseplein, novamente tendo o semi-círculo em mente, uma das radiais que vai em direção ao centro é a Leidsestraat. Seguindo por ela e atravessando 5 canais uma hora você chega na Rokin, uma das ruas principais do centro.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/123/IMG_1834.jpg" alt="Apple Store"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/124/IMG_1838.jpg" alt="Apple Store"  loading="lazy" /></p>
<p>Seguindo pela Rokin até o fim chegamos na Dam Square, uma praça histórica famosa que liga a Rokin com a Damrak. Seguindo pela Damrak até o fim vamos cair na Estação Central. Agora, se cairmos para a direita, direção leste, já estamos na região conhecida como Red Light District. Sim, aquela famosa.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/125/IMG_1845.jpg" alt="Red Light District"  loading="lazy" /></p>
<p>Um pouco mais para à direita e estamos na região de Nieuwmarkt de onde eu podia pegar o metrô em direção Sul, passando pela estação de Waterlooplein e descendo em Weesperplein, de volta à Sarphatistraat, que é perto do hotel.</p>
<p>Como podemos ver, é uma região bem pequena para se explorar. Em particular gostei bastante da facilidade de pegar os bondes da GVB, são bondes de superfície, que andam no meio das ruas principais. Não foi muito óbvio entender como o sistema funcionava de primeira, na prática você entra pelo meio do vagão onde encontra um cobrador. Pode comprar um passe de ida, ida e volta, ou por períodos, como diário. Com o cartão em mãos você passa na frente de uma máquina na entrada e na porta de saída para marcar as viagens. Para mais detalhes sobre como se locomover pela cidade <a href="http://www.ducsamsterdam.net/transporte-publico-amsterdam/"target="_blank" rel="noopener">leia este excelente blog post</a>, teria me ajudado muito se eu tivesse encontrado antes.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/128/IMG_1831.jpg" alt="GVB"  loading="lazy" /></p>
<p>A maioria das pessoas deve ter duas curiosidades, a primeira é sobre a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/De_Wallen"target="_blank" rel="noopener">Red Light District</a>, então vamos matar essa curiosidade de uma vez. Sim, ela existe, não ela não é nada demais, pessoalmente achei até muito comportado. Antes de mais nada o termo &ldquo;Red Light District&rdquo; serve para qualquer área urbana com concentração de serviços sexuais. Aqui em São Paulo seria como uma Rua Augusta. A de Amsterdã se chama De Wallen. Ela é &ldquo;Red Light&rdquo; porque as garotas de programa (profissão legalizada por lá) alugam casinhas que tem porta de vidro pra rua, acendem uma luz vermelha por trás e se exibem em trajes curtos para quem quiser ver.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/126/IMG_1861.jpg" alt="Red Light District"  loading="lazy" /></p>
<p>Tem diversas casas de show como a <a href="http://www.yelp.com/biz/casa-rosso-amsterdam-2"target="_blank" rel="noopener">Casa Rosso</a>, mas não esperem grande coisa. Dentro é basicamente um teatro, você senta e assiste. Os shows? Strip teases, shows de sexo ao vivo. Os garçons (bem impacientes) servem as bebidas pra você e você só fica sentado. É programa leve, vai muito casal, velhinhos e turistas sem noção. Detestavelmente entediante. Não recomendo. Existem outras casas com serviços mais interativos como lap dance, pelo que ouvi dizer, como no <a href="http://www.yelp.com/biz/bananenbar-amsterdam"target="_blank" rel="noopener">Bananenbar</a>. Coisa pra americano, não tem nada mais entediante do que lap dance. Sério mesmo.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/127/IMG_1863.jpg" alt="Red Light District"  loading="lazy" /></p>
<p>E a coisa é bem suave mesmo, em alguns cantos mais movimentados tem até super mercado onde passam mães e filhos e do lado tem as meninas expostas. Não tem muito pra ver mesmo. Falando em mercado uma pequena dica, todo lugar tem uma <a href="http://www.ah.nl/"target="_blank" rel="noopener">Albert Heijn</a>. Não é hiper mercado, pra eles é mais como uma loja de conveniência, pra nós é um mercado de bairro. Muito prático pra pequenas compras, recomendo.</p>
<p>Muito mais interessante do que a Red Light District são os <a href="http://coffeeshopsamsterdam.com/"target="_blank" rel="noopener">Coffeeshops</a> que no centro você encontra um do lado do outro, não tem como errar. Eles vendem tudo menos café, e se prepare pra encontrar os lugares cheios de turistas. Se tiver um bom amigo pra te levar num menos turístico é melhor. Por sorte encontrei com meu camarada <a href="https://twitter.com/otaviof"target="_blank" rel="noopener">Otávio Fernandes</a> que deve estar arrependido de ter me levado lá até agora. Já explico.</p>
<p>Nos coffeeshops você escolhe qual tipo de maconha quer comprar, eles tem um cardápio variado. Pega papelote pra enrolar, um papelão pra fazer o bico (isso foi novidade). Leve uma tesoura pra ajudar. Com o equipamento certo nas mãos, um pouco de habilidade e você enrola o melhor baseado que já fumou. Só que se você for como eu, vá muito devagar! Sério! O Otávio foi amigaço de me aguentar tendo a pior ressaca que já tive, depois de meia dúzia de baforadas! (sim, muito fraquinho, eu sei &hellip;)</p>
<p>E falando do jeito de enrolar, aprendi que a gente enrola do jeito menos prático, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ecTmO2tCmiE"target="_blank" rel="noopener">aprenda como os holandeses fazem neste vídeo no YouTube</a>. Bem melhor mesmo.</p>
<p>Depois desse episódio embaraçoso, no dia seguinte tive a oportunidade de visitar uma empresa local, a <a href="http://www.fngtps.com/"target="_blank" rel="noopener">FingerTips</a> (não! não o que você imaginou, melhor). Eles desenvolvem apps para iOS, OS X, web com Rails. São uma empresa de serviços, pequena de 4 pessoas, mas eles são bem <a href="https://github.com/Fingertips"target="_blank" rel="noopener">integrados na comunidade</a>. Lembram quando você ganhou suporte a Unicode no Rails antes do Ruby 1.9? Agradeça ao <a href="https://github.com/Manfred"target="_blank" rel="noopener">Manfred</a>.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/129/IMG_1889.jpg" alt="Fingertips"  loading="lazy" /></p>
<p>Fui almoçar com eles perto do escritório deles e no caminho cruzamos com o croata <a href="https://github.com/mislav"target="_blank" rel="noopener">Mislav Marohnić</a>, que também veio para o BubbleConf. Lembram do bom e velho <a href="https://github.com/mislav/will_paginate/"target="_blank" rel="noopener">Will Paginate</a>? Sim, agradeça ao Mislav. Foi um encontro bem interessante porque o Mislav nos contou que já visitou o Brasil, inclusive viajando pelas estradas do interior até Olinda para o Carnaval de rua. Não preciso dizer que ele se divertiu bastante em nosso país.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/130/IMG_1885.JPG" alt="Mislav"  loading="lazy" /></p>
<p>Aliás, andando por essa região mais ao norte, perto da Estação Central, pude ver como os holandeses gostam de bicicletas. Isso já era notório porque em toda ponte atravessando os diversos canais você vê bicicletas presas, nas praças também, mas esta visão foi surreal.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/131/IMG_1892.jpg" alt="Bicicletas"  loading="lazy" /></p>
<p>A brincadeira que me contaram é que os holandeses nem estavam ligando muito pra Segunda Guerra até que os alemães vieram confiscar suas bicicletas &hellip;</p>
<h2>BubbleConf<span class="hx:absolute hx:-mt-20" id="bubbleconf"></span>
    <a href="#bubbleconf" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"></a></h2><p>Enfim, para variar eu estava atrasado pra fazer minha apresentação pro evento do dia seguinte então gastei o resto da tarde preparando meus slides. Felizmente não era uma palestra completa, era pra sessão de Lightning Talks então adaptei a palestra que fiz na RubyKaigi do ano passado.</p>
<p>Falando sobre o evento, foi o primeiro organizado pelos garotos da Phusion e devo dizer que sendo o primeiro eles estão de parabéns. Excelente local, ótima seleção de palestras, boa cenografia, boa recepção e programação.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/132/IMG_1907.jpg" alt="BubbleConf"  loading="lazy" /></p>
<p>O local foi no <a href="https://foursquare.com/v/4a3d4fd1f964a52017a21fe3"target="_blank" rel="noopener">Pathé Tuschinski</a> que é um teatro. O ambiente tem uma área principal com palco amplo, excelente infraestrutura de áudio e vídeo digital widescreen HD (foi estranho montar os slides em wide). A sala secundária para a programação paralela de Lightning Talks tinha o tamanho adequado.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/178/IMG_1959.jpg" alt="Lightning Talk"  loading="lazy" /></p>
<p>A única restrição foi a área da entrada, o lobby, onde teve o almoço e coffee breaks, era um pouco apertado para tanta gente (cerca de 300 pessoas) e por isso a parte de socialização ficou um pouco comprometida. Além disso a programação foi um pouco rígida, e como num teatro quase ninguém fica fora das palestras para socializar como acontece em outros eventos, então ela foi bem orientada no conteúdo apresentado. Único ponto a melhorar.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/133/IMG_1920.JPG" alt="Com Hongli"  loading="lazy" /></p>
<p>A seleção de <a href="http://www.bubbleconf.com/#speakers"target="_blank" rel="noopener">palestras</a> foi interessante mas devo deixar claro que o nível era mais &ldquo;motivacional&rdquo; do que instrutivo. Destaque para a presença de <a href="http://www.rubymotion.com"target="_blank" rel="noopener">Laurent Sansonetti</a> falando sobre sua primeira experiência como empresário de startup.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/134/IMG_1926.jpg" alt="Laurent e Nihn"  loading="lazy" /></p>
<p>Outro tema que achei muito interessante terem colocado num evento desses foi apresentado por <a href="http://lengtonlegal.nl/"target="_blank" rel="noopener">Egin Lengton</a> um advogado falando sobre a importância de compreender como compor uma empresa, diferenças entre ser um profissional liberal e uma empresa limitada, por exemplo, coisa que muitos empresários &ldquo;wannabe&rdquo; não sabem mas deveriam, obrigatoriamente.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/135/IMG_1936.jpg" alt="Lengton Legal"  loading="lazy" /></p>
<p>Algumas foram um &ldquo;entretenimento razoável&rdquo; mas nada de conteúdo como o Mike Lee, da interessante da <a href="http://appsterdam.rs"target="_blank" rel="noopener">Appsterdam</a>.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/136/IMG_1934.jpg" alt="Mike Lee"  loading="lazy" /></p>
<p>O grande destaque para mim foi o fechamento, apresentado por ninguém menos que <a href="http://ruby.learncodethehardway.org"target="_blank" rel="noopener">Zed Shaw</a>, considerado um dos mais famosos trolls que já fez parte da comunidade Ruby. Alguns levam suas trolagens a sério demais, mas não deveriam, pois por trás do seu estilo de comunicação abrasivo estão argumentações bastante sérias. Eu por outro lado sempre achei que ele fosse uma figura interessante e devo dizer que gostei muito de conhecê-lo pessoalmente.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/137/IMG_2047.JPG" alt="Zed Shaw"  loading="lazy" /></p>
<p>Espero que ele publique os slides da sua palestra porque ela foi sensacional. Em resumo, ele disse de uma forma bem mais dura, direta e agressiva sobre um mesmo assunto que eu também apresento: as pessoas adoram uma boa história. Boas histórias vendem.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/138/IMG_1981.jpg" alt="Zed Shaw Slides"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/139/IMG_1985.jpg" alt="Zed Shaw Slides"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/140/IMG_1987.jpg" alt="Zed Shaw Slides"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/141/IMG_1989.jpg" alt="Zed Shaw Slides"  loading="lazy" /></p>
<p>Só que muitos ainda acreditam que &ldquo;boas histórias&rdquo; é a mesma coisa que &ldquo;receitas para o sucesso&rdquo;, e elas não são. Este atual mercado de startups tem várias alegorias, anedotas, historinhas que geraram diversas &ldquo;receitinhas&rdquo; que muitos levam muito mais a sério do que elas de fato merecem. Brad Feld, David Cohen, Eric Ries (Lean Startup), Jason Fried (37signals) todos tem excelentes histórias para contar. Porém ninguém deveria comprá-las por mais do que elas realmente valem: apenas como histórias, nunca como receitas, nunca como &ldquo;boas práticas&rdquo;, muito menos como &ldquo;dogmas&rdquo; a serem seguidos.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/142/IMG_1993.jpg" alt="Zed Shaw Slides"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/143/IMG_1996.jpg" alt="Zed Shaw Slides"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/144/IMG_1998.jpg" alt="Zed Shaw Slides"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/145/IMG_2001.jpg" alt="Zed Shaw Slides"  loading="lazy" /></p>
<p>O problema é que ser entretido por histórias coloridas é muito mais interessante do que aprender de fato a fundação: administração de empresas, contabilidade, economia, marketing, recursos humanos, etc (daí porque achei legal a palestra do Lengton). A fundação é mais chata, entediante, cinza, demorada, porém é o correto. É como querer competir na UFC lendo a biografia do Royce Gracie. Interessante, motivante, mas definitivamente não vai te proteger de quebrar todos os dentes no primeiro passo que der na arena. Simples assim.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/146/IMG_2006.jpg" alt="Zed Shaw Slides"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/147/IMG_2007.jpg" alt="Zed Shaw Slides"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/148/IMG_2008.jpg" alt="Zed Shaw Slides"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/149/IMG_2022.jpg" alt="Zed Shaw Slides"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/150/IMG_2028.jpg" alt="Zed Shaw Slides"  loading="lazy" /></p>
<p>Mas estou divagando, não sei se todas as palestras serão disponibilizadas, mas se forem recomendo assistí-las. Depois do evento fomos todos dois quarteirões para baixo, numa baladinha chamada <a href="https://foursquare.com/v/4a2705e2f964a52032891fe3"target="_blank" rel="noopener">Escape</a> para um open bar. E finalmente um jantar para os palestrantes no <a href="https://foursquare.com/v/4a26ff56f964a520217f1fe3"target="_blank" rel="noopener">Tokyo Cafe</a>, um excelente restaurante para amantes de um bom sushi. Recomendo.</p>
<h2>Turismo<span class="hx:absolute hx:-mt-20" id="turismo"></span>
    <a href="#turismo" class="subheading-anchor" aria-label="Permalink for this section"></a></h2><p>Reservei o sábado para um visita mais turística, a manhã começou frio e com garoa. Minha primeira parada foi no <a href="https://foursquare.com/v/4db2d469f7b121c29f284fad"target="_blank" rel="noopener">Rijksmuseum</a>. Em Amsterdã, existe uma região próxima à Leidseplein que é a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Museumplein"target="_blank" rel="noopener">Museumplein</a>, uma área que concentra diversos museus. O <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rijksmuseum"target="_blank" rel="noopener">Rijksmuseum</a> em particular é o museu nacional da Holanda, dedicada à arte, artesanato e história. É um passeio muito interessante que recomendo a todos que passarem pela cidade, mas preparem-se para pegar fila no fim de semana.</p>
<p><a href="http://instagr.am/p/QuBtLGoA37/"target="_blank" rel="noopener"><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/151/IMG_2056.JPG" alt="Rijksmuseum"  loading="lazy" /></a></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/152/IMG_2061.JPG" alt="Rijksmuseum"  loading="lazy" /></p>
<p>Você verá um pouco de tudo da história da arte holandesa, como as famosas casas de boneca miniatura, a precisão no trabalho com prata e com porcelana, influências do comércio com o oriente, e assim por diante.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/153/IMG_2067.jpg" alt="Rijksmuseum"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/154/IMG_2071.jpg" alt="Rijksmuseum"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/155/IMG_2072.jpg" alt="Rijksmuseum"  loading="lazy" /></p>
<p>Outra curiosidade é que nossa tão conhecida Kombi, quem diria, é design holandês.</p>
<p><a href="http://instagr.am/p/QuJun7oA7y/"target="_blank" rel="noopener"><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/157/IMG_2075.jpg" alt="Rijksmuseum"  loading="lazy" /></a></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/158/IMG_2076.jpg" alt="Rijksmuseum"  loading="lazy" /></p>
<p>Eu teria reservado pelo menos meio dia inteiro só para apreciar esse museu como ele merece, talvez mais tempo ainda se pudesse, mas no curto período que eu tinha tive que andar um pouco rápido. Mesmo assim deu para apreciar algumas das obras de artistas renomados como Rembrandt e Vermeer. Rembrandt dispensa apresentações, um dos maiores pintores da história da arte Européia e obviamente o maior da Holanda.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/159/IMG_2081.jpg" alt="Rijksmuseum"  loading="lazy" /></p>
<p><a href="http://instagr.am/p/QuLhYjIA84/"target="_blank" rel="noopener"><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/160/IMG_2082.jpg" alt="Rijksmuseum"  loading="lazy" /></a></p>
<p><a href="http://instagr.am/p/QuOB2FoA-Z/"target="_blank" rel="noopener"><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/161/IMG_2093.jpg" alt="Rijksmuseum"  loading="lazy" /></a></p>
<p><a href="http://instagr.am/p/QuOY6kIA-z/"target="_blank" rel="noopener"><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/162/IMG_2094.jpg" alt="Rijksmuseum"  loading="lazy" /></a></p>
<p><a href="http://instagr.am/p/QuQ_lFoAwm/"target="_blank" rel="noopener"><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/164/IMG_2108.jpg" alt="Rijksmuseum"  loading="lazy" /></a></p>
<p>Vermeer em particular para mim era curioso pela cultura pop da sua pintura <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Girl_with_a_Pearl_Earring"target="_blank" rel="noopener">Girl with a Pearl Earring</a> porque inspirou um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Girl_with_a_Pearl_Earring_%28novel%29"target="_blank" rel="noopener">livro</a> e um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Girl_with_a_Pearl_Earring_%28film%29"target="_blank" rel="noopener">filme</a> de mesmo nome estrelando Scarlett Johansson. Se estiver curioso assista agora mesmo a palestra de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=nCg2NcGYu34"target="_blank" rel="noopener">Tracy Chevalier para o TED</a>.</p>
<p><a href="http://instagr.am/p/QuQGgpIAwC/"target="_blank" rel="noopener"><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/163/IMG_2105.JPG" alt="Rijksmuseum"  loading="lazy" /></a></p>
<p>Eu pretendia visitar o museu de Van Gogh também, que teoricamente era do lado, mas ele parecia estar fechado ou mudado de lugar, não entendi bem. De qualquer forma decidi ir mais pro centro da cidade atrás de outro museu, o <a href="https://foursquare.com/v/4a2706f8f964a520878c1fe3"target="_blank" rel="noopener">Het Sex Museum</a>, afinal estamos em Amsterdã. Nem se compara a um museu de verdade, claro, é mais uma pequena exposição num espaço bastante apertado e, como era fim de semana, bastante lotado de pessoas. Bem difícil apreciar uma exposição com tanta gente esbarrando o tempo todo, portanto reserve visitas a museu durante a semana - lição aprendida.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/165/IMG_2127.jpg" alt="Sexmuseum"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/166/IMG_2136.jpg" alt="Sexmuseum"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/167/IMG_2143.jpg" alt="Sexmuseum"  loading="lazy" /></p>
<p>Este museu não tem nada demais além de ser uma curiosidade. É uma pequena exposição de peças eróticas e curiosidades sobre a história do sexo, peças que você provavelmente já viu alguma vez na vida ou que pode ver em melhor qualidade navegando 5 minutos pela Web. Basicamente você verá como o sexo era expressado através das décadas, desde equipamentos como cintos de castidade para tortura, sexo vintage, garotas pin-ups, pornografia mais explícita (e mesmo assim aquém dos níveis da Web atual). A parte interessante é a simples existência de um museu como esse no meio da cidade, coisa que em lugares mais hipócritas e &ldquo;puritanos&rdquo; não seria visto com &ldquo;bons olhos&rdquo;. Não é um lugar escondido, mas uma área bem no centro da cidade, do lado de restaurantes. E não são só homens pervertidos que visitam, mas muitas mulheres, meninas, famílias, velhos. É simplesmente um museu barato de €4. Pode ser um lugar para se matar o tempo depois de ter passado por um coffeeshop.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/168/IMG_2148.jpg" alt="Sexmuseum"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/169/IMG_2165.jpg" alt="Sexmuseum"  loading="lazy" /></p>
<p>Minha próxima parada seria visitar o <a href="http://www.yelp.com/biz/anne-frank-huis-amsterdam"target="_blank" rel="noopener">Anne Frank Huis</a>. Assista o filme <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1HkGou9I6bw"target="_blank" rel="noopener">O Diário de Anne Frank</a> para se familiarizar, e se for a Amsterdã esse deveria ser o primeiro lugar a se visitar. É mais um capítulo da triste história dos judeus na Segunda Guerra. Infelizmente eu fui tarde demais, havia uma fila enorme literalmente dando voltas no quarteirão. Esperar na fila, no frio e na chuva não estava nos meus planos então acabei não visitando. Uma pena.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/170/IMG_2186.jpg" alt="Anne Frank"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/171/IMG_2187.jpg" alt="Anne Frank"  loading="lazy" /></p>
<p>Aliás, a mesma recomendação vale para o centro da cidade: o fim de semana atrai muitos turistas. Se você é de São Paulo, imagine a 25 de março num sábado de manhã, é a mesma coisa. Deixe para fazer suas compras e visitas durante a semana se possível, porque as estreitas vielas de Amsterdã ficam com muito mais gente do que você gostaria de esbarrar num dia frio e de chuva.</p>
<p>Terminei o sábado visitando a <a href="https://foursquare.com/v/4a270325f964a52096841fe3"target="_blank" rel="noopener">Dam Plaza</a>, o centro histórico de Amsterdã. Como expliquei antes ela liga as ruas Damrak e Rokin, perto da Red Light District. De curiosidade, o nome &ldquo;Dam&rdquo; era justamente da sua função de &ldquo;represa&rdquo; do rio Amstel. Um bom lugar para se tirar boas fotos, mesmo num dia chuvoso.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/172/IMG_2188.jpg" alt="Dam Square"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/173/IMG_2190.jpg" alt="Dam Square"  loading="lazy" /></p>
<p><a href="http://instagr.am/p/Qulp4MIAyC/"target="_blank" rel="noopener"><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/174/IMG_2193.jpg" alt="Dam Square"  loading="lazy" /></a></p>
<p>Domingo de manhã só me restava terminar no aeroporto Schiphol para minha próxima parada: Berlim, Alemanha (não perca a Parte 2 desta série). Uma pequena curiosidade para mim que nunca tinha visto foi o sistema automatizado para despachar malas. Um sistema self-service onde você mesmo etiqueta sua mala, coloca num compartimento e pronto, a esteira leva ao lugar correto. Nada de atendimento com pessoas. Muito mais eficiente, gostaria que nossos aeroporto aqui em São Paulo tivessem o mesmo sistema.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/175/IMG_2201.jpg" alt="Baggage Drop-off"  loading="lazy" /></p>
<p>E assim termina minha estadia por Amsterdã, uma pequena e aconchegante cidade européia. Como minha primeira vez na Europa foi um lugar peculiar que me causou uma excelente primeira impressão.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/177/IMG_2210.jpg" alt="Schiphol"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/176/IMG_2203.jpg" alt="Schiphol"  loading="lazy" /></p>
]]></content:encoded><category>viagens</category></item><item><title>Viagem a São Francisco (Parte 3) - Pessoas e Turismo</title><link>https://akitaonrails.github.io/2012/11/06/viagem-a-sao-francisco-parte-3-pessoas-e-turismo/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2012/11/06/viagem-a-sao-francisco-parte-3-pessoas-e-turismo/</guid><pubDate>Tue, 06 Nov 2012 16:10:00 -0200</pubDate><description>&lt;p&gt;Como disse no artigo anterior, participar do Techcrunch Disrupt nunca foi a intenção original. Um dos objetivos era ter uma visão melhor do tal &lt;em&gt;boom&lt;/em&gt; de startups em São Francisco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi minha segunda vez na Califórnia, a primeira foi em 2010, onde confesso que aproveitei muito pouco. Desta vez fui determinado a explorar o máximo que fosse possível apesar do curto espaço de tempo. E mesmo pensando dessa forma, por causa da correria, terminei por embarcar com absolutamente nenhum planejamento ou agenda com compromissos.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p>Como disse no artigo anterior, participar do Techcrunch Disrupt nunca foi a intenção original. Um dos objetivos era ter uma visão melhor do tal <em>boom</em> de startups em São Francisco.</p>
<p>Foi minha segunda vez na Califórnia, a primeira foi em 2010, onde confesso que aproveitei muito pouco. Desta vez fui determinado a explorar o máximo que fosse possível apesar do curto espaço de tempo. E mesmo pensando dessa forma, por causa da correria, terminei por embarcar com absolutamente nenhum planejamento ou agenda com compromissos.</p>
<p>A primeira coisa a dar errado foi viajar exatamente num grande feriado brasileiro, 7 de setembro. O segundo erro, foi não ter escolhido uma escala diferente de Miami (dica: <a href="http://www.dfwairport.com"target="_blank" rel="noopener">Dallas/Fort Worth</a> ou Houston são sempre opções superiores). O resultado foram quase 3 horas esperando na fila da imigração, o que me fez perder a escala e me deixou preso quase o sábado inteiro no aeroporto.</p>
<p>Terminada a longa espera, finalmente cheguei no final da noite. Uma outra dica para quem não sabe é que do aeroporto você pode pegar o <a href="http://www.bart.gov/"target="_blank" rel="noopener">Bart - Bay Area Rapid Transit</a>, um dos sistemas de trem, que te levam diretamente ao centro da cidade.</p>
<p><a href="http://www.weeplaces.com/fabio-akita/"target="_blank" rel="noopener"><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/33/weeplaces_sf.png" alt="WeePlaces"  loading="lazy" /></a></p>
<p>Não sou um especialista da divisão geopolítica da região, mas pra mim a referência sempre foi a Market St. Você encontrará paralelas a ela como Mission St. para baixo, e perpendiculares a ela onde a ruas são numeradas e ordenadas, como 5th St. Muitas das estações seguem abaixo da Market St. Quanto mais puder ficar próximo à região da Union Square, melhor, na minha opinião.</p>
<p>Em termos de &ldquo;bairros&rdquo; ou regiões principais que eu imaginava, temos ao norte da Market St. as regiões de Civic Center, Tenderloin, Downtown, Chinatown. Ao sul da Market fica Castro District, Mission Dolores, Mission District, South of Market (SoMa), Financial District, Mission Bay. Não tive tempo de visitar as áreas de Castro, Mission Dolores e Financial. A Market St divide esses bairros de leste a oeste e esse trecho é curta o suficiente para poder andar inteira a pé. Para ter uma idéia, fiz 26 checkins no Foursquare em SoMa, 10 em Mission Bay, 10 em Downtown, 6 em Mission District, 5 no Civic Center, 3 em Tenderloin e mais alguns avulsos espalhados pela cidade.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/68/san-francisco-neighborhood-map-big.jpg" alt="Bairros de São Francisco"  loading="lazy" /></p>
<p>Mas como disse, quase não planejei minha viagem então meu agente de viagem escolheu um hotel chamado <a href="http://theembassyhotel.bookezz.com"target="_blank" rel="noopener">Embassy</a> que fica próximo à Polk St. com Turk St. Não é exatamente um local ruim, mas como seguro morreu de velho, não recomendo andar sozinho à noite pela Turk. Na prática acredito que não existe muita coisa para temer mas você encontra uns tipos  estranhos por lá. Aliás, uma coisa que eu não esperava era encontrar tantos mendigos pelas ruas. Na maior parte são bem inofensivos, mas você esbarra com um a cada metro que anda pelo centro. Dizem que a cidade tem muitos abrigos e cuidados por isso eles estão por lá.</p>
<p>Falando em estranho, o hotel em si não é ruim. Ele é um pouco antigo, mas bem cuidado, um pouco apertado mas com quartos razoáveis e limpos. Porém o hotel é vizinho e acima de um bar-baladinha chamada <a href="http://www.yelp.com/biz/noble-san-francisco"target="_blank" rel="noopener">Noble</a>. Quem tem problemas de sono leve ou insônia provavelmente não iria gostar. No meu caso, capotei sem problemas. E a curiosidade foi que de manhã cedo, do lobby do hotel abre uma porta, fechada durante a noite, que conecta à tal balada, que já está limpa e servindo o café da manhã. Um ambiente inesperado pra um café, pena que não tive tempo de ir nessa balada.</p>
<p>Nesse domingo, segui com minha primeira missão: conseguir conexão para voltar a ficar online. A internet dos hotéis são sempre ruins. A vantagem de São Francisco nessa região é que tudo fica próximo, e andar 2 ou 3km não é nenhum desafio já que boa parte da cidade é plana. Então fui até um lugar que já conhecia: <a href="http://www.westfield.com/sanfrancisco"target="_blank" rel="noopener">Westfield</a>, perto da 5th St. com a Market St., um Shopping Center onde eu sabia que encontraria um quiosque da T-Mobile.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/69/IMG_0727.JPG" alt="Westfield"  loading="lazy" /></p>
<p>Dica: meu iPhone antigo não era desbloqueado por isso um SIM card pré pago não seria bom pra mim. Então comprei um Hotspot WiFi 4G, que se conecta via celular mas cria uma rede WiFi móvel que meu iPhone e qualquer outro dispositivo pode se conectar, e assim meu iPhone passou a funcionar em qualquer lugar. Outra opção seria um Android baratinho para fazer tethering.</p>
<p>E com a conexão de volta, finalmente, consegui encontrar meus amigos <a href="https://twitter.com/spastorino"target="_blank" rel="noopener">Santiago Pastorino</a>, José e Sebastián da <a href="http://www.wyeworks.com"target="_blank" rel="noopener">WyeWorks</a>, tomando café num Starbucks próximo. Depois disso fui almoçar e continuei procurando amigos via Twitter, Facebook, foi quando encontrei o Alex MacCaw como mencionei no artigo anterior.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/70/IMG_0735.JPG" alt="WyeWorks team"  loading="lazy" /></p>
<p>Ao mesmo tempo que encontrei o Alex também consegui me conectar com o brasileiro <a href="https://twitter.com/vinibaggio"target="_blank" rel="noopener">Vinicius Baggio</a> que muitos dos leitores aqui já devem conhecer, atualmente trabalhando na <a href="http://pivotallabs.com"target="_blank" rel="noopener">Pivotal Labs</a>. Acabei conhecendo também outra figura interessante: <a href="http://twitter.com/mynyml"target="_blank" rel="noopener">Martin Aumont</a>, programador no Twitter. Um canadense - se entendi bem - que fala português perfeitamente inclusive com a malandragem brasileira. Foi uma excelente companhia nos próximos dias também, que gostei muito de ter conhecido. Ele fala português melhor do que eu falo inglês, e fica um puxão de orelha para quem ainda tem preguiça de aprender outras línguas.</p>
<p>Já havíamos nos encontrado novamente com os amigos uruguaios e outras pessoas, então o Domingo que iniciou comigo sozinho terminou em jantar num excelente restaurante tailandês <a href="https://plus.google.com/107179891557327637465/about?gl=br&amp;hl=pt-BR"target="_blank" rel="noopener">Lers Ros Thai</a>. Foi meu primeiro tailandês e recomendo para qualquer um que goste de comida asiática.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/71/IMG_0739.jpg" alt="Lers Ros Thai"  loading="lazy" /></p>
<p>Da segunda-feira até quarta-feira foi o Techcrunch Disrupt, como já reportei no <a href="http://akitaonrails.com/2012/11/05/viagem-a-sao-francisco-parte-1-techcrunch-disrupt"target="_blank" rel="noopener">primeiro artigo</a> desta série.</p>
<p>Em todos os dias, no começo da noite, algum patrocinador do evento estava organizando alguma festa. Festas informais costumam ser bons locais para conhecer mais pessoas. E normalmente havia mais de uma festa acontecendo na cidade ao mesmo tempo. No primeiro dia, porém, tive a chance de visitar o <a href="https://foursquare.com/v/4a7304dcf964a5206cdb1fe3"target="_blank" rel="noopener">Transamerica Pyramid</a> onde a <a href="http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/90808_VALE&#43;DO&#43;SILICIO&#43;FINCA&#43;BANDEIRA&#43;NO&#43;BRASIL"target="_blank" rel="noopener">Red Point e a e.Ventures</a> estavam celebrando sua parceria para iniciar negócios no Brasil.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/72/IMG_0875.jpg" alt="Transamerica Pyramid - outside"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/73/IMG_0886.JPG" alt="Transamerica Pyramid - inside"  loading="lazy" /></p>
<p>Já do lado Disrupt, depois do coquetel no Pyramid, fomos à balada <a href="https://foursquare.com/v/40f71a80f964a520af0a1fe3"target="_blank" rel="noopener">Mighty</a> patrocinada pela New Relic. A festa em si não estava ruim, mas para meus objetivos não me pareceu muito promissor, muito escuro, muito apertado, muito barulhento, por isso decidi sair cedo. Na verdade esse padrão se repetiu nos dias seguintes, não aproveitei muito nenhuma festa.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/74/IMG_0895.JPG" alt="Mighty"  loading="lazy" /></p>
<p>No Disrupt me encontrei com diversos brasileiros que estavam lá para expor suas Startups. <a href="https://twitter.com/alegomes"target="_blank" rel="noopener">Alexandre Gomes</a> e sua trupe invadiram a cidade em peso. Literalmente, pelo que entendi eles vieram num grupo de pelo menos 20 pessoas, que inclusive alugaram 2 vans para conseguirem se locomover desde Redwood City, perto do meio do antigo Vale do Silício, até São Francisco - ótima idéia para grandes grupos. Mas também por isso, depois do Disrupt tivemos poucas chances de nos ver de novo. Mas foram excelentes companhias nessas festas, como na que foi no prédio da <a href="https://foursquare.com/v/4de7f640d1648c97962734d7"target="_blank" rel="noopener">Zynga</a>, que é vizinha do The Concourse.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/75/IMG_0994.JPG" alt="Zynga"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/76/IMG_1005.JPG" alt="Zynga"  loading="lazy" /></p>
<p>E depois do Zynga, festa na <a href="https://foursquare.com/v/49b9cab2f964a52052531fe3"target="_blank" rel="noopener">Adobe</a>, alguns quarteirões de distância.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/78/IMG_1017.JPG" alt="Adobe"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/77/IMG_1012.JPG" alt="Adobe"  loading="lazy" /></p>
<p>No fim dessa semana, as últimas festas que pude participar felizmente tinham mais rostos conhecidos da comunidade Ruby, como a inauguração do escritório do <a href="https://foursquare.com/v/502ea591e4b0f9a2dcf71fe3"target="_blank" rel="noopener">Living Social</a> onde pude reencontrar velhos conhecidos como Chad Fowler e Josh Susser.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/79/IMG_1125.jpg" alt="Living Social"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/80/IMG_1126.jpg" alt="Living Social - com Chad e Carmen"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/81/IMG_1133.JPG" alt="Living Social - com Santiago e Sarah Mei"  loading="lazy" /></p>
<p>Ou também a festa depois do evento <a href="http://gogaruco.com"target="_blank" rel="noopener">Gogaruco</a> (Golden Gate Ruby Conference), patrocinado pela Yammer, onde reencontrei mais velhos conhecidos como Glenn Vanderburg, Charles Nutter, e ainda pude conhecer pessoalmente alguns rubistas que só conhecia via Twitter, como Avid Grimm, que estava tentando incentivar todo mundo a dançar mas acabou quase sozinho na pista de dança. (#geeks, como ele diria).</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/82/IMG_1315.jpg" alt="Yammer party"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/83/IMG_1324.jpg" alt="Yammer party - com Avdi Grim"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/84/IMG_1327.JPG" alt="Yammer party - latinos!"  loading="lazy" /></p>
<p>E para quem estava na festa, fizemos uma rápida dança do chapéu com várias personalidades:</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/85/IMG_1334.jpg" alt="Yammer party - José e Sebastian"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/86/IMG_1343.JPG" alt="Yammer party - Glenn Vanderburg"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/87/IMG_1345.jpg" alt="Yammer party - Charles Nutter"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/88/IMG_1347.jpg" alt="Yammer party - Heather Rivers"  loading="lazy" /></p>
<p>Nós latinos, estávamos invadindo as festas em massa. Galera do Uruguai (WyeWorks) e Argentina (Eventioz):</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/89/IMG_1351.jpg" alt="Yammer party - latinos!"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/90/IMG_1353.jpg" alt="Yammer party - latinos!"  loading="lazy" /></p>
<p>Eu não fui com a intenção de participar do Gogaruco, que aconteceu na mesma semana, sexta e sábado, portanto só participei rapidamente das festas no fim de quinta e sexta.</p>
<p>Tecnicamente eu tinha hotel reservado somente até o dia 12, quarta feira que seria o ultimo dia do Disrupt, depois eu deveria encontrar outro lugar, era parte da estratégia. De fato a região do Embassy não era o lugar ideal para se estar. Então encontrei outro razoável, na 5th St. com Mission St. chamado <a href="https://foursquare.com/v/4a7bac47f964a520a4eb1fe3"target="_blank" rel="noopener">The Pickwick</a>.</p>
<p>Além de ser melhor que o Embassy ele estava a um quarteirão da Market St. que é onde você quer ficar. O plano original era para eu ficar até a semana seguinte e depois mudasse novamente de hotel, possivelmente indo para outra cidade como Palo Alto, para conhecer mais do Vale do Silício. Infelizmente tive um problema familiar que me fez adiantar a volta do dia 24 para o dia 17. Por isso ainda não tive a chance de conhecer Palo Alto como gostaria, vai ficar para uma próxima jornada.</p>
<p>Depois de mudar para o The Pickwick, não lembrava que nesse mesmo dia haveria o tão esperado <a href="http://www.nbcnews.com/technology/gadgetbox/apple-announces-iphone-5-new-ipods-994043"target="_blank" rel="noopener">anúncio do novo iPhone 5</a> e, por coincidência, o local do evento seria o <a href="https://foursquare.com/v/45dc447bf964a52001431fe3"target="_blank" rel="noopener">Yerba Buena</a>, vizinho do Metreon e do complexo do Moscone Center. Então antes de ir para o último dia do Disrupt resolvi passear em frente ao Yerba. Como esperado, o local estava decorado para o evento da Apple com um grupo de pessoas do lado de fora acompanhando uma equipe acho que da NBC transmitindo ao vivo todas as novidades que eram anunciadas do lado de dentro. Obviamente eu não tinha como assistir do lado de dentro, mas foi divertido acompanhar um pouco do lado de fora.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/91/IMG_1035.jpg" alt="Yerba Buena - iPhone 5"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/92/IMG_1044.JPG" alt="Yerba Buena - NBC"  loading="lazy" /></p>
<p>No dia seguinte ao fim do Disrupt, quinta feira, resolvi fazer outra pesquisa. Queria conhecer opções de moradia para períodos mais longos, e esbarrei nos tais <a href="http://brandoncollege.com/housing/vantaggiounion.html"target="_blank" rel="noopener">&ldquo;Vantaggios&rdquo;</a> - dica do Vinicius Baggio, que quando se mudou ficou um tempo num desses. São como os nossos &ldquo;flats&rdquo;, até mais para repúblicas. Se um dia você quiser passar um período mais longo, como um mês ou mais, um hotel não é uma escolha acessível, pois pagar USD 1 mil por semana é caro. Mas um Vantaggio pode ficar na faixa dos USD 1,5 mil pelo mês inteiro. Não são bonitos como um hotel, tem cara de albergue, mas são limpos o suficiente, e ainda oferecem serviços como limpeza uma vez por semana, alguns quartos com banheiro próprio, e áreas comuns como cozinha e até sala de internet.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/93/IMG_1143.jpg" alt="Vantaggio"  loading="lazy" /></p>
<p>Fui visitar um numa área até que boa, duas ruas acima da Market St., em Downtown, a poucos minutos a pé da Union Square, do metro e do Bart, ou seja, fácil de se locomover para qualquer lugar. Porém a recepção que tive não foi das melhores. O atendente que encontrei, vamos chamá-lo de José para facilitar, começou já meio que me dando uma bronca por aparecer sem ter marcado por telefone antes. Eu expliquei que não tinha problema e que podia voltar outra hora se fosse o caso, mas ele mandou esperar e ficou resmungando &hellip;</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/96/IMG_1167.jpg" alt="Vantaggio - o zelador resmungão"  loading="lazy" /></p>
<p>Eu disse que queria informações e ele começou perguntando se eu era brasileiro. Então começou o muro das lamentações de como ele recebe muitos brasileiros, como eles reclamam muito, arrumam confusão e toda essa ladainha. Eu pacientemente escutei, engatei na conversa até que ele finalmente pareceu que foi com minha cara e ficou mais simpático. Até me mostrou alguns quartos e outras áreas comuns. Parece que existem outros Vantaggios em São Francisco muitos do mesmo dono. Uma vantagem é que se um dia ligar para reservar e não tiver espaço, ele consegue checar disponibilidade entre os outros da rede.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/94/IMG_1147.jpg" alt="Vantaggio"  loading="lazy" /></p>
<p>Outro detalhe importante é que se precisar, o ideal é reservar períodos longos (mais de um mês) com pelo menos três meses de antecedência. Se ligar somente um mês antes pode não ter vaga. Imagino que ele quis ser preciosista ou tentou vender seu peixe por mais do que vale. Mas certamente existem épocas do ano que lotam mais, já que ele disse que tem muitas agências de viagem que mandam estudantes, por exemplo - os tipos que ele parece desgostar bastante.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/95/IMG_1150.jpg" alt="Vantaggio"  loading="lazy" /></p>
<p>Por tudo que vi, no final das contas um Vantaggio parece uma boa opção para quem quer ficar um mês ou mais na cidade e pode planejar com bastante antecedência. Fica a dica.</p>
<p>Depois disso finalmente pude passar a fazer as <a href="http://akitaonrails.com/2012/11/05/viagem-a-sao-francisco-parte-2-visitando-empresas"target="_blank" rel="noopener">visitas às empresas</a>.</p>
<p>Sábado foi meu dia de compras. Eu prefiro ser prático, por isso minha recomendação, novamente, é a região da <a href="https://foursquare.com/v/40bbc700f964a520b1001fe3"target="_blank" rel="noopener">Union Square</a>. Nesse dia estava tendo uma festa cultural então o lugar estava movimentado.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/97/IMG_1247.jpg" alt="Indonesian Day"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/98/IMG_1251.jpg" alt="Indonesian Day"  loading="lazy" /></p>
<p>São Francisco não é um lugar que tem shoppings centers como São Paulo, eles tem muitas lojas de rua, mas diferente do que estamos acostumados não são lojas pequenas. O Empório Armani, por exemplo, usa o prédio de um antigo banco, com arquitetura que lembra um palácio romano. Algumas das grandes são a Macy&rsquo;s que não deixa de ser um Shopping Center. Tem a H&amp;M, Gap e muitas outras. Essa região é um prato cheio para quem gosta de compras.</p>
<p>Domingo foi um dia diferente. Como disse antes, não é difícil ir a pé para qualquer lugar. A cidade é muito pequena com meros 600km2 (onde 400km2 é só água) e pouco mais de 800 mil habitantes. São Paulo tem 1.500km2 e mais de 11 milhões de habitantes. Dar a volta pelo perímetro inteiro da cidade não é algo inimaginável.</p>
<p>Você pode fazer tudo por perto e só de vez em quando pegar um carro. Mesmo assim tem o metrô, o Bart, ônibus em alguns lugares e o antigo bonde para quem quer turismo até as regiões com mais altos e baixos, característicos dessa cidade nos filmes, mais pra norte na região de Pacific Heights.</p>
<p>Outra alternativa eficiente é uma boa bicicleta. E muitos usam, constatando que muitas Startups tem áreas pra pendurar sua bicicleta dentro da empresa. Existem lugares onde você pode <a href="http://www.sosfbiketours.com"target="_blank" rel="noopener">alugar</a>, eu quase fui em uma que fica um ou dois quarteirões de distancia e onde disse que é o prédio do Twitter.</p>
<p>O Fábio Kung se tornou um bom ciclista desde que se mudou para lá. Parece que treina com frequência. Ele teve a ideia de me levar para conhecer mais da cidade de bicicleta. Me pareceu uma boa ideia para entrar no clima dos nativos. O Kung levaria sua esposa, o Martyn também e o Vinicius se juntaria a nós. Então acertamos de nos encontrarmos no Heroku no Domingo de manhã, onde eu poderia pegar uma bicicleta de lá. Este foi meu primeiro erro, a bicicleta que peguei era &ldquo;bom&rdquo; mas somente para distancias curtas, pois só tinha 3 marchas. Logo vocês vão entender porque isso foi um problema.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/99/IMG_1381.jpg" alt="No Pier"  loading="lazy" /></p>
<p>Além disso eu ainda estava indo nas festas e Sábado a noite teve a festa do Yammer. Depois disso eu e os camaradas uruguaios fomos para <a href="https://foursquare.com/v/40a2ba80f964a520fcf21ee3"target="_blank" rel="noopener">outro bar</a> onde descemos muito whisky (ao pessoal da WyeWorks: &ldquo;Necessiiita!&rdquo; #piadainterna). Pra resumir digamos que acordei no dia seguinte bem desidratado.</p>
<p>Fui o primeiro a chegar no Heroku. O Pedro Belo e um amigo dele também se juntariam a nós mas pelo jeito a festa de sábado dele foi melhor que a minha, pois ele acabou furando. Depois de preparar a bicicleta, achar um capacete que me servisse (é obrigatório, assim como luz traseira que pisca no escuro) e me hidratar um pouco começamos a pedalar.</p>
<p>A idéia era simples, seguir para leste em direção a Embarcadero, uma linha reta. De lá subir pela costa onde dá para ver a paisagem do San Francisco Bay, com Alcatraz ao fundo. Seguindo a encosta chegamos a Fort Mason, do lado da Marina, e <a href="https://foursquare.com/v/4bd4c49d29eb9c74c85692e1"target="_blank" rel="noopener">seguindo o contorno</a> a Norte finalmente chegamos ao Golden Gate. Devo confessar que até atravessar a ponte eu até que estava indo melhor do que imaginava.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/100/IMG_1392.jpg" alt="Embarcadero"  loading="lazy" /></p>
<p>Porém a brincadeira estava só começando. A ideia original era atravessar a ponte e descer até a cidadezinha de Sausalito, de onde pegaríamos a balsa e voltaríamos para um dos Piers em Embarcadero. Porém o Kung está acostumado a pedaladas bem mais longas e me convenceu que o melhor era continuar contornando o lago até chegar em Tiburon.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/101/IMG_1407.JPG" alt="Golden Gate"  loading="lazy" /></p>
<p>Logo no começo vi que teria problemas, o caminho não era mais plano e uniforme, havia pequenas subidas, algumas leves, algumas pesadas. Aqui pegaríamos trechos de estrada e colinas. E fica minha dica: na dúvida, alugue uma boa bicicleta com um número de marchas em que você não precise se matar nas subidas. E outra dica, o selim é extremamente importante, tente encontrar o mais macio possível e também se puder use uma bermuda que seja acolchoada. Depois de Sausalito pedalamos provavelmente mais de 20km. Nas condições que eu estava, sendo amador do assunto, rapidamente me encontrei em sérias dificuldades pra acompanhar o pessoal. Mas quem está na chuva é para se molhar, e depois do &ldquo;ponto sem volta&rdquo;, só restava ir em frente.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/102/IMG_1441.jpg" alt="Sausalito"  loading="lazy" /></p>
<p>Perto de Tiburon, no trecho final já estávamos com fome e por coincidência, numa região que me pareceu meio como um parque, cruzamos com uma barraquinha de limonada onde duas pequenas meninas estavam vendendo limonada e cup cakes caseiros. Foi curioso porque eu achava que venda de limonada era coisa de filme e no ritmo de startups que estava, aquilo foi o exemplo canônico de &ldquo;empreendedorismo&rdquo;. Essa pequena injeção de açúcar, pelo menos psicologicamente, fez alguma diferença para o gás final até nosso destino. Da próxima vez definitivamente preciso me lembrar de levar alguma solução de carboidratos.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/103/IMG_1445.JPG" alt="Limonada"  loading="lazy" /></p>
<p>Mas eles tinham razão, a visão é muito bonita e vale a pena o esforço extra ver a paisagem.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/104/IMG_1451.jpg" alt="Tiburon"  loading="lazy" /></p>
<p>Pelo menos pudemos dar uma boa pausa em Tiburon e almoçar num excelente restaurante chinês do lado do píer onde pegaríamos a balsa. Depois de almoçar e circular pelo quarteirão comercial ao lado, pegamos a balsa no fim da tarde, com o sol já se pondo, o que nos forneceu mais algumas boas fotos.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/105/IMG_1483.jpg" alt="Ferry"  loading="lazy" /></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/106/IMG_1487.jpg" alt="Ferry"  loading="lazy" /></p>
<p>E como se meu martírio não tivesse fim, a balsa nos deixa no Píer 39, acho que em Fisherman&rsquo;s Wharf. De lá ainda tínhamos que pedalar bastante de volta ao Heroku para devolver a bicicleta. Já era bem de noite quando chegamos. Foi fisicamente doloroso, mas o resultado valeu a pena. Eu não pedalava há mais de uma década, foi bom ver que eu ainda conseguia.</p>
<p><a href="http://www.strava.com/runs/22220219"target="_blank" rel="noopener"><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/111/bike.png" alt="Strava"  loading="lazy" /></a></p>
<p>Na segunda-feira, como reportei no <a href="http://akitaonrails.com/2012/11/05/viagem-a-sao-francisco-parte-2-visitando-empresas"target="_blank" rel="noopener">artigo anterior</a> comecei cedo para ir tomar café da manhã na Pivotal. Me encontrei com a <a href="http://www.sarahmei.com/blog/"target="_blank" rel="noopener">Sarah Mei</a> na festa da Living Social e do Yammer e havia combinado de ir visitá-la no café. O Vinicius chegou logo depois e me mostrou o resto do escritório. O resto do dia está no outro artigo.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/107/IMG_1495.jpg" alt="Pivotal"  loading="lazy" /></p>
<p>No meu último dia, depois de visitar a Get Satisfaction, eu e o Francisco fomos comer um bom hambúrguer na <a href="https://foursquare.com/v/4d4dff6f9aaab60c78ae3e29"target="_blank" rel="noopener">Mission Bowling Club</a>.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/108/IMG_1705.jpg" alt="Mission Bowling com Francisco"  loading="lazy" /></p>
<p>Por coincidência, novamente graças ao Facebook um outro amigo de longa data conseguiu se juntar a nos por lá. <a href="http://www.chikodichima.com"target="_blank" rel="noopener">Chikodi Chima</a> é uma figura interessante, já trabalhou como jornalista e muito mais.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/109/IMG_1707.JPG" alt="Mission Bowling com Chikodi"  loading="lazy" /></p>
<p>Em 2009 ele estava, como eu agora, pesquisando mercados de tecnologia pelo mundo. Ele esteve no Brasil e me <a href="http://www.techtrotter.org/2009/07/10/brazil/"target="_blank" rel="noopener">entrevistou para um artigo do Techtrotter</a>. Não nos encontramos mais pessoalmente desde então, e muita coisa mudou muito, por isso para mim foi recompensador poder conversar com ele novamente e contar tudo que aconteceu desde então.</p>
<p>E com isso minha viagem chega ao fim. É impressionante o que se pode fazer em poucos dias. Todos os dias eu acordava muito cedo e ia dormir muito tarde e não teve um único dia que fiquei parado num dos hotéis, para onde eu voltava somente para dormir. Ficou faltando visitar o grande Guilherme Chapiewski no Yahoo! em Cupertino, visitar por dentro os campus do Google e do Facebook e outros pontos importantes no Vale do Silício. Há muito ainda que eu poderia fazer, mas acho que consegui cumprir meus propósitos.</p>
<p>São Francisco é uma excelente cidade, vou adorar visitá-la novamente. Mas pessoalmente é um lugar que eu não pensaria em morar por um período longo de tempo. Quero dizer, apesar dos pesares eu sou de metrópoles. Por mais confortável e agradável que seja qualquer outra cidade, eu nasci na selva da pedra e provavelmente vou morrer na selva de pedra ;-)</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/110/goldengate.png" alt="2010 e 2012"  loading="lazy" /></p>
]]></content:encoded><category>viagens</category><category>pessoal</category></item><item><title>Viagem a São Francisco (Parte 2) - Visitando Empresas</title><link>https://akitaonrails.github.io/2012/11/05/viagem-a-sao-francisco-parte-2-visitando-empresas/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2012/11/05/viagem-a-sao-francisco-parte-2-visitando-empresas/</guid><pubDate>Mon, 05 Nov 2012 22:45:00 -0200</pubDate><description>&lt;p&gt;Continuando sobre &lt;a href="http://akitaonrails.com/2012/11/05/viagem-a-sao-francisco-parte-1-techcrunch-disrupt"target="_blank" rel="noopener"&gt;minha viagem&lt;/a&gt;, vamos falar um pouco das empresas que visitei. Meu estilo de viajar não é do tipo que faz planos minuciosos. Na realidade, só quando cheguei lá comecei a pensar no que fazer. Parte fundamental foi ter acesso à internet e começar a cutucar as pessoas no Facebook e Twitter :-)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/34/IMG_0728.JPG" alt="Em São Francisco" loading="lazy" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dos primeiros a responder foi &lt;a href="http://blog.alexmaccaw.com"target="_blank" rel="noopener"&gt;Alex MacCaw&lt;/a&gt;. Já conversamos algumas vezes pela internet no passado e o curioso para mim, na época, foi que em 2007 eu ainda era um programador Ruby pouco experiente, trabalhando num pequeno projeto open source. Por coincidência Alex estava fazendo algo similar e por isso começamos a falar. Hoje em dia ele ainda tem seus 21 anos ou perto disso, imaginem em 2007! Ele é muito bom e agora se mudou da Inglaterra para os Estados Unidos para trabalhar na startup &lt;a href="http://blog.alexmaccaw.com/stripes-culture"target="_blank" rel="noopener"&gt;Stripe&lt;/a&gt;. Imagine o que seria um &amp;ldquo;Paypal feito direito&amp;rdquo;, utilizando uma infra-estrutura toda com Ruby para transações financeiras.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p>Continuando sobre <a href="http://akitaonrails.com/2012/11/05/viagem-a-sao-francisco-parte-1-techcrunch-disrupt"target="_blank" rel="noopener">minha viagem</a>, vamos falar um pouco das empresas que visitei. Meu estilo de viajar não é do tipo que faz planos minuciosos. Na realidade, só quando cheguei lá comecei a pensar no que fazer. Parte fundamental foi ter acesso à internet e começar a cutucar as pessoas no Facebook e Twitter :-)</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/34/IMG_0728.JPG" alt="Em São Francisco"  loading="lazy" /></p>
<p>Um dos primeiros a responder foi <a href="http://blog.alexmaccaw.com"target="_blank" rel="noopener">Alex MacCaw</a>. Já conversamos algumas vezes pela internet no passado e o curioso para mim, na época, foi que em 2007 eu ainda era um programador Ruby pouco experiente, trabalhando num pequeno projeto open source. Por coincidência Alex estava fazendo algo similar e por isso começamos a falar. Hoje em dia ele ainda tem seus 21 anos ou perto disso, imaginem em 2007! Ele é muito bom e agora se mudou da Inglaterra para os Estados Unidos para trabalhar na startup <a href="http://blog.alexmaccaw.com/stripes-culture"target="_blank" rel="noopener">Stripe</a>. Imagine o que seria um &ldquo;Paypal feito direito&rdquo;, utilizando uma infra-estrutura toda com Ruby para transações financeiras.</p>
<p>Minha intenção era ficar em São Francisco as primeiras duas semanas e depois mudar para mais baixo no Vale do Silício, provavelmente em Palo Alto. Porém tive uma situação familiar que exigiu meu retorno antecipado.</p>
<p>Isso significava que eu precisava otimizar ao máximo os meus dias. Eu estava muito interessado em conhecer mais dos negócios, as pessoas, os locais de trabalhos e comportamentos dos São Franciscanos, talvez aprender algumas perspectivas diferentes ou desmistificar o que apenas ouvimos dos outros e assumimos como verdades. Lembra do que sempre falamos sobre o <em>&ldquo;jardim do vizinho sempre parecer mais verde?&rdquo;</em></p>
<p>Meu primeiro compromisso na quinta, dia 13 de setembro, foi um almoço nos <a href="https://foursquare.com/v/4fd643cee4b098b083816041"target="_blank" rel="noopener">escritórios do Twitter</a>, com o <a href="http://twitter.com/mynyml"target="_blank" rel="noopener">Martin Aumont</a> e o grande <a href="http://twitter.com/fabiokung"target="_blank" rel="noopener">Fábio Kung</a> - que hoje trabalha no Heroku. Os escritórios do Twitter ficam num predio de estilo mais tradicional na Market St. aproximadamente na altura da 11th St. Uma boa caminhada para quem estava na 5th mas novamente nada muito longe que não dava para ir andando mesmo.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/35/IMG_1093.JPG" alt="Restaurante do Twitter"  loading="lazy" /></p>
<p>Diferente do que alguns podem imaginar, o Twitter não é mais uma &ldquo;Startup&rdquo;. Pode até ser considerado no sentido de modelo de negócio que ainda precisa se provar em termos de monetização melhor ou coisa assim. Mas para todos os efeitos ela já é uma grande corporação. Com cerca de mil funcionários, uma empresa desse tamanho sempre converge para um modelo tradicional, hierárquico e departamental onde a maioria não se conhece mais.</p>
<p>O refeitório é muito bom, espaçoso para conseguir atender tantos funcionários, muitas opções de pratos para todos os gostos, e como fica na cobertura tem uma excelente vista da cidade. O ambiente de trabalho em si é bonito e organizado mas com uma cara mais corporativa, mantendo um certo silêncio. Existem áreas de jogos e café que são bem equipados ainda, mas no geral não há como confundir que estamos numa empresa &ldquo;normal&rdquo;, que precisa manter uma infra-estrutura hoje bem complexa pra atender seus milhões de usuários e suas demandas. Para ter uma idéia do que quero dizer,  procurei por alguma parede que tivesse um logotipo grande do pássaro símbolo do Twitter para poder usar de pano de fundo numa foto, mas não encontrei nenhuma. Na pratica, muitos dos lideres e veteranos originais já saíram. Os que ainda estão, possivelmente estão esperando dar o prazo necessário para exercer suas stock options e depois sair, talvez para montar novas Startups. E o ciclo continua, cada vez mais rápido.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/36/twitter_boring.jpg" alt="Escritório do Twitter"  loading="lazy" /></p>
<p>Aproveitando que o Kung nos acompanhou nessa visita ao Twitter, resolvi acompanhá-lo para visitar o <a href="https://foursquare.com/v/4b07537df964a5200afc22e3"target="_blank" rel="noopener">Heroku</a> que não ficava muito longe dali, descendo até outra paralela à Market St., se não me engano, entre a Howard e Harrisson. Diferente do Twitter, o Heroku ainda mantém seu perfil mais do que consideramos como &ldquo;Startup&rdquo;, com menos pessoas, cerca de 100 ou 150 (se aproximando do famigerado <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dunbar%27s_number"target="_blank" rel="noopener">número de Dunbar</a>). O ambiente é menor, decorado de uma forma mais convidativa do que um escritório corporativo. O lugar não é apertado, mas você sente algo mais acolhedor. Não concluí se é a decoração, a disposição dos ambientes, mas me senti muito confortável.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/37/IMG_1104.jpg" alt="Escritório do Heroku"  loading="lazy" /></p>
<p>Não há nada de extravagante, diria que é um ambiente muito funcional, num pequeno prédio de 2 andares onde as pessoas trabalham, 1 subsolo onde fica o estacionamento de bicicletas e a mesa de Ping Pong, e uma cobertura aberta onde dá até pra fazer um pequeno churrasco.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/38/IMG_1113.jpg" alt="Ping pong no Heroku"  loading="lazy" /></p>
<p>Uma característica dos prédios na região abaixo da Market St (literalmente conhecido como &ldquo;SoMa&rdquo; ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/South_of_Market,_San_Francisco"target="_blank" rel="noopener">&ldquo;South of Market&rdquo;</a>). é que são todos industriais. Pelo que ouvi dizer, a região era industrializada mas não sei por qual razão muitas dessas empresas deixaram de existir. Agora muitas Startups começaram a povoar o local e usar prédios industriais. Por isso existe um ar meio &ldquo;industrial&rdquo; na decoração de toda Startup dessa região. Olhe para o teto e vai sempre ver emaranhados de canos passando sobre suas cabeças.</p>
<p>Conheci um dos fundadores do Heroku, <a href="http://www.akitaonrails.com/2008/6/5/railsconf-2008-brazil-rails-podcast-special-edition"target="_blank" rel="noopener">James Lindenbaum</a>, quando ele ainda não era tão conhecido em 2008. 4 anos depois hoje ele faz parte do conglomerado que é a SalesForce.com de Marc Benioff que, como contei em primeira mão durante minha viagem ao Japão, contratou o criador do Ruby, Yukihiro Matsumoto e outros rubistas japoneses para trabalhar sob seus cuidados.</p>
<p>Mesmo fazendo parte desse conglomerado, pelo menos até agora parece que o Heroku teve a oportunidade de trabalhar de maneira quase independente do resto da SalesForce.com que, por sua vez, emprestou seus músculos. Não sei com certeza, mas imagino que a influencia do Benioff foi importante quando o <a href="http://venturebeat.com/2011/09/15/facebook-developers-now-have-one-click-heroku-hosting/"target="_blank" rel="noopener">Facebook passou a recomendar o Heroku</a> toda vez que você cria uma nova aplicação. Somente algumas áreas administrativas passaram a responder à nave mãe, mas a cultura de engenharia ainda deve continuar por mais algum tempo.</p>
<p>Não querendo perder tempo, depois dessa visita encontrei o Alex online novamente e perguntei se poderia conhecer a Startup onde ele trabalha, o <a href="https://foursquare.com/v/4f1242c0e4b00420554fac94"target="_blank" rel="noopener">Stripe</a>. Agora a caminhada foi da altura da 11th até a 2nd St. A Stripe é um pequeno andar de um prédio nessa rua, minúsculo se comparado ao Twitter ou Heroku. Mesmo assim estamos falando em algo em torno de 300m2. Novamente, bem decorado, nada extravagante, alguns sofás, uma cozinha onde eles podem fazer as refeições juntos (já que são poucos funcionários, talvez na faixa de 30).</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/39/IMG_1121.jpg" alt="Escritório da Stripe"  loading="lazy" /></p>
<p>Não cheguei a conhecer os fundadores mas parece que eles já tinham sucessos anteriores e não entraram por acidente no negócio de meios de pagamento. O Stripe ainda nem de longe administra um volume de transações tão alto como um Paypal. Porém o tamanho do Paypal tem <a href="http://techcrunch.com/2011/12/06/do-you-hear-what-i-hear-yes-its-paypal-stealing-money-from-kids/"target="_blank" rel="noopener">criado problemas para ele mesmo</a>. E sua resposta tem sido uma série de políticas e regras que estão desagradando muita gente e os levando a procurar alternativas mais flexíveis, como a Stripe. Além disso, também diferente do Paypal, ele oferece painéis de controle mais usáveis e APIs mais bem feitas e limpas para desenvolvedores. Alguns dias depois que os visitei, eles abriram no Canadá. Espero que não demorem a considerar o Brasil como opção.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/40/IMG_1122.jpg" alt="Cozinha do Stripe"  loading="lazy" /></p>
<p>Aproveitando, o Alex me colocou em contato com outro amigo dele da região, <a href="https://twitter.com/hshoff"target="_blank" rel="noopener">Harry Shoff</a>, que é Engenheiro de Design no <a href="https://foursquare.com/v/4de17394c65b7a3e21031401"target="_blank" rel="noopener">AirBnb</a>, e foi assim que já consegui a primeira visita do dia seguinte.</p>
<p>Retornei à região onde estava no começo da semana, próximo ao The Concourse, <a href="https://foursquare.com/v/4de7f640d1648c97962734d7"target="_blank" rel="noopener">Zynga</a>, <a href="https://foursquare.com/v/49b9cab2f964a52052531fe3"target="_blank" rel="noopener">Adobe</a>, que é a região conhecida como Potrero. Soube que é onde será a nova sede do Heroku. Eles devem se mudar nos próximos meses para comportar seu crescimento.</p>
<p>Algumas ruas mais abaixo encontrei um grande prédio de fachada negra onde compartilham espaço a <a href="https://jawbone.com"target="_blank" rel="noopener">Jawbone</a> (famosa por fones com cancelamento de ruído e caixas de som portáteis) e a agora famosa AirBnb.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/41/IMG_1175.jpg" alt="Prédio da AirBnb"  loading="lazy" /></p>
<p>Não me parece que o nome é muito conhecido <a href="http://www.tecnoblog.net/97770/airbnb-encontrar-apartamento/"target="_blank" rel="noopener">no Brasil</a> mas eles já estão em dezenas de países do mundo. Eles facilitam encontrar casas no mundo que você possa alugar pra passar alguns dias, em vez de ficar num hotel. E se você é proprietário de casas ou apartamentos para alugar por curtos períodos, pode listar nesse site.</p>
<p>Assim como o Heroku eles estão planejando se mudar desse prédio por causa do crescimento. Mesmo assim estamos falando de um espaço grande, onde trabalham cerca de 200 pessoas. Ainda existe um ar de &ldquo;Startup&rdquo;, mas que demonstra uma transição pelo crescimento. Esta é uma empresa que também está passando da fase Startup e se estruturando para se tornar uma corporação.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/42/IMG_1181.jpg" alt="Escritório da AirBnb"  loading="lazy" /></p>
<p>Em termos de decoração o que mais chama a atenção é que eles tem muitos aquários no meio do espaço aberto que são salas cê reunião. O diferente é que cada sala de reunião é decorado de forma completamente diferente umas das outras.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/43/IMG_1186.jpg" alt="Sala de reunião do AirBnb"  loading="lazy" /></p>
<p>Como o negócio do AirBnb é facilitar encontrar os lugares diferentes e até exóticos, de tempos em tempos eles escolhem alguns dos mais famosos, enviando uma equipe para fotografar e detalhar um cômodo desse local. Então eles replicam esse cômodo numa sala de reunião, fazendo uma cópia o mais fiel possível, comprando os mesmos moveis, até contratando pintores locais para replicar os quadros.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/44/IMG_1187.jpg" alt="Sala de reunião do AirBnb"  loading="lazy" /></p>
<p>O lugar leva decoração tão a sério que até os banheiros tem estilo. O banheiro masculino do segundo andar é escuro, parece um banheiro de balada, e tem uma cabeça e veado na parede.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/45/IMG_1206.jpg" alt="Banheiro do AirBnb"  loading="lazy" /></p>
<p>O item mais interessante para mim, que não conhecia a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Airbnb"target="_blank" rel="noopener">história do AirBnb - AirBed &amp; Breakfast</a>, foram as caixas de cereal em exposição, réplicas grandes das originais que tinham cereais de verdade, com as caricaturas do McCain e do Obama nas eleições de 2008. Diz a lenda que os fundadores acabaram ficando sem dinheiro antes de conseguir terminar o AirBnb. Uma solução que encontraram foi vender cereais, reempacotacos em caixas dos candidatos, como edições especiais. E acabou dando certo, eles conseguiram acumular USD 20 mil, que foi o suficiente para terminar o produto. E o resto é história.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/46/IMG_1196.jpg" alt="Cereais AirBnb"  loading="lazy" /></p>
<p>Depois disso, aproveitei que estava próximo do Heroku e passei o resto da tarde por lá já que tinha algumas ligações pra fazer. Uma coisa legal das empresas dessa região é ter essa noção de não se incomodar um estranho pelo escritório de vez em quando, a maioria é bem receptiva a conhecidos.</p>
<p>Na segunda-feira iniciei o dia bem cedo para dar tempo de tomar café da manha na <a href="https://foursquare.com/v/49b83816f964a52038531fe3"target="_blank" rel="noopener">Pivotal Labs</a>, não muito longe do meu hotel na Harrisson perto da 3rd St. Curioso que ela é vizinha a uma faculdade e ambos os prédios tem o mesmo número, por isso alguém pode acabar errando a entrada como eu.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/47/IMG_1494.jpg" alt="Prédio da Pivotal"  loading="lazy" /></p>
<p>O escritório da Pivotal é um grande andar que deve ter perto dos seus 400 ou 500m2, suficiente para cerca de 200 pessoas. Novamente, não estamos falando de uma Startup, apesar da decoração ainda ter alguns elementos mais informais. Não se enganem, a Pivotal é uma empresa consolidada de 15 anos de idade. E diferente de todas as outras que visitei, não é uma empresa de um único produto e sim de serviços, uma consultoria.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/48/IMG_1500.jpg" alt="As famosas estações de pareamento da Pivotal"  loading="lazy" /></p>
<p>Além desse escritório em São Francisco ela tem outras pelo pais, totalizando um efetivo de pelo menos 400 funcionários. De curiosidade, um antigo CTO que saiu da Pivotal, Ian McFarland, foi ser CTO de outra consultoria, a New Garage em Tóquio, no Japão.</p>
<p>Ela é famosa por implementar Agile de uma maneira mais rígida do que a maioria das empresas ágeis atua. Não é exagero dizer que o café da manhã serve de incentivo para que as pessoas cheguem no horário. Pude participar como ouvinte da reunião matinal das 9h (em ponto) com todos no escritório. E às 9:05h cada equipe estava fazendo seu equivalente a Daily Scrum matinal.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/49/IMG_1504.jpg" alt="Reunião matinal da Pivotal"  loading="lazy" /></p>
<p>Logo a seguir fui visitar a <a href="https://foursquare.com/v/4a722fdef964a5208bda1fe3"target="_blank" rel="noopener">Engine Yard</a>. Em 2010 tive a oportunidade de conhecer o antigo escritório que ficava mais pra baixo na região da 4th St, na época em que o Ezra, Yehuda, Carl, estavam todos lá. Sendo sincero, devo dizer que de todos os escritórios que visitei foi o que menos gostei, principalmente porque as pessoas que eram a alma de desenvolvimento não estavam mais lá como o próprio Ezra, a equipe JRuby, a equipe Rubinius, Charles, Evan, Yehuda, Carl.</p>
<p>O espaço em si não é pequeno, é um andar de um prédio, o mesmo onde fica a revista Wired, por coincidência. Mesmo assim deve ser no máximo o dobro do espaço de uma Stripe. Não sei se foi coincidência do dia que fui, mas o escritório me pareceu bem vazio, e além de tudo a decoração deixou na minha memória um cenário &ldquo;cinza&rdquo;. E ao que parece nesse mesmo dia foi oficializada a saída do antigo CTO, Tom Mornini. A visita valeu mais para eu poder sair, tomar um café e bater papo com o bom e velho Dr. Nic.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/50/IMG_1513.jpg" alt="Escritório da Engine Yard"  loading="lazy" /></p>
<p>Novamente coincidência, <a href="https://twitter.com/hiro_asari"target="_blank" rel="noopener">Hiro Asari</a>, ex-Engine Yard e agora na Redhat, na equipe do OpenShift tinha chego na cidade e fomos almoçar juntos. Aproveitei para almoçarmos juntos e conheci um amigo dele que trabalha numa pequena consultoria de Rails que foi a criadora do RefineryCMS. Conhecem esse CMS? Recomendo dar uma olhada se ainda não viram.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/51/IMG_1522.jpg" alt="Almoçando com Hiro"  loading="lazy" /></p>
<p>Minha próxima parada seria no <a href="https://foursquare.com/v/4e1b35b8e4cdb14073926d97"target="_blank" rel="noopener">Github</a>, não muito longe, então o Hiro me acompanhou nessa. Essa visita marquei com a <a href="https://github.com/kamzilla"target="_blank" rel="noopener">Kami Lott</a>, que é meio o papel conhecido como <em>&ldquo;Team Vibe&rdquo;</em>, um papel que vi em outros lugares como no Heroku, uma pessoa ou uma equipe responsável por cuidar para que o escritório sempre esteja equipado, que todos sempre tenham tudo que necessitam, que organizam as festas e tem a missão de tentar sempre manter a moral de todos elevada.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/52/IMG_1538.jpg" alt="Escritório do Github"  loading="lazy" /></p>
<p>O primeiro fato curioso foi que quando eu e o Hiro chegamos, tocamos a campainha não apareceu ninguém, o lugar estava deserto. Esperamos um pouco e nada, então decidimos esperar no Starbucks atravessando a rua. Depois de algum tempo, vemos um grupo entrando no prédio ao mesmo tempo. Boa parte da equipe fica remota, em outras cidades, mas quem vai no escritório ainda mantém um bom relacionamento.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/53/IMG_1539.jpg" alt="War Room do Github"  loading="lazy" /></p>
<p>O escritório em si, novamente num prédio industrial, um grande espaço que deve ter seus 500m2 e hoje deve ter mais de 100 pessoas no total (no máximo tinha uns 30 ou 40 no dia que fui visitar). Infelizmente nesse dia não encontrei nenhum dos fundadores, nem o Chris, ou PJ, ou Tom estavam por lá, então a Kami é quem se encarrega de fazer um tour pelo escritório.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/54/IMG_1552.jpg" alt="Pessoal trabalhando no Github"  loading="lazy" /></p>
<p>O espaço é informal mas ao mesmo tempo organizado, com apetrechos de decoração como as diversas pinturas de Octocats, console de suporte estilo espacial. Eles tem até uma área de merchandizing com um estoque grande de camisetas, adesivos, canecas e outros brindes que eles enviam pra quem compra.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/55/IMG_1565.jpg" alt="Merchandising do Github"  loading="lazy" /></p>
<p>Saindo do Github segui mais ao sul de Mission Bay para pegar o <a href="http://www.caltrain.com"target="_blank" rel="noopener">Caltrain</a>, o trem intermunicipal que você pode usar para cruzar todas as cidades que compõe o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Silicon_Valley"target="_blank" rel="noopener">Vale do Silício</a>. Entrei em contato com o <a href="http://www.eventials.com/rubyconfbr2012/recorded/M2UzZTJkMzY2MzdiNTg2NTUxNWM1MzI3NWY1YjRhMzYjIzEyOTE_3D"target="_blank" rel="noopener">Martin Englund</a> que convidei para a Rubyconf Brasil 2012 para falar de seu trabalho no projeto CloudFoundry.</p>
<p>Se você não conhece o <a href="http://www.cloudfoundry.org"target="_blank" rel="noopener">CloudFoundry</a>, imagine se fosse possível ter todas as tecnologias do Heroku em open source para que você pudesse ser capaz de criar sua própria infraestrutura de platform as a service. Esse projeto foi iniciado por figuras importantes como o Ezra, que foi co-fundador da Engine Yard e encontrou na VMware um lugar para executar o que ele não havia conseguido na empresa que ajudou a funda.</p>
<p>Agora coloque em perspectiva. Até agora estávamos falando de startups ou pequenas empresas ainda em crescimento em Mission Bay, San Francisco. A <a href="https://foursquare.com/v/4f9ad576e4b017ea49b2a74e"target="_blank" rel="noopener">VMware</a> é uma empresa consolidada mais tradicional do Vale do Silício que, como tal, fica mais ou sul, em Palo Alto. E estamos falando de outra escala de corporação, com mais de 10 mil funcionários. Seu complexo de prédios é grande.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/57/IMG_1586.jpg" alt="Campus da VMWare"  loading="lazy" /></p>
<p>O Martin foi um excelente guia, me mostrou os escritórios, contou um pouco do projeto e posso dizer que fiquei bem impressionado. Lembram como falei que o Heroku inteiro tem pouco mais de 100 pessoas? Dentro as 10 mil da VMWare, o projeto CloudFoundry sozinho tem aproximadamente 100 pessoas.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/58/IMG_1595.jpg" alt="Cubiculos"  loading="lazy" /></p>
<p>As empresas de Palo Alto parece que tem esse mesmo estilo mais &ldquo;austero&rdquo;, mais &ldquo;tradicional&rdquo;. Os departamentos são bem organizados, a infraestrutura é sólida, e todos os engenheiros ocupam os famosos &ldquo;cubículos&rdquo;. Não se enganem, estamos falando de um ambiente muito confortável, eu diria que o ideal para quem quer ser realmente produtivo.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/59/IMG_1596.jpg" alt="Hall de um dos prédios da VMware"  loading="lazy" /></p>
<p>Não é difícil ficar mal acostumado num campus desse tamanho, com tudo que ela oferece. Restaurantes, ginásio de esportes, áreas de lazer com chafariz e praça ao ar livre. O estilo das empresas de Palo Alto sempre tem um certo estilo da universidade de Stanford, e não por acaso.</p>
<p>Existe uma simbiose entre Stanford e Palo Alto. Exemplo disso é o professor <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/James_H._Clark"target="_blank" rel="noopener">Jim Clark</a>, lendário fundador da Silicon Graphics e da Netscape. Parece que não é incomum professores serem Angels de startups que seus alunos iniciam. Basta lembrar onde foi que o Google começou. Outra coisa que não me informei direito é que parece que Stanford é dona de uma parte das terras de Palo Alto e ela não vende para ninguém, então as grandes empresas da região &ldquo;alugam&rdquo; de Stanford. O futuro da universidade é intimamente ligada ao sucesso das empresas de tecnologia da região. Uma simbiose muito benéfica para ambos os lados.</p>
<p>Outra peculiaridade é que diferente de São Francisco onde dá para ir a qualquer lugar a pé ou de bicicleta, é praticamente impossível simplesmente caminhar em Palo Alto. Tudo é muito longe, e algumas ruas sequer tem calçadas. Felizmente o Martin foi muito gentil de me dar um tour pela cidade e depois de passear pela VMWare ele me levou ao campus do <a href="https://foursquare.com/v/49efa8cdf964a520e7681fe3"target="_blank" rel="noopener">Google</a>, do Facebook e da Oracle. Infelizmente eu tinha somente poucas horas disponíveis então só fizemos uma passagem muito rápida por cada lugar.</p>
<p>Vizinha à VMWare, literalmente atravessando a rua está a famosa Xerox Parc, berço de inovações como a interface gráfica e o mouse.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/60/IMG_1604.jpg" alt="Xerox Parc"  loading="lazy" /></p>
<p>O Google é gigantesco, uma verdadeira cidade, com ruas, quarteirões, todo mundo transitando de bicicleta entre os diversos prédios. Dizem que ela foi construída inspirada no estilo do campus da universidade de Stanford. E tem suas diversas excentricidades como um carro-biciclera para cinco pessoas fazerem uma rápida reunião olhando umas para as outras ao mesmo tempo que pedalam entre prédios. Ou algo mais simples como as bicletas coloridas com as cores do Google, ou o esqueleto em tamanho natural do Tiranossauro Rex decorando um dos jardins.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/61/IMG_1614.jpg" alt="Googleplex"  loading="lazy" /></p>
<p>Quando fomos ao <a href="https://foursquare.com/v/4e37101cb0fbcceaf0dd3d13"target="_blank" rel="noopener">Facebook</a> já estava de noite e não deu para ver muita coisa. Chegando próximo à região encontramos de cara uma placa com a famosa mão de &ldquo;Like&rdquo;, porém não tem muito mais do que isso do lado de fora do prédio principal. Ele é bem menor que o Google, claro, e tem uma cara bem mais séria do lado de fora. Sequer encontrei um logotipo visível. Pelo que o Martin me contou aquele era o antigo prédio da Sun Microsystems antes de ser dissolvida pela Oracle.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/62/IMG_1630.jpg" alt="Facebook"  loading="lazy" /></p>
<p>E falando em Oracle, também passamos próximo ao seu complexo. Ele é grande em outra proporção, vertical. São diversos prédios organizados como um condomínio com um enormel lago cercando sua parte frontal antes do estacionamento. Diferente da gradiosidade do Google que expressa uma universidade, tudo na Oracle expressa o auge de uma corporação muito séria. Sinceramente não me vejo trabalhando por ali me sentindo confortável.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/63/IMG_1632.jpg" alt="Oracle"  loading="lazy" /></p>
<p>Assim terminei minha rápida excursão por Palo Alto e cidades próximas, graças ao Martin.</p>
<p>No dia seguinte, de volta a São Francisco, entrei em contato com <a href="http://xaviershay.com"target="_blank" rel="noopener">Xavier Shay</a>, que muitos devem se lembrar como o criador do mini-blog <a href="https://github.com/xaviershay/enki"target="_blank" rel="noopener">Enki</a>. Por acaso cruzei com ele no ano passado, no metrô de Tokio, depois da RubyKaigi. Ele é australiano e recentemente se mudou para São Francisco para trabalhar na <a href="https://foursquare.com/v/4b042837f964a520ad5122e3"target="_blank" rel="noopener">Square</a> de Jack Dorsey, minha próxima visita.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/56/IMG_1660.jpg" alt="Tomando café na Square"  loading="lazy" /></p>
<p>Esta foi a única startup que não tirei fotos. O motivo é que eles são extremamente cuidadosos com visitantes. Foi a única empresa que visitei até hoje onde tive que assinar um Non-disclosure Agreement (NDA) logo na recepção. Além disso ninguém é permitido dentro do escritório sem estar acompanhado por um responsável. O Xavier me mostrou o lugar. Novamente, é uma &ldquo;startup&rdquo; que está na transição de se tornar uma corporação. O ambiente é como os outros, estilo aberto, sem muitas salas fechadas além das de reunião e algumas áreas onde eu explicitamente fui proibido de chegar perto. Nesse dia, para terem uma idéia, a Square tinha acabado de ser avaliada em USD 3.25 Bilhões.</p>
<p>Depois dessa visita, meu próximo destino foi o <a href="https://foursquare.com/v/4a7a1456f964a52070e81fe3"target="_blank" rel="noopener">Yammer</a>. Na festa do Gogaruco patrocinada pelo Yammer conheci rapidamente a programadora e palestrante <a href="http://rive.rs"target="_blank" rel="noopener">Heather Rivers</a>. Então trocamos tweets e marquei de visita-los. Eles ficam num prédio bem longe mais ao Sul de Mission Bay, no mesmo lugar onde ficam outros nomes conhecidos como Techcrunch, OpenDNS. O <a href="https://www.yammer.com"target="_blank" rel="noopener">Yammer</a>, para quem não conhece, pode ser descrita como uma rede social corporativa. Eu mesmo nunca sei mas parece que uma parte importante é o chat corporativo já que mencionaram sobre o Chatter da SalesForce ser um concorrente.</p>
<p>Quando cheguei por acaso a Heather não pôde me receber - bugs urgentes em produção. O chefe dela, um dos fundadores e mais um pessoal me recebeu lá muito bem, tomamos um whisky e eles me contaram um pouco da história e dia a dia deles. O Yammer hoje é uma aplicação Rails monolítica que cresceu demais, inclusive acho que foi esse o tema da palestra no Gogaruco. Agora está em processo de modularização. Mas eles estão indo bem, já que a empresa foi vendida a <a href="http://techcrunch.com/2012/06/25/its-official-microsoft-confirms-it-has-acquired-yammer-for-1-2-billion-in-cash/"target="_blank" rel="noopener">USD 1.2 bilhão para a Microsoft</a>.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/64/IMG_1670.jpg" alt="Whisky no Yammer"  loading="lazy" /></p>
<p>Repetindo - vocês já devem imaginar - prédio estilo industrial, paredes de tijolos, canos no teto e tudo mais. Outra Startup que se tornou uma empresa estabelecida, agora em processo de corporativização. Neste exato momento eles passaram do ponto de quantidade de pessoas que cabem no mesmo lugar. Estão para se mudar mas está bem apertado trabalhar todos no mesmo espaço. Foi interessante ver isso, foi o que me deu o insight sobre a dinâmica do crescimento de uma Startup, quando ela é pequena e ágil, depois o sucesso e crescimento (para alguns poucos, claro!) até se tornar uma empresa estabelecida que deixa de ser uma Startup, como uma Yahoo!, Google ou Facebook, se tornando grandes corporações estruturadas da maneira clássica, com departamentos, burocracia e tudo mais. É o preço inevitável dos poucos que atingem esse grau de sucesso.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/65/IMG_1669.jpg" alt="Escritório do Yammer"  loading="lazy" /></p>
<p>Finalmente, minha ultima parada seria na <a href="https://foursquare.com/v/4fa81da0e4b00f71970e1151"target="_blank" rel="noopener">Get Satisfaction</a>. Graças ao mexicano <a href="https://twitter.com/kidpollo"target="_blank" rel="noopener">Francisco Viramontes</a> que me fez o convite de visita via Facebook. Pude conhecer outro tipo diferente de negócio. Diferente das outras Startups ela fica numa vizinhança um pouco mais distante na região de Mission District, na Bryant St., mais ao sul ainda de SoMa.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/66/IMG_1689.jpg" alt="Escritório da GetSatisfaction"  loading="lazy" /></p>
<p>E como disse antes, essa semana a SalesForce.com estava realizando sua conferencia <a href="http://www.salesforce.com/dreamforce/DF12/"target="_blank" rel="noopener">Dreamforce</a> no Moscone Center. Como a Get Satisfaction faz parte do ecossistema de parceiros praticamente todos do escritório estavam no evento. Ela já não é uma empresa tão nova, tendo sido fundada em 2007 para criar comunidades onlines entre empresas e seus consumidores.</p>
<p>Mesmo assim eu pude conhecer o escritório e trocar algumas palavras com algumas pessoas. Impressionante como uma inocente cerveja no fim de expediente pode ser educativo, pois tive a oportunidade de ouvir algumas das histórias de bastidores das startups de São Francisco.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/image_asset/image/67/IMG_1692.jpg" alt="Amigos da Get Satisfaction"  loading="lazy" /></p>
<p>E esta foi a última empresa que tive a oportunidade de visitar em São Francisco. Infelizmente devido à minha estadia ter sido encurtada não pude visitar todas as empresas que queria nem reencontrar todas as pessoas que eu esperava, mas acho que foi bastante produtivo.</p>
<p>Uma coisa importante para os leitores, especialmente os que ainda vêem o mundo das startups com um certo entusiasmo irreal. Entendam: a maioria (se não todas) as que eu visitei acima são empresas sólidas, onde os fundadores todos já tinham excelentes conexões com toda a rede de investidores, são articulados na mídia, tem reputação entre o mercado. Além disso, a maioria das startups que inicia com potencial sempre é um excelente lugar para se trabalhar. Porém o objetivo de uma startup é fazer sucesso e crescer. O crescimento rápido nem sempre é o que todos gostariam pois o ambiente muda rápido, a cultura da empresa também muda. Mas isso é inevitável, o oposto disso é a empresa fechar. Muitos vêem apenas um desses &ldquo;instantes&rdquo;, quando tudo parece bonito e perfeito. Esquecem como era o antes e como é o depois. Tudo muda, nada é do jeito que se quer para sempre. E para quem não gosta de mudanças a resposta é simples: a fila está andando.</p>
]]></content:encoded><category>negocios</category><category>gestao</category><category>viagens</category></item><item><title>[Off-Topic] Celulares e Aviões</title><link>https://akitaonrails.github.io/2009/11/08/off-topic-celulares-e-avioes/</link><guid isPermaLink="true">https://akitaonrails.github.io/2009/11/08/off-topic-celulares-e-avioes/</guid><pubDate>Sun, 08 Nov 2009 16:05:00 -0200</pubDate><description>&lt;p&gt;Eu queria escrever sobre isso há alguns meses. O assunto acabou surgindo no Twitter:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;@AkitaOnRails, se você derrubar o avião twittando com esse 3G ligado, vai envergonhar o país inteiro! Rsrsrs!!!&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;É claro que foi uma piada :-) Mas foi o empurrão que faltava para eu finalmente escrever sobre isso: o comportamento das pessoas baseado em premissas falsas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/2009/11/8/plane_wideweb__470x316_0_original.jpg" alt="" loading="lazy" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguns meses atrás, a caminho de mais um evento, eu mantinha meu iPhone ligado de propósito, como sempre. Normalmente ligo o Air Mode enquanto estou no ar, para economizar bateria, mas antes da decolagem eu estava assistindo a um video podcast. Aí uma senhora do meu lado resolveu encrencar comigo e mandou eu desligar. Ignorei. E o que ela fez? Chamou um comissário de vôo. Afe.&lt;/p&gt;</description><content:encoded><![CDATA[<p>Eu queria escrever sobre isso há alguns meses. O assunto acabou surgindo no Twitter:</p>
<blockquote>
  <p>@AkitaOnRails, se você derrubar o avião twittando com esse 3G ligado, vai envergonhar o país inteiro! Rsrsrs!!!</p>

</blockquote>
<p>É claro que foi uma piada :-) Mas foi o empurrão que faltava para eu finalmente escrever sobre isso: o comportamento das pessoas baseado em premissas falsas.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/akitaonrails/assets/2009/11/8/plane_wideweb__470x316_0_original.jpg" alt=""  loading="lazy" /></p>
<p>Alguns meses atrás, a caminho de mais um evento, eu mantinha meu iPhone ligado de propósito, como sempre. Normalmente ligo o Air Mode enquanto estou no ar, para economizar bateria, mas antes da decolagem eu estava assistindo a um video podcast. Aí uma senhora do meu lado resolveu encrencar comigo e mandou eu desligar. Ignorei. E o que ela fez? Chamou um comissário de vôo. Afe.</p>
<p>Ela ainda soltou o que muita gente ignorante acredita até hoje: <em>&ldquo;este &lsquo;senhor&rsquo; está arriscando a minha vida!&rdquo;</em> Imaginem minha vontade de mandar um <em>&ldquo;shut the fuck up!&rdquo;</em>. Claro que não mandei :-)</p>
<p>Imagino que os leitores do meu blog não acreditem nisso, mas mesmo assim muitos talvez não saibam por que esse aviso existe. É só raciocinar. Se um eletrônico sem fio tivesse mesmo a mínima chance de interferir na comunicação do avião, a ponto de derrubá-lo, você, sendo dono da companhia aérea, deixaria alguém entrar com um celular no seu avião?</p>
<p>É a mesma coisa que deixar entrar alguém com uma bomba e pedir educadamente: <em>&ldquo;pedimos aos passageiros que portam bombas que não as ativem enquanto dentro do avião.&rdquo;</em> Duh. Poder entrar com eletrônicos já é a prova de que nenhum deles põe o avião em risco. Seria burrice. Se derrubasse de verdade, todo celular iria despachado num container de chumbo, do mesmo jeito que objetos pontiagudos não passam.</p>
<p>Então, se não faz mal nenhum, por que essa maldita mensagem ainda toca antes de decolar e antes de aterrissar? Agora entra uma conclusão por indução. Quais são os dois momentos mais críticos de um vôo? Decolagem e aterrissagem.</p>
<p>São justamente os momentos em que a tripulação quer todo mundo atento a qualquer aviso de emergência. Se todos estiverem de fones de ouvido, jogando videogame, teclando no laptop, uma mensagem de emergência demora a chegar a todos. O objetivo de mandar desligar os aparelhos é único: conseguir a nossa atenção. Nada mais.</p>
<p>Minha teoria da conspiração é a seguinte. Se dissessem a verdade, <em>&ldquo;para termos sua atenção em caso de emergência, pedimos que desliguem seus aparelhos&rdquo;</em>, ninguém desligaria. Então é melhor usar a burrice coletiva a favor e dizer <em>&ldquo;pedimos que desliguem celulares, videogames, mp3 players e computadores, e não basta deixar no modo avião.&rdquo;</em></p>
<p>Ou seja, usam implicitamente o medo da interferência de sinais para que os próprios passageiros perturbem os outros, como aconteceu comigo. Isso gera um peer pressure que obriga os demais a desligar, só para não ter o trabalho de discutir.</p>
<p>Aliás, se tudo isso fosse mesmo verdade, eu jamais entraria num avião. Gente mal-intencionada existe, então por que confiar que ela desligaria? E eu não entenderia ninguém trabalhando num avião sabendo que os passageiros são um risco. Imaginem.</p>
<p>Portanto, se você acredita que sinal de celular derruba avião, continua sofrendo da preguiça mental que descrevi no meu <a href="/2009/11/04/off-topic-o-problema-das-credenciais/">artigo anterior</a>. Se quiser mais detalhes, achei hoje um episódio do <a href="http://web.archive.org/web/20091118002824/http://kwc.org/mythbusters/2006/04/episode_49_cellphones_on_plane.html"target="_blank" rel="noopener">Mythbusters</a> exatamente sobre isso.</p>
<p>Equipamento eletrônico <strong>não</strong> derruba avião. As companhias aéreas usam com esperteza o medo criado pela ignorância coletiva. Estratégia inteligente.</p>
<p>Ah, e embora isso não sirva exatamente como prova, testei em quase todos os meus vôos e mantive o iPhone e o iPod ligados o tempo todo :-P Nenhum avião caiu, obviamente. Mas claro, sempre presto atenção na decolagem e na aterrissagem, porque entendo o princípio. O resto é só experimentação.</p>
]]></content:encoded><category>viagens</category><category>psicologia</category><category>off-topic</category></item></channel></rss>